Domingo de Ramos: o simbolismo da aclamação e humildade que marca o inicio da Semana Santa

Bernadete Alves
Domingo de Ramos marca a entrada de Jesus em Jerusalém a cidade onde Ele entregou a vida por amor a todos nós

O Domingo de Ramos, também conhecido como Domingo da Paixão, uma oportunidade para aclamação e humildade. A entrada de Jesus em Jerusalém, montado em um jumento, simboliza a humildade em contraste com o poder e a guerra representados pelos cavalos. De acordo com a profecia católica, o gesto cumpre os dizeres de Zacarias (Zc 9,9, que diz: “Eis que o teu Rei vem a ti, humilde, montado num jumento”).

A data marca o início da Semana Santa, e é justamente o momento da entrada de Jesus em Jerusalém, quando ele foi ovacionado pelas pessoas com mantos no chão e ramos verdes nas mãos. Domingo de Ramos é uma celebração que reúne alegria e dor, vitória e sofrimento. De um lado, a multidão que acolhe Jesus com festa; de outro, já se faz presente a sombra da cruz que se aproxima.

Bernadete Alves
Domingo de Ramos também conhecido como Domingo da Paixão

A data nos convoca a reflexão sobre os últimos passos de Jesus: prisão, julgamento, morte e ressurreição. e é tida como um ensinamento sobre a importância de permanecer firme na fé, mesmo diante do sofrimento, confiando na promessa da ressurreição, a ser celebrada na Páscoa.

procissão de Ramos revive anualmente esse momento, com os fiéis carregando ramos, simbolizando a acolhidaJesus. Esses ramos, levados para casa, são encarados como sinais de paz e fé. Geralmente, colocados em lugares especiais nas casas, pois simbolizam a presença de Deus.

Bernadete Alves
Domingo de Ramos: o simbolismo da aclamação e humildade que marca o inicio da Semana Santa

É muito mais do que uma simples tradição de levar ramos abençoados para casa. Marca a entrada de Jesus em Jerusalém, a cidade onde Ele entregaria a vida por amor a todos nós.

O Domingo de Ramos nos lembra que toda grande jornada começa com um coração disposto a confiar em Deus. Não é preciso ver o futuro para acreditar que Ele está no controle. Cada passo é guiado pela Sua presença, que sustenta e fortalece mesmo nos dias mais silenciosos. Confiar em Deus é descansar no invisível, sabendo que Ele age no tempo certo.

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Francisco: “carregar a Cruz de Cristo, como Simão, nunca é em vão”.

O Papa não celebrava esta oração desde 9 de fevereiro, devido a problemas de saúde e à sua hospitalização. Durante a oração, ele também lembrou que “o dia 15 de abril marcará o triste segundo aniversário do início do conflito no Sudão, que causou milhares de mortes e forçou milhões de famílias a fugir de suas casas”. “Não nos esqueçamos também do Líbano, onde a trágica guerra civil começou há cinquenta anos: com a ajuda de Deus, que viva em paz e prosperidade”, acrescentou. O papa também se referiu a outros conflitos na oração. “Que a paz finalmente chegue a países atormentados como Ucrânia, Palestina, Israel, República Democrática do Congo, Mianmar e Sudão do Sul”, declarou Francisco.

Bernadete Alves
Papa Francisco faz breve aparição após Missa de Ramos e surpreende fiéis

Convalescendo desde seu retorno ao Vaticano, em 23 de março, ele continua debilitado pela doença, que deixou sua vida em risco e reduziu drasticamente suas atividades. Os médicos recomendaram dois meses de repouso e, apesar da melhora na saúde, nada foi decidido ainda sobre sua participação nas cerimônias religiosas da Semana Santa.

O pontífice saudou a multidão na Praça de São Pedro neste 13 de abril, desejando a mais de 40 mil fiéis um “bom Domingo de Ramos, uma boa Semana Santa”, uma nova sinalização pública tranquilizadora de sua recuperação depois de uma pneumonia bilateral que colocou em risco sua vida.

A celebração foi presidida pelo cardeal argentino Leonardo Sandri, vice-decano do Colégio Cardinalício. Na homilia preparada para o Domingo de Ramos e lida pelo vice-decano, o líder da Igreja Católica convocou os fiéis a carregarem a cruz “daqueles que sofrem ao nosso redor”. Para Francisco carregar a Cruz de Cristo, como Simão, nunca é em vão. O convite final do Pontífice é para carregar a cruz de quem mais precisa, estendendo a mão, levantando quem cai, abraçando os desanimados.

Bernadete Alves
Domingo de Ramos marca o início da Semana Santa – celebração cheia de simbolismo ao longo dos séculos

“Quantos cireneus carregam a cruz de Cristo! Somos capazes de reconhecê-los?”, questiona Francisco na homilia preparada para o Domingo de Ramos e lida na celebração na Praça São Pedro pelo cardeal Sandri. O Pontífice reflete sobre a figura de Simão de Cirene que de “modo inesperado e perturbador” acabou sendo “envolvido na história da salvação. O convite é para escolher a melhor forma de “levar a cruz durante a Semana Santa: não ao pescoço, mas no coração”.

O Papa se deteve, assim, após o gesto e o coração de Simão, aos seus passos que nos ensinam que Jesus vem ao encontro de todos, em qualquer situação”. Inclusive naquela em que o ódio e a violência são protagonistas, porque Deus também “faz deste caminho um lugar de redenção”. E Francisco refletiu: Perante a injustiça atroz do mal, carregar a cruz de Cristo nunca é em vão, é antes a forma mais concreta de partilhar o seu amor salvador.”

Fotos: Reprodução