Dia Nacional de Conscientização sobre Esclerose Múltipla: doença autoimune que não tem cura

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Dia Nacional de Conscientização sobre Esclerose Múltipla: doença autoimune que não tem cura

O 30 de agosto é o Dia Nacional de Conscientização sobre a Esclerose Múltipla (EM), uma doença neurológica, crônica e autoimune, sem cura. Cada passo na conscientização é um avanço na luta. Por isso vamos promover o conhecimento para que mais pessoas possam vencer os desafios impostos por esta doença e que autoridades públicas garantam acesso facilitado ao tratamento adequado, apoio emocional e inclusão na sociedade.

Perda da força muscular, diminuição da sensibilidade do corpo, desequilíbrio, formigamentos, fadiga e
visão embaçada
são alguns dos sintomas da esclerose múltipla, doença neurológica que não tem cura. A doença é caracterizada pela destruição da bainha de mielina, membrana que reveste os neurônios, e das fibras nervosas subjacentes. A inflamação ocorre devido ao sistema imunológico que não reconhece a membrana como parte do organismo, destruindo-a.

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30 de agosto é Dia Nacional de Conscientização sobre Esclerose Múltipla: doença neurológica e autoimune

A EM não é contagiosa e não tem cura, mas o tratamento pode atenuar os sintomas e desacelerar a progressão da doença. Para diagnosticar a Esclerose Múltipla, o médico avalia a história clínica do paciente e solicita exames de Ressonância Magnética e coleta de líquor

Alguns fatores ambientais e genéticos podem estar associados ao surgimento da EM, como baixos níveis de vitamina D, obesidade, tabagismo e genes ligados ao funcionamento do sistema imune.

No Brasil, segundo o Ministério da Saúde cerca de 40 mil pessoas vivem com a doença. De acordo com a pasta o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece sete medicamentos com 11 apresentações distintas para o tratamento da esclerose múltipla:

  1. Alentuzumabe 10 mg/mL
  2. Betainterferona 1a 22 mcg
  3. Betainterferona 1a 30 mcg
  4. Betainterferona 1a 44 mcg
  5. Betainterferona 1b 300 mcg
  6. Fingolimode 0,5 mg
  7. Fumarato de dimetila 120 mg
  8. Fumarato de dimetila 240 mg
  9. Glatirâmer 40 mg
  10. Natalizumabe 300 mg
  11. Teriflunomida 14 mg

No Distrito Federal, pacientes e médicos denunciam o avanço dos sintomas da doença pela dificuldade de acesso à medicação de alta eficácia na rede pública como o Alentuzumabe e o Natalizumabe.

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Esclerose Múltipla: tratamentos existentes para controlar a progressão da doença autoimune e principais sintomas

A médica Priscilla Provetis diz que a medicação disponível pelo Sistema Único de Saúde (SUS), de modo geral, funciona, mas existem períodos em que pode haver falta de algum medicamento, o que coloca o paciente em risco de “surtos”. “As sequelas dos “surtos” da esclerose podem envolver a perda definitiva da visão e limitação de movimentos“, alerta a especialista.

Os pacientes com esclerose múltipla podem buscar tratamento na rede pública ou na rede privada de saúde:

  • Rede privada: os pacientes podem gastar entre R$ 5 mil e R$ 50 mil em apenas uma dose de um remédio. Os gastos ainda podem incluir antialérgicos, corticoides e soro.
  • Rede pública: o tratamento da doença é gratuito, mas Ana Paula Morais, presidente da Associação de Pessoas com Esclerose Múltipla do Distrito Federal e Entorno (Apemigos), diz que a falta ou desabastecimento de medicamentos no DF “ocorre com uma certa frequência”.

Dois remédios de alta eficácia ainda não foram incorporados no SUS: o Ofatumumabe e o Ocrelizumabe. Ana Paula Morais, presidente da Associação de Pessoas com Esclerose Múltipla do Distrito Federal e Entorno (Apemigos), destaca que alguns pacientes sofrem, por exemplo, com a falta do Ocrelizumabe, único remédio indicado em bula para a forma primária progressiva da doença.

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Esclerose Múltipla: sintomas da doença autoimune que não tem cura

“O SUS oferece sete medicamentos com 11 apresentações distintas para o tratamento da esclerose múltipla: Alentuzumabe 10 mg/mL; Betainterferona 1a 22 mcg; Betainterferona 1a 30 mcg; Betainterferona 1a 44 mcg; Betainterferona 1b 300 mcg; Fingolimode 0,5 mg; Fumarato de dimetila 120 mg; Fumarato de dimetila 240 mg; Glatirâmer 40 mg; Natalizumabe 300 mg e Teriflunomida 14 mg. A compra é realizada de forma centralizada pelo Ministério da Saúde, conforme programações trimestrais solicitadas pelas secretarias estaduais de Saúde e do Distrito Federal, de acordo com os Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas (PCDT).

Em relação ao Distrito Federal, toda a demanda solicitada pela Secretaria de Saúde do DF para o tratamento de esclerose múltipla está em dia. Há uma entrega agendada do medicamento Alentuzumabe 10 mg/mL para o dia 30/08/2024, dentro do prazo previsto.”

Fotos: Reprodução