Brasil, mesmo eliminado, segue no topo da história escrita na Copa do Mundo por apenas oito seleções

A eliminação do Brasil pela seleção norueguesa, dói, mas não apaga a história e nem tira a Seleção brasileira do topo com 5 títulos mundiais (1958, 1962, 1970, 1994 e 2002), seguido por Itália e Alemanha com quatro conquistas cada. Argentina, França, Uruguai, Inglaterra e Espanha completam a lista dos campeões da maior competição do futebol.
No esporte, nem toda história termina com uma vitória, mas toda caminhada deixa aprendizados. O Brasil não foi eliminado apenas pela Noruega. Foi eliminado por um ciclo inteiro de improvisos. Os problemas já eram conhecidos antes da Copa e permaneceram exatamente os mesmos. O resultado não surpreendeu. É consequência, pois não se colhe o que não se planta.
O futebol evoluiu, é mais equilibrado, mais estudado e mais competitivo. Muitas seleções se destacam em planejamento, estrutura e continuidade, e o Brasil, no entanto, passou um ciclo inteiro convivendo com instabilidade e apostando que a qualidade individual era suficiente para mascarar os problemas estruturais do futebol brasileiro.
A Seleção teve quatro treinadores, um técnico interino, um comandante dividindo funções entre clube e seleção, mudanças constantes de direção e nenhuma continuidade no trabalho dentro de campo. A cada Copa, mudam os jogadores, os técnicos e os discursos. Mas, a estrutura, o planejamento e a forma como o futebol brasileiro tem sido conduzido nos últimos anos, continuam ignorados.
Enquanto isso, o futebol mundial cresce e novas potências surgem. Outras se consolidam. E o Brasil segue preso em um ciclo que parece não ter fim. Caminha sem sair do lugar.
A Copa do Mundo é muito mais do que um torneio: é um palco de lendas, gols inesquecíveis e momentos que unem bilhões de torcedores ao redor do planeta.

Nossa seleção estava irreconhecível. Formada por jogadores dispersos, apáticos, “estrelinhas’ esperando que a bola chegasse até eles sem esforço algum. Um elenco que não entendeu a importância de defender o Brasil com valores, além das cifras que ganham no exterior.
Que essa derrota para a seleção norueguesa, no Metlife Stadium, em Nova Jersey, com dois gols de Haaland, sirva de aprendizado e motive um retorno daqui a 4 anos ainda mais forte para tirar o Brasil dessa “travessia no deserto” de títulos. Com trabalho permanente, obstinado e sério tem tudo para voltar em 2030 mais competitivo e com raça e talento para as outras competições.

Enquanto isso, em 2027 teremos uma nova oportunidade, com a Copa do futebol feminino, que será em nosso país. Que a torcida brasileira saiba valorizar o futebol feminino com a mesma intensidade que idolatra o masculino.
Fotos: Buda Mendes/Getty Images/Via Fifa e Reprodução













