Ana Dubeux vence prêmio dos jornalistas mais admirados do país na categoria Áudio e Texto

A ícone do jornalismo, Ana Dubeux, diretora de redação do Correio Braziliense desde 2003, foi a vencedora da categoria “Áudio e Texto” do Prêmio 100 + Admirados Jornalistas Brasileiros de 2025. A premiação não foi surpresa pois Ana, que já atuou como repórter, subeditora, editora-executiva, chefe de reportagem e colunista, já recebeu inúmeros prêmios.
Dentre eles os prêmios Ayrton Senna, em 2006; Esso, em 2005, 2011 e 2012; CNT de Jornalismo, em 2012; e Troféu Mulher Imprensa, em 2005, 2006 e 2013 e Cidadã Honorária de Brasília em junho de 2024.
Ana chegou em Brasília em 1987 trazendo na bagagem a força da mulher pernambucana, sonhos e esperanças. Não levou muito tempo até se tornar uma profissional respeitada e responsável por um jornalismo sério, ético e de qualidade em prol da coletividade, na defesa da democracia e na promoção da cidadania. A coroação de todo o empenho foi ao se tornar a primeira mulher a integrar o Condomínio dos Diários Associados,
Ela merece todas as homenagens pelo talento e qualidade de seu trabalho e pela cidadã do bem que é. Uma referência para o jornalismo brasileiro ao fazer do Correio Braziliense uma escola para os futuros profissionais da imprensa.
Vencedores do Prêmio

O Prêmio os 100 +Admirados Jornalistas Brasileiros está na sua terceira edição. As duas primeiras ocorreram em 2014 e 2015. O prêmio foi recriado como parte das celebrações dos 30 anos do portal Jornalistas&Cia, que promove profissionais de texto e imagem. A premiação ocorreu na noite de segunda-feira (29/9), em São Paulo.
Na festa, que reuniu jornalistas, assessores, profissionais da comunicação corporativa, lideranças de redação e representantes de grandes empresas, também foram homenageados os 100 +Admirados Jornalistas da Imprensa Brasileira em 2025.
A premiação homenageia os profissionais de imprensa que mais se destacaram ao longo da carreira. Este ano, foram mais de 2,3 mil indicações. Desses, 236 jornalistas foram selecionados para a última etapa de votação, que elegeu os 100 mais admirados.

O jornalista Caco Barcellos, da Rede Globo, foi o destaque da noite, premiado como o Mais Admirado Jornalista Brasileiro. Caco fez uma defesa da reportagem – “um formato em extinção”, segundo ele.
“Primeiro, preciso dizer que tudo que tenho feito nos últimos 20 anos devo partilhar com minha equipe do Profissão Repórter”, declarou Caco. “Quero dedicar esta homenagem a meus queridos amigos que estiveram aqui comigo, como Juca Kfouri, Jorge Araújo, Chico Pinheiro, Carlos Tramontina, Paulo Pinto e Ricardo Kotscho. E quero dedicar também a todos os repórteres brasileiros. E preciso falar intensamente do gênero reportagem, que está em extinção e faz falta, devemos valorizar ainda mais o trabalho deles. Esse prêmio é para todos vocês, companheiros de rua. Pretendo continuar por muito mais tempo na rua, até o fim de minha carreira. Obrigado a todos os colegas jornalistas”.
Na categoria Vídeo, o vencedor foi César Tralli, também da TV Globo, apresentador do Jornal Hoje e da GloboNews, que comandará a partir de novembro o Jornal Nacional, em substituição a William Bonner. Na segunda posição ficou Elisa Veeck, da CNN Brasil, e Aline Midlej, da GloboNews, em terceiro, completa o pódio. Integram os restantes dos TOP 10, pela ordem: Adriana Couto (TV Cultura), Adriana Araújo (Band), Andréia Sadi (GloboNews), Daniela Lima (UOL), Basília Rodrigues, Márcio Gomes (CNN Brasil) e Kelly Godoy (Record News). Destaque para a forte presença feminina entre os vencedores.
Em Áudio/Texto, o primeiro lugar ficou com Ana Dubeux, do Correio Braziliense. Na segunda posição, está Jamil Chade, do UOL, e em terceiro lugar, Flavia Oliveira, do Grupo Globo. Completam os TOP 10 Reinaldo Azevedo (UOL/Band), Carolina Ercolin (Rádio Eldorado), Cecília Oliveira (Intercept Brasil), Carla Bigatto (BandNews), Tereza Cruvinel (Brasil 247) e Luiza Vilela (Exame).

Ana Dubeux dedicou o prêmio aos colegas de redação. “Em homenagem a todas as mulheres nordestinas, jornalistas nordestinas, e também às mulheres que, como eu, têm mais mais de 60 anos e estão dentro das redações, batalhando e transformando a nossa realidade, mudando uma história que antes a gente não conseguia enxergar”, declarou a homenageada.
Também foram homenageados na cerimônia os jornalistas +Admirados em quatro das cinco regiões do País. No Sul, a vencedora foi Dulcinéia Novaes, da GRPCOM; no Norte, o prêmio foi para Kátia Brasil, da Amazônia Real; no Nordeste, o +Admirado foi Demitri Túlio, de O Povo; e no Centro-Oeste, a vencedora foi Basília Rodrigues. Não houve vencedor no Sudeste por opção da organização do prêmio, uma vez que o grande campeão e a maioria dos TOP 20 +Admirados são da região.

Na cerimônia, também Verónica Goyzueta, da ABC (Espanha), foi homenageada como a +Admirada Correspondente Estrangeira no Brasil. Peruana radicada no Brasil desde o início da década de 1990, dirigiu por vários anos a Associação dos Correspondentes Estrangeiros, em São Paulo. Trabalha também como coordenadora de projetos da Agência Porvir, especializada em educação, e como professora da ESPM.
Para além dos jornalistas vencedores em 2025, o prêmio fez uma justa homenagem à história de dois decanos, José Hamilton Ribeiro e Lucio Flavio Pinto, que foram contemplados com o título de Hors Concours do Jornalismo Brasileiro.
Eduardo Ribeiro, diretor de Jornalistas&Cia, em seu discurso de boas-vindas disse: “O jornalismo de qualidade é um pilar estratégico e merece ser valorizado”.
“Chegou a hora, dez anos depois da segunda e última premiação geral, de voltar a eleger os 100 +Admirados Jornalistas Brasileiros no conjunto do jornalismo do país”, disse Eduardo Ribeiro. “Temos aí um bom intervalo para uma comparação entre aqueles que foram eleitos nos anos de 2014 e 2015, e os que hoje se destacam, após uma década de intensas transformações no mundo do jornalismo”.
Eduardo Ribeiro disse que na nova edição do Prêmio houve o campeão geral e, de forma inédita, dois campeões setoriais. “É que decidimos separar a televisão das demais mídias, pela força que ela tem em alavancar qualquer votação. Sem isso, dificilmente teríamos alguém fora da TV entre os TOP 10. Desse modo passamos a ter os TOP 10 em TV e os TOP 10 nas demais mídias, tornando a premiação mais justa e equânime, sobretudo no que diz respeito à qualidade e ao talento dos jornalistas eleitos”.
Fotos: Reprodução













