Pesquisa que revoluciona tratamento do câncer ganha Nobel de Medicina

Nobel de Medicina 2018
Imunologistas Tasuku Honjo e James P. Allison

Pesquisadores James P. Allison, dos Estados Unidos, e Tasuku Honjo, do Japão, encontraram maneiras de desativar proteínas que impediam células de defesa de atacar as células cancerígenas. O estudo revoluciona o tratamento do câncer e traz esperança aos pacientes.

Nobel de Medicina Getty Imagens

A Assembleia Nobel do Instituto Karolinska de Estocolmo, na Suécia, disse que as terapias pela inibição da regulação imune negativa descobertas por Honjo e Allison, são “um marco” na ancologia ao serem transformadas em tratamento contra o câncer e por isso os imunologistas são os vencedores do Nobel de Medicina 2018. O anúncio foi feito por Thomas Perlmann, Secretário do Comitê Nobel de Medicina.

Em comunicado, a academia disse que “As descobertas transcendentais” feitas por ambos os cientistas “estabeleceram um princípio completamente novo” no campo da oncologia e permitem “aproveitar a habilidade do sistema imunológico para atacar as células cancerígenas”.

Imunologista James P. Allison
Imunologista James P. Allison

Allison, que tem 70 anos e é professor na Universidade do Texas, estudou no início dos anos 1990 a proteína CTLA-4, que funciona como uma espécie de freio do linfócito T. Honjo, de 76 anos e professor na Universidade de Kyoto, descobriu em 1992 outra proteína na superfície dos linfócitos T: a PD-1, que também freia as células imunológicas, mas com outro mecanismo.

imunologista Tasuku Honjo
ImunologistaTasuku Honjo

Os imunologistas James P. Allison e Tasuku Honjo, vão dividir o prêmio de US$ 1 milhão.

 

No ano passado, o Nobel de Medicina foi para os pesquisadores americanos Jeffrey C. Hall, Michael Rosbash e Michael W. Young por terem descoberto “os mecanismos moleculares que controlam o ritmo circadiano” – o chamado “relógio biológico” de animais, plantas e humanos. Foto:  Getty Imagens