Dia Nacional do Doador de Sangue: um ato de solidariedade e de amor ao próximo

Celebramos nesta segunda-feira, 25 de novembro, o Dia Nacional do Doador de Sangue. Uma oportunidade para lembrar que cada doação é um gesto solidário que salva vidas. Doe Sangue Regularmente. Uma doação pode salvar até quatro pacientes.
A doação de sangue é rápida e segura e salva vidas. A transfusão de sangue é fundamental na atenção à saúde, pois beneficia pacientes que precisam do sangue e de hemocomponentes para enfrentar doenças que põem a vida em risco, como a anemia falciforme e a talassemia. A transfusão de sangue e hemoderivados prolonga a vida das pessoas e melhora sua qualidade de vida. A transfusão também dá suporte hemoterápico a procedimentos médico-cirúrgicos complexos, portanto é indispensável na assistência materno-infantil e em desastres naturais e antropogênicos.
A data tem por objetivo agradecer aos doadores de sangue pela ação de doar e sensibilizar a população para a importância da doação. Segundo o Ministério da Saúde, uma pessoa adulta tem em média cinco litros de sangue e em uma doação são coletados no máximo 450ml de sangue. É pouco para quem doa e muito para quem precisa.
Hemocentros de todo o país se unem durante a última semana do mês de novembro, com o objetivo de homenagear o Dia Nacional do Doador de Sangue. A ação visa destacar a importância desse gesto de generosidade em prol da vida.

Criada há 60 anos, a data reflete uma estratégia importante: este é um período que antecede férias, festas de fim de ano e o carnaval, ocasiões em que a demanda por transfusões aumenta, e onde as doações diminuem.
O diretor-presidente da Fundação Hemocentro de Brasília, Osnei Okumoto, alerta para o risco de a oferta de sangue diminuir após o crescimento da procura típica de novembro. Isso porque neste mês pode ocorrer maior demanda pelos hospitais.
“Neste momento que se aproxima de dezembro, há o aumento das cirurgias eletivas de grande porte. Médicos, antes de sair de férias, querem atender seus pacientes, e os pacientes querem fazer cirurgias nesse período para chegar em dezembro totalmente recuperados”, diz Okumoto.
O verbo doar vem das palavras “donare”, que em latim significa “dar um presente”, e “donum” traduzido como “presente” ou “dom”. A doação pode ser feita sem preocupação. O procedimento tem segurança absoluta e não reutiliza material de coleta anterior.
Quem pode doar

Podem doar sangue as pessoas que tiverem idade entre 16 e 69 anos, sendo que a primeira doação deve ser feita, obrigatoriamente, até os 60 anos. Menores de 18 anos só podem doar com a autorização dos responsáveis legais. Todo doador deve apresentar um documento original com foto.
Se o voluntário tiver almoçado, o procedimento deve ser feito três horas depois. Se for um doador frequente, é preciso obedecer ao intervalo para a doação, que deve ser de dois em dois meses para homens, que podem doar no máximo quatro vezes por ano, e de três em três meses para mulheres, que podem doar no máximo três vezes por ano.
Condições básicas para doar sangue
- Para doar sangue é preciso gozar de boa saúde;
- Ter entre 16 e 69 anos de idade (Menor de 18 anos deve apresentar o formulário de autorização e cópia do documento de identidade com foto do pai, mãe ou tutor/guardião;
- Idosos devem ter realizado pelo menos uma doação de sangue antes dos 61 anos);
- Pesar mais de 51 quilos e ter IMC maior ou igual a 18,5 (descontar o vestuário);
- Não fumar duas horas antes da doação;
- Dormir pelo menos seis horas, com qualidade, na noite anterior à doação;
- Não ingerir bebida alcoólica nas 12 horas anteriores à doação;
- Apresentar documento de identificação oficial com foto (original ou cópia autenticada em cartório), em bom estado de conservação e dentro do prazo de validade. Documentos aceitos: carteira de identidade, carteira de trabalho, certificado de reservista, carteira nacional de habilitação, passaporte, carteira profissional emitida por classe ou carteira de doador. Não são aceitos crachás funcionais, carteiras estudantis nem certidão de nascimento.
Doenças hematológicas, cardíacas, renais, pulmonares, hepáticas, autoimunes, diabetes, hipertireoidismo, hanseníase, tuberculose, câncer, sangramentos anormais, convulsões ou portadores de doenças infecciosas transmissíveis pelo sangue, impedem a doação.

Para facilitar a captação de doadores, o Ministério da Saúde criou no ano passado o aplicativo Hemovida. A ferramenta, disponível nas lojas de app dos aparelhos celulares e na plataforma Meu SUS Digital, torna disponível a carteira virtual do doador com informações de registro pessoal e saúde, úteis em situações de emergência, e o histórico de doações.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) considera ideal que no mínimo 3,5% da população doem sangue. No Brasil, apenas 1,4% da população doa sangue de acordo com o Ministério da Saúde (dado de 2022). A proporção representa 14 doadores a cada mil habitantes.
Fotos: Divulgação e Reprodução













