Dia Mundial das Aves Limícolas Migratórias: uma celebração da natureza

Celebramos neste 6 de setembro o Dia Mundial das Aves Limícolas Migratórias. A data é dedicada a aves que, como o nome sugere, dependem de ambientes úmidos, como zonas costeiras e lagunas, para se alimentar e migram por milhares de quilômetros todos os anos, e são importantes indicadores da saúde desses ecossistemas.

O Brasil possui uma imensa costa marinha, com diferentes paisagens e ecossistemas. Dos costões rochosos aos ricos manguezais, abriga uma grande variedade de espécies de aves. Além das residentes, abriga também espécies visitantes do Hemisfério Norte e do Hemisfério Sul.

O país participa de acordos internacionais para a proteção dessas aves, como o Plano Nacional de Conservação das Aves Limícolas Migratórias (PAN Aves Limícolas Migratórias).


As aves limícolas migratórias são espécies que viajam grandes distâncias entre os seus locais de reprodução e de invernada, alimentando-se de pequenos invertebrados em zonas húmidas como praias e estuários.

Exemplos de espécies: Maçaricos, Batuíras, Narcejas, Ostreiros, que enfrentam ameaças humanas como a perda de habitat e a poluição, necessitando de esforços de conservação colaborativos ao longo de suas rotas migratórias para sobreviver.

Aves Limícolas – são espécies que se alimentam de pequenos invertebrados no lodo (ou limus), sendo encontradas em habitats como margens de lagoas, praias e estuários.

Migratórias – Essas aves realizam viagens longas, muitas vezes cruzando oceanos, para se reproduzir no verão e encontrar alimento no inverno.

O clima agradável e a grande concentração de peixes atrai dezenas de espécies de aves, entre elas algumas endêmicas da região, e outras migratórias.

A zona costeira é um ambiente vital para essas aves, oferecendo recursos para sua sobrevivência e reprodução. A diversidade de aves reflete as diferentes estratégias de forrageamento e adaptação a esse ambiente.

A andorinha-azul é uma espécie de ave migratória que viaja da América do Norte, onde se reproduz, para a América do Sul, incluindo o Brasil, para passar os meses de inverno no hemisfério norte.


Com até 22 centímetros de comprimento e 55 gramas de peso, a andorinha-azul é a maior espécie encontrada no Brasil
As aves costeiras do Brasil incluem espécies que vivem e se reproduzem em ilhas costeiras, como gaivotas, trinta-réis e fragatas, além de aves visitantes, como albatrozes e petréis. Essas aves utilizam a zona costeira para se alimentar, construir ninhos e como ponto de parada, utilizando diferentes estratégias de caça, que vão desde mergulhos no mar até a perseguição de peixes debaixo d’água.

Uma “ave costeira” é qualquer ave que utiliza a zona costeira (litoral) para se alimentar, nidificar ou como ponto de parada, sem necessariamente depender de adaptações específicas para o ambiente marinho ou ter que sobreviver longe dele.
Exemplos de Aves costeiras no Brasil

Gaivotas – Aves comuns em ilhas costeiras, que se alimentam na zona marinha. Elas se desenvolvem bem em regiões modificadas pelo homem e são muito espertinhas quando o assunto é “pegar” comida. Inteligentes, com capacidade comunicativa e muito hábil quando se trata de mover-se através da água, as gaivotas apresentam diversas características impressionantes sobre o seu estilo de vida.

Atobás e Gansos-patola – Aves marinhas da família Sulidae, que se distinguem por serem excelentes pescadoras que mergulham em alta velocidade no mar para caçar peixes, às vezes de grandes alturas. Habitam principalmente mares tropicais e subtropicais.


Fragatas – Capturam presas na superfície da água e têm uma aparência característica, muitas vezes pré-histórica.

Biguás – Aves marinhas que perseguem peixes debaixo da água para se alimentar. Elas tem asas, mas não voam.

Albatrozes e Petréis – Aves marinhas de visita, que utilizam os ventos oceânicos para economizar energia em seus longos voos.

Pelicanos – Aves marinhas de grande porte que se alimentam de peixes e vivem em regiões abundantes em água. Tem o maior bico dentre as aves e se destaca pelas habilidades em pescar. Quando o pelicano mergulha o bico na água, a bolsa se estende e permite capturar múltiplos peixes de uma só vez, facilitando a alimentação.

Trinta-réis – Aves marinhas muito comuns na beira da praia, onde podem formar grandes bandos. Também são conhecidos como andorinhas-do-mar. Elas habitam a costa e se reproduzem em colônias nas ilhas.

As aves limícolas são um grupo diversificado de aves aquáticas adaptadas a ambientes úmidos, com características especiais que as permitem prosperar em zonas costeiras e interiores. Exemplos incluem gaivotas, que se alimentam na costa, e aves limícolas, que procuram alimento nas zonas úmidas da praia.

Diferença entre aves costeiras e aves marinhas

Costeiras – Não precisam de adaptações marinhas exclusivas e podem usar o ambiente costeiro como ponto de parada ou alimentação, sem depender exclusivamente dele.

Marinhas – Dependem do ambiente marinho para se alimentar e não sobreviveriam longe dele, possuindo altas adaptações para este ambiente.


Fotos: Andrea Alba, Eduardo Pimenta, Luciano Candisani, Ger Bosma Photos, Fábio Paschoal e Reprodução













