Mariana Daufenbach é vice-campeã mundial de Va’a 2025

A brasiliense Mariana Daufenbach, de 16 anos, aluna do Colégio Dom Pedro II, de Brasília, conquistou o vice-campeonato mundial por equipes no Campeonato Mundial de Va’a 2025, promovido em Niterói no Rio de Janeiro, promovido entre 15 e 20 de agosto.
O Colégio Militar Dom Pedro II é uma escola publica, militar e mantida pelo Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF).
Disputando a categoria Junior 19, para atletas com menos que 19 anos, a equipe, composta por 6 atletas remou por longos 24km (campeonato de maratona), ficando atrás apenas do time da Nova Zelandia e superando países tradicionais no esporte como o Tahiti.

A canoa havaiana (canoa polinesia, wa’a ou va’a) é um esporte com origem nas canoas utilizadas no triângulo polinesio e em está processo para se tornar um esporte olímpico.
Além de Mariana Daufenbach, integraram a equipe Ana Júlia Alexandrino (Niterói), Sophia Rodriguez (Búzios), Nina Peres (Fusão Va’a), Livia Mariano (Ilha Grande) e Maria Vitória Campos (Saquarema). Prata para o Mundial de Canoa Havaiana.
Para Mariana, a conquista é reflexo da sincronia e da união do grupo. “A canoa havaiana se baseia muito na coletividade. Para a canoa fluir, todos precisam estar em sintonia, no movimento e mentalmente. Tivemos uma equipe muito unida, além de muito treino, disciplina e esforço de cada uma”.

Mariana soma títulos expressivos em diferentes modalidades do va’a. É campeã brasiliense de velocidade e maratona (2023 e 2024), campeã brasileira de velocidade (500m e 1000m) e maratona V6 mista (2024), além de campeã pan-americana de maratona V6 (2024). Também venceu provas de longa distância, como o revezamento de 61km no Distrito Federal.
O próximo desafio da atleta brasiliense será em novembro, quando representará o Brasil no Campeonato Pan-Americano de Va’a, em Rapa Nui (Ilha de Páscoa, Chile). Lá, Mariana disputará as provas individuais de V1 Júnior-19, além das categorias coletivas V6 Open (com a equipe Cerrado Va’a) e V3 Júnior-19 (com o Nalu Team).
O Campeonato Mundial de Va’a 2025 que reuniu 819 atletas de 26 países, ocorreu pela primeira vez no Oceano Atlântico e no Brasil. Na categoria Júnior 19, a equipe brasileira composta por 6 atletas percorreu 24 quilômetros de maratona, ficando atrás apenas da Nova Zelândia e superando potências como o Taiti.
Brasil encerra Mundial de Va’a 2025 com campanha histórica

A competição é uma realização da Federação Internacional de Va’a (IVF) e da Confederação Brasileira de Va’a (CBVAA), com o patrocínio da Prefeitura de Niterói através da SMEL – Secretaria Municipal de Esporte e Lazer.
Primeira prova do inédito Campeonato Mundial de longa distância e primeira medalha de Ouro para o Brasil neste sábado em Niterói (RJ). Os seis meninos do país na categoria até 19 anos conquistaram o primeiro título mundial da história do país na competição que teve largada e chegada na Praia de São Francisco.

A equipe brasileira campeã mundial foi formada por Kaique Passos, de Ubatuba (SP), Luan Reis, de Búzios (RJ), Felipe Rodriguez, também de Búzios, mas que mora em Niterói (RJ), Eduardo Gadelha, do Rio de Janeiro, Gabriel Miranda, de Santos (SP), e Cauã Santana, de Niterói (RJ).
Pela primeira vez, uma mulher brasileira conquistou o ouro individual em um Mundial de longa distância de canoa havaiana — e ela é carioca. O feito histórico pertence a Maíra Pita, que chegou ao topo do pódio na segunda (18), no Campeonato Mundial de Maratona Va’a, realizado pela primeira vez no Brasil, em Niterói.

A final foi de tirar o fôlego: após 16 quilômetros de prova, já na reta de chegada, na Praia de São Francisco, a alemã Laura Birse encostou na brasileira, mas Maíra resistiu à pressão, cruzou a última boia em primeiro lugar e garantiu o inédito ouro para o Brasil na categoria V1 feminina 40+. O pódio se completou com a francesa Daphnee De Guembecher, em terceiro.
Atleta, técnica e fundadora do Clube Guanabara Va’a, na Praia do Flamengo, Maíra começou no esporte há dez anos, quando perdeu o medo do mar e aprendeu a nadar em Copacabana. Vieram então as primeiras primeiras provas — biatlo, stand up paddle e, enfim, a canoa havaiana, que virou paixão.

“Eu não estou acreditando até agora. Pensei que precisava me divertir, e foi isso que eu fiz. O mar estava excelente, consegui curtir a remada. Mas, na reta final, foi dureza. A estratégia foi dar a vida do início ao fim”, disse a campeã brasileira.
O grande destaque do último dia foi a principal prova da modalidade, a Open V6 por equipes, categoria de mais alto nível técnico da va’a coletiva. A equipe brasileira, Team Mirage, representada por Paulo dos Reis, Maxwell Coutinho, Felipe Mazzu, Kaique Ramos, Henrique Vogel e Ricardo Mirapalheta, conquistou a prata, ficando a meros 41 segundos do poderoso time taitiano, composto por remadores da equipe Enviropol (campeã da Vodafone Channel Race de 2024).

A disputa eletrizante empolgou o público na Baía de Guanabara, demonstrando o avanço técnico e a força do time nacional, que teve um início de prova difícil, mas conseguiu ultrapassar as equipes de Rapa Nui, Ilhas Cook e Nova Zelândia, liderada pelo campeão mundial de Sprint, Turupia King.
“Foi um resultado histórico. Prova foi difícil pra caramba, tivemos duas colisões com Rapa Nui , complicou bastante, mas conseguimos recuperar muito, ficamos perto do Taiti, que é das maiores potências do mundo no esporte, o que mostra que o Brasil está com o potencial muito grande. Foi nosso melhor resultado na categoria Open”, vibrou Paulo dos Reis.

Também no último dia, o Brasil conquistou mais duas medalhas expressivas. Uma foi um bronze na categoria Master 60 V6, com um time feminino que celebrou não só o resultado como também a superação pessoal. “A prova foi muito dura, mas estamos muito felizes porque fizemos um tempo melhor do que o nosso último treino. Estamos muito contentes em mostrarmos que a mulher de 60 pode tudo e mais um pouco. Foi muito bom”, comemorou a remadora Tereza Terra. Completam o time: Lica Martins, Sônia Campos Figueira, Rosemeire Ratzka, Suzete Motta e Rebeca Azambuja.
A outra medalha para o Brasil no encerramento do Mundial foi na Master 50 V1. Carlos Chinês brilhou novamente ao garantir o bronze em uma batalha acirrada, ultrapassando o americano Darian Hildreth nos momentos finais. “Cada vez é mais difícil e a categoria vai renovando. Não fui muito bem na boia, mas fiquei calmo, recuperei e dei um Sprint no final. Não poderia deixar minha torcida sem medalha. Fiz o meu melhor”, declarou o atleta, emocionado.
Quatro atletas ajudaram o Brasil na conquista histórica da medalha de prata no Campeonato Mundial de VA’A, a conhecida canoa havaiana que ocorreu na Praia de São Francisco, localizada em Niterói (RJ).

Georgia Michelucci (categoria 50+ feminina V6), Kassandra Gisele Ferreira (categoria Paravaa – Oc6 mista), Carlos Alberto Michelucci (categoria 75+ V6) e Júlio Cézar Lima (categoria Paravaa Oc6 Mista), remaram muito para colocar o Brasil no pódio no mundial. Além de competir, Georgia ainda é parte da comissão da Confederação Brasileira de VA’A (CBVAA) e designada como Coordenadora da Delegação Brasileira na competição.
Georgia Michelucci é filha de Carlos Alberto Michelucci, o Carlão, um dos atletas mais experientes do campeonato, com 79 anos de idade. Ele participou de três provas e conquistou três ouros para o Brasil, sendo dois em provas individuais, nas categorias V1 75 Master e V1R 75 Master e o terceiro na categoria V6 75 Master com sua equipe: Sergio Kunio Yamagata, Paulo Rubens Mendes, Luiz Ricardo Stocco Coelho, Michael Joseph Coleman e Albert Maurice Lisbona.
Além do resultado esportivo, o evento celebrou o intercâmbio cultural e a participação ativa de competidores de todas as idades, do juvenil ao master, e das modalidades paralímpicas. Para a delegação brasileira, o Mundial de 2025 entra para a história não só pelo recorde de medalhas, mas por mostrar ao mundo o potencial inclusivo desse esporte em um cenário cada vez mais competitivo.
Tiago Martins, organizador do evento, celebrou a realização: “A sensação é de dever cumprido, tudo ocorreu como imaginamos, tempo ajudou, tivemos provas desafiadores. Foi muito legal todo esse trabalho e resultado. Tudo começou há dois anos atrás quando nos candidatamos para receber o Mundial. Temos que agradecer nossos parceiros em especial a Prefeitura de Niterói através da SMEL que nos apoiou muito a realizar esse sonho”.
Mais do que uma competição, o Mundial foi um grande festival à beira-mar. Remar é mais que esporte, é união, cultura e coração. Viva os talentos brasileiros.
Fotos: Divulgação e CBMDF













