Desembargadora do TJDFT Maria de Lourdes Abreu, profissional admirada e respeitada no meio jurídico, morre aos 73 anos

Bernadete Alves
Desembargadora do TJDFT Maria de Lourdes Abreu, profissional admirada e respeitada no meio jurídico, morre aos 73 anos

A desembargadora e ouvidora-geral do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), Maria de Lourdes Abreu, que faleceu no dia 18 aos 73 anos, por falência múltipla dos órgãos, foi velada nesta sexta-feira 20 de março no Campo da Esperança. A cremação será no domingo, no Crematório Valparaiso, em Goiás, restrita a familiares.

A magistrada, que estava afastada do TJDFT desde o ano passado para cuidar da saúde no Hospital Sírio-Libanês, parte deixando um legado de compromisso com a justiça e com a sociedade. Pessoa respeitada no meio jurídico, Maria de Lourdes teve uma carreira de mais de 40 anos dedicada ao serviço público. O judiciário e o direito brasileiro perdem uma de suas grandes representantes.

A notícia de seu falecimento gerou comoção entre o meio jurídico e o TJDFT decretou luto oficial de três dias. Nossa solidariedade a familiares, amigos, colegas e todas as pessoas impactadas pela brilhante trajetória no sistema de Justiça. Que a desembargadora Maria de Lourdes Abreu tenha Luz Eterna.

Maria de Lourdes Abreu nasceu em Goiânia e é formada em Direito pela Universidade Federal de Goiás, pós-graduação em Direito Processual Civil e Processual Penal pela Associação de Ensino Unificado do Distrito Federal (AEUDF).

Tomou posse como defensora pública do Ministério Público do Distrito Federal e dos Territórios (MPDFT) após aprovação em concurso público, em fevereiro de 1981 e foi promovida por antiguidade ao cargo de promotora de Justiça Substituta, em abril de 1984 e, posteriormente, a procuradora de Justiça em 1994.

Bernadete Alves
Morre Maria de Lourdes Abreu, desembargadora do TJDFT, aos 73 anos

Foi Diretora da Fundação Superior do MPDFT, e Assessora Especial do Ministério de Estado do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Integrou diversas comissões para a realização de concursos públicos para Promotor de Justiça do MPDFT. Ocupou diversos cargos de Conselheira nos Conselhos Superior e Colégio de Procuradores e Promotores do MPDFT e no Conselho Curador da Fundação Escola Superior do MPDFT, contribuindo para o ensino e a pesquisa na área jurídica. Também coordenou a 3ª Câmara de Coordenação e Revisão da Ordem Jurídica, com atuação nas áreas de meio ambiente, ordem urbanística e patrimônio cultural, além de integrar a 16ª Procuradoria de Justiça Cível Especializada.

Em 2014, Maria de Lourdes Abreu foi nomeada desembargadora do TJDFT, em vaga destinada ao Ministério Público. Atualmente Maria de Lourdes comandava a ouvidoria-geral da Corte no biênio 2024/2026, uma função que a colocava como interlocutora entre o Tribunal e a sociedade. Também presidiu a 1ª Câmara Civil e a 3ª Câmara Civil, sempre com grande destaque em julgamentos nas áreas do direito público e privado.

Fotos: TJDFT