Desfile de 7 de setembro reúne milhares na Esplanada em Brasília

A Esplanada dos Ministérios recebeu o público interessado em prestigiar o tradicional desfile de 7 de setembro, em celebração aos 202 anos da independência do Brasil. A organização estimava um público de cerca de 30 mil pessoas.

A cerimônia teve início por volta das 9h, com a chegada do presidente Lula em carro aberto. Ele foi recebido pelos chefes das Forças Armadas e dirigiu-se à tribuna de honra, onde autorizou o início dos desfiles e acompanhou as celebrações.

Neste ano, o desfile foi organizado em torno de três temas principais, sendo um deles a união nacional para auxiliar na reconstrução do Rio Grande do Sul após as enchentes que afetaram o estado. Os outros dois temas abordados foram a presidência do Brasil no G20 e os esforços do governo para expandir os serviços de saúde, com a retomada do programa Mais Médicos.

O desfile teve a participação de uma delegação de 31 atletas olímpicos brasileiros cruzando a Esplanada. Entre eles, o atleta de marcha atlética de Brasília, Caio Bonfim — medalhista de prata nas Olimpíadas de Paris —, carregou uma tocha representando o Fogo Olímpico, símbolo dos Jogos.

Na arquibancada montada para o chefe de Estado, estiveram presentes outras autoridades da República, como o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Luís Roberto Barroso, e do Congresso, Rodrigo Pacheco (PSD-MG).

Além dos chefes dos Poderes, Lula também esteve acompanhado do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), do governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), do ministro do STF Alexandre de Moraes e da maior parte de seus ministros.
A primeira-dama, Janja da Silva, não participou do evento, pois está em compromissos no exterior. O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), também esteve ausente, estando em Alagoas para eventos de campanha municipal, de acordo com sua equipe.
O governo gastou R$ 1,2 milhão a mais, em 2024, com o desfile em relação à 2023. O contrato custou R$ 4,3 milhões, enquanto no ano passado foi de R$ 3,1 milhões, um aumento de 39%. O valor contratado ficou 42% abaixo do estimado pela Secom (Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República) no edital, que era de R$ 7,42 milhões.













