Santa Maria Goretti: mártir da pureza e protetora das vítimas de estupro

Bernadete Alves
Santa Maria Goretti: mártir da pureza e protetora das vítimas de estupro

A Igreja católica celebra neste 6 de julho, Santa Maria Goretti, mártir da pureza e protetora das vítimas de estupro, da juventude e símbolo do perdão. A santa é lembrada por ter preferido morrer a pecar e por perdoar seu agressor antes de falecer.

Que Santa Maria Goretti nos ensine a amar a virtude, a fugir do pecado e a permanecermos firmes na fé e na oração. Que ela nos ensine a amar a Deus acima de todas as coisas e a responder o mal com o bem.

Na vida desta humilde menina podemos contemplar um espetáculo digno do céu e da terra. Que a sua história seja exemplo para os pais e mães de família, para que eduquem seus filhos e filhas no seguimento de Cristo, levando-os a viver na santidade, fortaleza e obediência aos conselhos evangélicos. Somente assim será possível enfrentar os desafios da vida com serenidade e confiança.

Santa Maria Goretti morreu no dia 06 de julho de 1902 com apenas 11 anos de idade, após ser violentamente atacada numa tentativa de estupro. Antes de morrer, no entanto, Goretti perdoou o seu agressor e disse “esperar encontrá-lo no Céu”.

Quem a conhecia, em Ferriere de Conca, uma fração da província de Latina, a chamava de Mariazinha, secundogênita de Luís Goretti e Assunta Carlini, camponeses que emigraram, com seis filhos, para a lavoura na região da Pontina, provenientes de Corinaldo, na província de Ancona. Ele nasceu naquela cidadezinha das Marcas em 16 de outubro de 1890.

Bernadete Alves
6 de julho é Dia de Santa Maria Goretti: a padroeira da pureza de coração e símbolo do perdão

Afabilidade, generosidade e pureza de coração eram as características da índole da pequena Maria; a menina sempre se dedicava aos trabalhos domésticos e aos cuidados dos irmãos menores, enquanto os pais exerciam, sem cessar, o massacrante trabalho na lavoura.

Sua fé e assiduidade na oração, especialmente o Rosário, jamais faltaram em sua vida, nem quando, com a idade de dez anos, sofreu pela perda de seu amado pai, acometido pela malária. Contudo, os sofrimentos não influenciaram no ânimo de Mariazinha; pelo contrário, a partir daquele momento, sentiu o dever de consolar a mãe, que ficara sozinha para cuidar da família.

Por desejo de Pio XII, no dia 24 de junho de 1940, Mariazinha foi beatificada. Em 1950, por ocasião da sua canonização, entre uma imensa multidão, estavam presentes o rapaz e a mãe enferma. Os restos mortais da virgem e mártir descansam no Santuário de Nossa Senhora das Graças, meta de numerosas peregrinações.

Fotos: Reprodução