Brasil: país feito por mãos negras, vozes que inspiram e saberes que sustentam

O 20 de Novembro Dia da Consciência é a celebração de um país feito por mãos negras, vozes que inspiram, saberes que sustentam e histórias que transformam. A história do Brasil é indissociável da força, da criatividade e do conhecimento dos povos negros, que moldaram o país em todas as suas dimensões: cultural, social, econômica e intelectual.
Uma contribuição que não está só no passado, ela segue viva no trabalho, na ciência, na arte, na língua e mas formas de organização que constroem o presente e projetam o futuro.
O Dia da Consciência reforça a importância de reconhecer a ancestralidade, a história e a contribuição da população negra para a construção do Brasil, além de promover a reflexão sobre igualdade, respeito e justiça.

Celebrar é reconhecer o passado, compreender o presente e agir para transformar o futuro. A luta antiracista deve ser contínua, diária e anual. O debate sobre a pauta deve ocorrer com a mesma frequência, assim como a valorização da população negra, que constitui e enriquece nosso país.
A escolha do deste dia marca a morte de Zumbi dos Palmares, símbolo de resistência contra a escravização e de busca pela liberdade. Ele foi líder do maior e mais duradouro território de resistência negra das Américas até ser assassinado em 20 de novembro de 1695.
O 20 de novembro é a data nacional mais importante na celebração da luta dos negros contra a opressão no Brasil. Outras datas como o Treze de Maio, que marca a abolição da escravatura, foram sendo menos utilizadas como referência – afinal a abolição da escravatura, por exemplo, não trouxe uma verdadeira liberdade ou equidade de oportunidades, mas sim um abandono sem assistência e políticas públicas.

Com a promulgação da Constituição de 1988, algumas vozes pouco escutadas passaram a ter maior força e o Movimento Negro foi uma delas. A partir do maior espaço nas discussões e decisões políticas, foram possibilitadas e aprovadas medidas que tinham como proposta promover alguma reparação histórica , como a lei de preconceito de raça ou cor (nº 7.716, de 5 de janeiro de 1989), a lei de cotas raciais (Lei 12.711/2012) e a a Lei nº 10.639/2013, que traz a obrigatoriedade do ensino de história e cultura afro-brasileira.
Em 2023, passou a ser oficialmente reconhecida como feriado nacional, com a sanção da Lei 14.759/2023 pelo Presidente Lula, reforçando o papel fundamental da data na promoção da igualdade racial e no combate ao racismo estrutural. Esta é uma oportunidade para honrar trajetórias, exaltar conquistas e reconhecer a potência de uma raça que move a nossa história.
Viva a força, a ancestralidade, a riqueza da cultura afro-brasileira, e o legado, que molda a identidade cultural e a riqueza humana do Brasil.
O Novembro Negro tem por finalidade recuperar a memória de um passado perverso, refletir sobre os avanços e os desafios do presente e construir conhecimentos e mecanismos que levem a um futuro mais justo para todos os brasileiros e brasileiras.
Fotos: Reprodução













