São João Batista: o santo precursor de Cristo e testemunha da Verdade e da Luz, que é Jesus

Celebramos neste 24 de junho o nascimento de João Batista, o precursor de Cristo. São João é considerado o santo mais próximo de Cristo, pois além de ser seu parente de sangue, foi o primeiro a enxergar Jesus Cristo como profeta e batizá-lo nas águas do rio Jordão.
Hoje a Paróquia Nossa Senhora de Guadalupe, em Brasília, celebra a Natividade São João Batista, aquele que preparou os caminhos do Senhor e apontou ao mundo o Cordeiro de Deus. Foi a “a voz que grita no deserto” e é testemunha da Verdade e da Luz, que no caso é Jesus.

Segundo a Bíblia, São João era João Batista, um dos 13 apóstolos de Jesus Cristo, foi o último dos profetas do Antigo Testamento e o primeiro a apontar Jesus como o Messias e “Cordeiro de Deus”. Sua missão em vida foi preparar o coração das pessoas para a vinda do Salvador.

É o próprio Salvador quem chama S. João, o maior dentre os que nasceram de mulher. Grande ele é pelos milagres e fatos extraordinários que acompanham o seu nascimento. Grande por sua vocação de Precursor do Salvador do mundo. Grande ainda por sua vida e seu martírio glorioso.
Leitura do Profeta Isaías – Is 49, 1-6

Nações marinhas, ouvi-me, povos distantes, prestai atenção: o Senhor chamou-me antes de eu nascer, desde o ventre de minha mãe ele tinha na mente o meu nome; fez de minha palavra uma espada afiada, protegeu-me à sombra de sua mão e fez de mim uma flecha aguçada, escondida em sua aljava, e disse-me: “Tu és o meu Servo, Israel, em quem serei glorificado”. E eu disse: “Trabalhei em vão, gastei minhas forças sem fruto, inutilmente; entretanto o Senhor me fará justiça e o meu Deus me dará recompensa”. E agora diz-me o Senhor – ele que me preparou desde o nascimento para ser seu Servo – que eu recupere Jacó para ele e faça Israel unir-se a ele; aos olhos do Senhor esta é a minha glória. Disse ele: “Não basta seres meu Servo para restaurar as tribos de Jacó e reconduzir os remanescentes de Israel: eu te farei luz das nações, para que minha salvação chegue até aos confins da terra”. Palavra do Senhor. Graças a Deus.
Salmo Responsorial — Sl 138(139), 1-3. 13-14ab. 14c-15 (R. 14a)
Eu vos louvo e vos dou graças, ó Senhor, porque de modo admirável me formastes!
Senhor, vós me sondais e conheceis, sabeis quando me sento ou me levanto; de longe penetrais meus pensamentos; percebeis quando me deito e quando eu ando, os meus caminhos vos são todos conhecidos.
Eu vos louvo e vos dou graças, ó Senhor, porque de modo admirável me formastes!
Fostes vós que me formastes as entranhas, e no seio de minha mãe vós me tecestes. Eu vos louvo e vos dou graças, ó Senhor, porque de modo admirável me formastes!
Eu vos louvo e vos dou graças, ó Senhor, porque de modo admirável me formastes!
Até o mais íntimo, Senhor, me conheceis; nenhuma sequer de minhas fibras ignoráveis, quando eu era modelado ocultamente, era formado nas entranhas subterrâneas.
Eu vos louvo e vos dou graças, ó Senhor, porque de modo admirável me formastes!
Leitura dos Atos dos Apóstolos – At 13, 22-26

Naqueles dias, Paulo disse: “Deus fez surgir Davi como rei e assim testemunhou a seu respeito: ‘Encontrei Davi, filho de Jessé, homem segundo o meu coração, que vai fazer em tudo a minha vontade’.
Naqueles dias, Paulo disse: “Deus fez surgir Davi como rei e assim testemunhou a seu respeito: ‘Encontrei Davi, filho de Jessé, homem segundo o meu coração, que vai fazer em tudo a minha vontade’. Conforme prometera, da descendência de Davi Deus fez surgir para Israel um Salvador, que é Jesus.
Antes que ele chegasse, João pregou um batismo de conversão para todo o povo de Israel. Estando para terminar sua missão, João declarou: ‘Eu não sou aquele que pensais que eu seja! Mas vede: depois de mim vem aquele, do qual nem mereço desamarrar as sandálias’. Irmãos, descendentes de Abraão, e todos vós que temeis a Deus, a nós foi enviada esta mensagem de salvação”. Palavra do Senhor. Graças a Deus.
Serás chamado, ó menino, o profeta do Altíssimo: irás diante do Senhor, preparando-lhe os caminhos. (Lc 1, 76) Aleluia, Aleluia, Aleluia.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas 1,57-66.80

Completou-se o tempo da gravidez de Isabel, e ela deu à luz um filho. Os vizinhos e parentes ouviram dizer como o Senhor tinha sido misericordioso para com Isabel, e alegraram-se com ela. No oitavo dia, foram circuncidar o menino, e queriam dar-lhe o nome de seu pai, Zacarias. A mãe, porém, disse: “Não! Ele vai chamar-se João”.
Os outros disseram: “Não existe nenhum parente teu com esse nome!” Então fizeram sinais ao pai, perguntando como ele queria que o menino se chamasse. Zacarias pediu uma tabuinha, e escreveu: “João é o seu nome”. E todos ficaram admirados. No mesmo instante, a boca de Zacarias se abriu, sua língua se soltou, e ele começou a louvar a Deus. Todos os vizinhos ficaram com medo, e a notícia espalhou-se por toda a região montanhosa da Judeia. E todos os que ouviam a notícia, ficavam pensando: “O que virá a ser este menino?” De fato, a mão do Senhor estava com ele. E o menino crescia e se fortalecia em espírito. Ele vivia nos lugares desertos, até ao dia em que se apresentou publicamente a Israel. Palavra da Salvação. Glória a vós, Senhor.

Na Homilia, o Padre Iuri da Paróquia Nossa Senhora de Guadalupe, lembrou que São João Batista foi exemplo de humildade, coragem e fidelidade, São João nos ensina a viver com o coração voltado para Deus, anunciando a verdade com amor e confiança. Que sua intercessão fortaleça nossa fé, renove nossa esperança e nos ajude a seguir os passos de Cristo todos os dias.
São João Batista ocupa um lugar único na história da salvação. Filho de Zacarias e Isabel, nasceu seis meses antes de Jesus e foi escolhido por Deus para preparar a vinda do Messias. A sua missão era conduzir o povo à conversão, anunciando a chegada daquele que viria a “batizar com o Espírito Santo”.
A Igreja celebra a sua natividade porque, juntamente com Jesus e a Virgem Maria, São João Batista é um dos poucos santos cujo nascimento terreno é celebrado liturgicamente. A data de 24 de junho, seis meses antes do Natal, está diretamente ligada ao relato do Evangelho de São Lucas.
O precursor cresce escondido, porque a missão verdadeira amadurece antes de aparecer. Quem aceita o tempo de Deus aprende a servir sem ansiedade e sem vaidade. A voz de João será forte porque sua vida foi formada na escuta. Vamos acolher a missão que Deus está fazendo crescer em silêncio dentro de cada um de nós.

“Senhor, sobre os vossos altares apresentamos as nossas oferendas, celebrando condignamente o nascimento daquele que profetizou a vinda do Salvador do mundo e revelou a presença de Jesus Cristo, vosso Filho, que, sendo Deus, convosco vive e reina”.

A Eucaristia é o sacramento central da fé católica no qual o próprio Jesus Cristo se faz presente real e substancialmente sob as aparências de pão e vinho. Instituída por Ele na Última Ceia, é considerada a fonte e o ápice de toda a vida cristã.

Na Eucaristia o pão e o vinho são consagrados pelo padre e transformados no Corpo e Sangue de Cristo, sendo depois consumidos pelos fiéis em um ato de comunhão.

A “Comunhão” é o ato em que o fiel recebe a hóstia consagrada, simbolizando a união íntima com Jesus, o perdão dos pecados e a renovação da fé e do compromisso de viver os ensinamentos divinos. A hóstia deixa de ser apenas pão e se transforma verdadeiramente no corpo de Jesus Cristo.

Assim como o alimento físico dá forças ao corpo, receber a Eucaristia fortalece a alma e ajuda o fiel a resistir ao pecado. Representa a unidade dos cristãos em torno dos ensinamentos e do sacrifício de Jesus na cruz.

“Viver a Eucaristia” significa traduzir essa comunhão em atitudes diárias de caridade, partilha e solidariedade, fazendo da própria vida uma oferta ao próximo.

Tu, ó menino, serás chamado o Profeta do Altíssimo, pois caminharás adiante do Senhor preparando os seus caminhos. Pelo nascimento de S. João Batista, alegre-se, ó Deus, a vossa Igreja, que por ela conheceu o Autor da regeneração, Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que, sendo Deus, convosco vive e reina.

Oração a São João Batista
‘São João Batista, voz que clama no deserto, ‘endireitai os caminhos do Senhor, fazei penitência, porque no meio de vós esta quem não conheceis, e do qual eu não sou digno de desatar os cordões das sandálias’. Ajudai-me a fazer penitência das minhas faltas, para que eu me torne digno do perdão daquele que vós anunciaste com estas palavras: ‘Eis o Cordeiro de Deus, eis aquele que tira o pecado do mundo’. São João Batista rogai por nós. Amém.’

São João Batista – Escolhido por Deus desde o ventre materno
Em vida, São João se notabilizou por ter batizado Jesus, ritual que mais tarde, se tornou um dos mais importantes pilares do catolicismo. João Batista se tornou popular. Vivendo como um nômade e pregando, conseguiu cativar as pessoas para se batizarem. Assim como Cristo, João foi morto por supostamente liderar uma revolução por meio das pregações religiosas.

São João nasceu na Judeia no ano 2 a.C.. Seu pai era sacerdote e chamava-se Zacarias. Sua mãe, conhecida como Santa Isabel, era prima de Maria, mãe de Jesus. Estudos indicam que, além de idosa, Santa Isabel era estéril. No entanto, um dia, o anjo Gabriel anunciou a Zacarias que eles teriam um filho e ele deveria se chamar João. O acontecimento foi considerado um milagre.
Seu dia é celebrado em 24 de junho, exatamente seis meses antes do Natal (nascimento de Jesus). A data escolhida é um evento raro, já que o costume católico é de celebrar os santos na data de sua morte. João foge à regra, porque ele, a exemplo de Maria, foi purificado do pecado antes mesmo de nascer.
Antes do nascimento de São João, Maria perguntou à Isabel como ela saberia do nascimento. Então Isabel disse que, no dia, ela acenderia uma grande fogueira para que, de longe, a prima soubesse que o bebê havia vindo ao mundo. Por esse motivo, a fogueira é o símbolo principal do Dia de São João.
Simbolismo da Imagem de São João Batista

A imagem de São João Batista é um grande ensinamento sobre a vida e a obra deste grande santo. Ele foi o precursor de Jesus Cristo, anunciando a todos que o Salvador estava chegando. Ele mesmo se declarou como ‘Uma voz que grita no deserto: preparai o caminho do Senhor!’ Ele foi o último dos profetas, elogiado por Jesus Cristo: ‘Pois vos digo: entre os nascidos de mulher não há maior que João’. ( Lucas 7,28).
A túnica roxa de São João Batista
A túnica roxa de São João Batista revela um aspecto importante de sua vida: a austeridade e o jejum. Os Evangelhos atestam que João alimentava-se de gafanhotos e mel silvestre e vivia fazendo jejuns, tendo um grande espírito de oração.
A mão direita levantada
A mão direita de São João Batista levantada simboliza sua pregação nas margens do Rio Jordão. Ele percorreu toda a bacia do Rio Jordão pregando a penitência, a conversão, o arrependimento e o perdão dos pecados. João reunia multidões em torno de si por causa da força de sua pregação. Ele cumpriu sua missão maravilhosamente ‘preparando o caminho do Senhor’, como ‘uma voz que grita no deserto’. Ele é o último dos profetas.
A concha de São João Batista
A concha na mão esquerda de São João Batista simboliza sua missão de batizador. Com efeito, ‘Batista’ não é propriamente um sobrenome mas, sim, uma função: aquele que batiza. A concha também nos relembra que João Batista foi quem batizou Jesus, o Salvador que ele anunciava. Ao batizar Jesus, João viu a Santíssima Trindade: o Espírito Santo veio sobre Jesus em forma de pomba e do céu veio uma voz como de trovão: ‘Este é meu Filho muito amado, em quem coloco toda a minha confiança!’ (Lucas 3, 21-22).
A flâmula de São João Batista
A flâmula de São João Batista contem um texto em latim: ‘Ecce Agnus Dei’, o que quer dizer: ‘Eis o Cordeiro de Deus’. Diz respeito a uma outra revelação de Deus através de São João Batista. Tempos depois de ter batizado Jesus, João Batista o viu novamente nas margens do Jordão e disse a seus discípulos: ‘Eis o Cordeiro de Deus, aquele que tira o pecado do mundo’. (João 1, 29) Neste momento, João Batista revela que Jesus é o Cordeiro de Deus, isto é, o verdadeiro e definitivo sacrifício que será oferecido (com a morte de Jesus) para o perdão dos pecados.
O cordeiro de São João Batista

O cordeiro de São João Batista completa a mensagem da flâmula e simboliza Jesus Cristo, que João anunciou. A expressão ‘Eis o Cordeiro de Deus, aquele que tira o pecado do mundo’. (João 1, 29) é usada até hoje nas celebrações da Santa Missa.
A cruz de São João Batista
A cruz de São João Batista tem dois significados. Primeiro, representa o anuncio de jesus Cristo como Salvador. Jesus salva a humanidade como Cordeiro de Deus que se sacrifica através da cruz em favor de toda a humanidade. Em segundo lugar, a cruz simboliza também o martírio de São João Batista como prefiguração da morte de Jesus.
O manto vermelho de São João Batista
O manto vermelho de São João Batista simboliza sua morte. João foi um mártir da justiça e da verdade. Denunciou os desmandos de Herodes Antipas. Por isso, foi preso e degolado, a pedido de Herodíades, amante de seu próprio cunhado Herodes Antipas.
Morte de São João Batista

João é lembrado como o primeiro mártir da Igreja. Segundo o Novo Testamento, o profeta denunciou a vida adúltera do rei Herodes Antipas. O monarca havia se envolvido com sua ex-cunhada, Herodíades.
No aniversário de Herodes, a filha de Herodíades, Salomé, dançou de forma tão surpreendente que, admirado, o rei prometeu dar o que ela quisesse. Salomé, incentivada pela mãe, pediu a cabeça de João Batista em uma bandeja. Antipas, então, ordenou a prisão do santo, que morreu decapitado na cadeia, no dia 29 de agosto no ano 27 d.C.
A Festa Junina de São João

São João faz parte de um ciclo de três grandes santos populares, iniciado com Santo Antônio (13 de junho) e encerrado com São Pedro (29 de junho).
As festas juninas eram tradições bastante populares em Portugal e Espanha, e os portugueses trouxeram durante a colonização, assim como outras tradições. Inicialmente, a festa era conhecida como ‘Festa Joanina’, em referência a São João, mas, ao longo dos anos, teve o nome alterado para festa junina, por ocorrer em junho.
A devoção a São João Batista espalhou-se pelo mundo e ganhou uma expressão muito particular no Brasil. Os festejos católicos trazidos pelos europeus se juntaram à cultura da celebração da colheita da plantação e do final do tempo das chuvas, que se encerra justamente com a chegada do inverno, que acontece dias antes do dia de São João. Em diversos estados e cidades, sobretudo do Nordeste, a data é considerada feriado.

As tradicionais festas juninas, celebradas em todas as regiões do país, unem fé, cultura e religiosidade popular. Fogueiras, procissões, cantos e diversas manifestações populares recordam a figura daquele que anunciou a luz de Cristo. Mais do que uma tradição cultural, a festa de São João é um convite a renovar a própria fé e a preparar o coração para acolher Jesus.
O São João é uma das principais figuras das festas juninas. Nessa comemoração, a quadrilha é a dança típica e os dançarinos vestem-se com roupas caipiras. Além dos tradicionais balões e fogueiras, várias brincadeiras dão mais brilho à festa. São exemplos: pescaria, cadeia, correio-elegante e boca do palhaço.
O crescimento da festividade aconteceu sobretudo no Nordeste. A festa representa a gratidão aos santos pelas chuvas nas lavouras e impulsiona a economia local. As duas maiores festas juninas do Brasil duram 30 dias e são realizadas em Caruaru (PE) e Campina Grande (PB).
Nos estados de Pernambuco, Alagoas e Paraíba, o dia de São João é feriado. Este também é um feriado municipal nas cidades onde o santo é padroeiro e em outras que homenageiam o santo.
Fotos: Sidney de Almeida/Getty Images e Reprodução













