Remédio disponível no SUS oferece maior qualidade de vida para pacientes com Esclerose Múltipla

Bernadete Alves
Esclerose Múltipla: doença rara que não tem cura é tratada com medicamento ofertado pelo SUS

A esclerose múltipla é uma doença neurológica e autoimune que compromete o sistema nervoso central e atinge, principalmente, pessoas entre 18 e 55 anos, conforme o Ministério da Saúde. A doença não tem cura, é considerada rara e compromete o sistema nervoso central, mas um novo tratamento disponível no Sistema Único de Saúde (SUS) pode oferecer maior praticidade para pacientes, melhorando a qualidade de vida.

Brasileiros com esclerose múltipla recorrente altamente ativa já podem ter acesso via Sistema Único de Saúde à cladribina oral, primeira terapia oral de curta duração para tratamento da esclerose múltipla. O medicamento cladribina, conhecido pelo nome comercial Mavenclad, foi incorporado ao sistema público de saúde em fevereiro, e é a primeira terapia oral para o tratamento da esclerose múltipla.

O remédio possui posologia de curta duração, com 20 dias de administração ao longo de dois anos de tratamento, com eficácia sustentada por pelo menos quatro anos, de acordo com estudo clínico. Um único comprimido do medicamento pode ser encontrado em farmácias por até R$ 19 mil, enquanto a distribuição no SUS disponibiliza o remédio gratuitamente.

Bernadete Alves
Remédio disponível no SUS oferece maior qualidade de vida para pacientes com Esclerose Múltipla

Viva o SUS que traz um medicamento de ponta para todos os brasileiros. Sabemos que a maioria da população não tem acesso a planos de saúde e nem tampouco recursos para adquirir o medicamento.

Segundo especialistas o remédio funciona como uma terapia de indução, utilizada por um período curto de tempo e ele age prolongadamente, por anos, sem que seja necessário tomar o medicamento.

O remédio é contraindicado para pessoas com tuberculose ativa ou hepatite, que possuem sistema imunológico enfraquecido ou que estão em tratamento imunossupressores, que estão em tratamento de câncer, que possuem problemas moderados ou graves nos rins e para mulheres grávidas ou que estão amamentando.

Segundo o Ministério da Saúde a esclerose múltipla é uma doença neurológica e autoimune que compromete o sistema nervoso central e atinge, principalmente, pessoas entre 18 e 55 anos. A doença não tem cura e é considerada rara, mas um novo tratamento disponível no Sistema Único de Saúde (SUS) pode oferecer maior praticidade para pacientes, melhorando a qualidade de vida.

A esclerose múltipla é uma doença neurológica autoimune que compromete o sistema nervoso central e pode levar a alterações na visão, no equilíbrio e na capacidade muscular. Os sintomas mais comuns incluem:

  • Perda visual (neurite óptica);
  • Diminuição ou perda de movimentos dos membros (paresia);
  • Sensação de dormência ou formigamento (parestesia);
  • Disfunções da coordenação e do equilíbrio, inflamação da medula espinhal (mielite);
  • Alterações cognitivas e comportamentais.

Os pacientes podem apresentar, ainda, alterações ligadas à fala e deglutição, fadiga e problemas no trato urinário e digestivo.

Um dos desafios do estudo da esclerose múltipla é definir a causa da doença. Até o momento, a ciência não tem uma resposta sobre o que leva à deterioração da bainha de mielina. As hipóteses consideram que a ação contra os tecidos do sistema nervoso seja induzida pelo próprio sistema imunológico, de acordo com a predisposição genética.

Fotos: Wataru Yanagida/GettyImages