Grupo Globo é celebrado pelo Congresso com sessão solene alusiva aos 100 anos

O plenário do Senado Federal foi palco da homenagem do Congresso Nacional aos 100 anos do Grupo Globo. A iniciativa foi dos senadores Rodrigo Pacheco e Randolfe Rodrigues com a adesão do deputado Luiz Fernando Faria. Segundo os parlamentares, a solenidade reforça as funções política, educacional e civilizatória da circulação de informações por meio da imprensa.

O Grupo Globo teve início em 1925, quando o jornalista Irineu Marinho fundou no Rio de Janeiro o jornal impresso O Globo. Hoje, é o maior conglomerado de comunicação da América Latina. Além do jornal, o grupo inclui a TV Globo — inaugurada em abril de 1965 —, emissoras de rádio, portais de internet, serviço de streaming, editora, produtora de filmes e fundação social.

Um vídeo institucional produzido pela TV Globo especialmente para a solenidade foi exibido, mostrando parte da história do grupo e alguns produtos jornalísticos e de entretenimento.
A data da cerimônia marca o centenário da morte do jornalista Irineu Marinho, fundador do veículo que deu origem ao grupo centenário de comunicação. O ato no plenário do Senado reuniu autoridades, artistas e jornalistas, revisitando a história iniciada por Irineu Marinho, que se expandiu do jornal ao rádio, à TV e ao streaming.

Autoridades destacaram o papel do jornal O GLOBO na história do país, o alcance público de seus conteúdos e a responsabilidade de quem lida diariamente com informação de qualidade, reafirmando a identidade construída ao longo de um século e atualizada a cada mudança tecnológica, de comportamento e de consumo. Também destacaram a importância da teledramaturgia nos 60 anos da TV Globo.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, enalteceu o legado de Roberto Marinho para a construção dos 100 anos do Grupo Globo em seu papel de informar a sociedade.
“Nós, brasileiros e brasileiras de todas as idades, de todas as regiões, aprendemos a confiar no jornalismo das Organizações Globo, nos princípios editoriais do Grupo Globo. Essa confiança não foi construída por acaso, mas pela responsabilidade que o Grupo sempre assumiu ao exercer seu papel de informar — afirmou Alcolumbre no discurso de abertura da sessão, acrescentando: — O jornalismo quando exercido com responsabilidade, dá voz aos que não podem falar, esclarece os fatos diante da confusão e serve de ponte entre a realidade do país e cada cidadão. É nesse papel que o jornal O Globo se consolidou ao longo de um século de história, acompanhando os grandes acontecimentos do Brasil, testemunhando vitórias, crises, desafios e conquistas, sempre registrando para a memória nacional os momentos que moldaram nossa trajetória”, disse o presidente do Congresso Nacional.

O presidente da Câmara, deputado Hugo Motta, destacou a importância do grupo na formação da opinião pública do país. “A trajetória do Grupo Globo se confunde com a própria evolução da comunicação no Brasil. Desde as páginas impressas e o rádio até a televisão e as plataformas digitais, essas instituições souberam se adaptar às mudanças tecnológicas e aos novos meios de informar. O sucesso de tantas décadas de trabalho é, certamente, um reflexo claro da relevância de seu conteúdo e das inestimáveis contribuições para a formação da opinião pública”.

O ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, ressaltou a “jornada de inovação e credibilidade” do grupo, que “se expandiu para o rádio, a televisão, o streaming e as plataformas digitais”. Siqueira Filho ainda pontuou o papel da comunicação como “instrumento de cidadania”.


“Celebrar os 100 anos do Grupo Globo é, acima de tudo, reconhecer o valor da comunicação como instrumento de cidadania, de fortalecimento da democracia e da promoção da cultura brasileira. Parabenizo a todos os profissionais que fizeram e fazem parte dessa história. Que esse centenário seja não apenas um marco histórico, mas também um convite a seguir inovando, informando e conectando gerações. Que venham os próximos 100 anos”, disse o ministro.

“Nesses 100 anos de trajetória, todos os acontecimentos relevantes de nossa nação, felizes ou tristes, tiveram a participação ativa do Grupo Globo, sendo este, inclusive, o instrumento para levar aos lares de cada um dos brasileiros a informação correta”, declarou o Senador Rodrigo Pacheco.
O senador Randolfe Rodrigues disse que a presença dos veículos de comunicação Globo nas casas dos brasileiros torna cada uma das personalidades, artistas e apresentadores “membros das próprias famílias”. Além disso, destacou o papel da TV em momentos históricos, como a pandemia de covid-19, ressaltando que “não existem dois lados quando se está em jogo a apologia à morte e a defesa da vida”. Randolfe também enalteceu a atuação de Roberto Marinho — filho de Irineu, pai de João Roberto e presidente do Grupo Globo por quase 70 anos.

O deputado Luiz Fernando Faria considerou o Grupo Globo um dos maiores símbolos da comunicação brasileira e apontou a TV Globo como a emissora mais influente do país. “Seja pela dramaturgia, entretenimento, esporte, o conglomerado da mídia percorreu caminhos que se entrelaçam com a própria trajetória do Brasil. Suas novelas marcaram gerações, seus programas jornalísticos pautaram debates de interesse público e suas transmissões esportivas uniram milhões de brasileiros em torno da emoção coletiva”.

O presidente do Conselho de Administração e presidente do Grupo Globo, João Roberto Marinho, que é neto de Irineu Marinho, se disse emocionado com as palavras dos participantes da solenidade. Ele ressaltou que imprensa e Parlamento têm papeis distintos: enquanto os senadores e deputados debatem leis, fiscalizam os Poderes e produzem consensos que apontam caminhos para o país, a Globo informa esses caminhos, mostra os debates e registra as decisões para os cidadãos.

“Democracia não vive sem imprensa livre e um Parlamento atuante. Registramos as decisões para que os cidadãos possam compreender e participar. O Grupo Globo se orgulha de permitir em todas as suas plataformas que o Brasil se conheça melhor. Agradeço profundamente essa homenagem. É um gesto ao ideal democrático que compartilhamos. Reafirmo o compromisso de seguir trabalhando com independência e abertura ao diálogo”, assegurou João Roberto Marinho.

A Orquestra Sinfônica da Força Aérea Brasileira interpretando canções como Tema da Vitória — usada nas transmissões da Fórmula 1 — e Tieta, de Luiz Caldas, música de abertura da novela de mesmo nome (1989-1990).
Estiveram presentes na sessão solene em homenagem aos 100 anos do Grupo Globo, o diretor-presidente da Globo, Paulo Marinho, o presidente da Editora Globo, Frederic Kachar, os presidentes da ABERT, Flávio Lara Resende, da ANJ, Marcelo Rech, da ANER, Rafael Soriano, representantes de cinco países e das emissoras afiliadas da Rede Globo, entre outros.


O evento contou com a presença de representantes das Embaixadas de Angola, Áustria, China, Palestina e União Europeia e de personalidades como o apresentador Marcos Mion, o narrador Luís Roberto e Karine Alves, apresentadora do Esporte Espetacular, e Marcos Mion, os jornalistas Poliana Abritta, Zileide Silva, Ana Flor, Heraldo Pereira, Maju Coutinho e os artistas Tony Ramos, Taís Araújo, Lilia Cabral, e Mariana Ximenes e representantes das emissoras afiliadas.

Após a sessão, os convidados conheceram as instalações da mostra “100 anos de Globo“, que ocupa parte do Salão Negro, no Congresso Nacional. Um túnel do tempo dividido em três espaços e que percorrem os marcos mais relevantes da história da empresa, desde a fundação do jornal O Globo, em 1925, aos avanços tecnológicos e narrativos de 2025.

Uma mostra com jornalismo, entretenimento, cultura. Enfim, tudo o que marcou o Brasil e o grupo nesse século. Dividida em três espaços, a mostra percorre com imagens e sons os momentos mais relevantes dessa história centenária. Cem anos de um futuro que já começou.
A mostra ‘100 Anos de Globo‘ é gratuita e ficará aberta ao público até o dia 28 de agosto.

Tony Ramos, um dos mais longínquos atores da TV Globo, disse ter muito orgulho de fazer parte dessa história. “O mais importante é que desde que o senhor Roberto Marinho pensou em fazer uma televisão, ele sempre disse que era gente brasileira representando a gente brasileira dentro de uma terra brasileira. E aí vamos ter jornalismo, esporte e a dramaturgia, que conta a história dos heróis do povo, das tragédias e das alegrias”, disse o consagrado ator a Rádio Senado.

Na empresa há quarenta anos, um dos principais narradores esportivos do Grupo Globo, Luís Roberto, disse que acompanhou com empolgação a história da empresa. “São quase 40 anos, 39, 28 de TV Globo e tive outros 11 anos no Sistema Globo de Rádio, que quando eu fui inclusive era Rede Globo ainda, aí que criou-se o sistema Globo de Rádio. Enfim, já são 45 de profissão, 46 de profissão. E que bom que a gente está aí acompanhando as transformações e a consolidação desse país como um país democrático, plural. Então estar no Senado, estar aqui na casa que representa a democracia do Brasil, no Congresso, é um motivo de emoção, assim, é bem bacana.”
Fotos: Edilson Rodrigues e Andressa Anholete/Agência Senado e Globo/Noelle Marques













