Pandemia altera o mercado do marketing de influência

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A pandemia do novo coronavírus está revelando novas prioridades e estimulando a informação correta sobre saúde, trabalho e questões financeiras. Grande parte da população está com as finanças fragilizadas e com isso o consumo a curto prazo perdeu espaço.

Esta nova realidade alterou o mercado do marketing de influência, a estratégia de promoção usada pelas marcas por meio de campanhas que aproveitem o carisma, a influência e a fama de uma pessoa para atingir um público em específico com sua proposta comercial. O ‘porta-voz’  promove os produtos para os consumidores por meio de plataformas digitais, como Instagram, YouTube, e LinkedIn.

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As empresas estão preferindo alavancar a publicidade seus produtos com  líderes de potencial de influência,que criam conteúdo e tem credibilidade e não com influenciador digital que se autopromove. O foco é comunicar o propósito da marca e seu território de atuação. Isso colocou os influenciadores digitais na peneira.

Um exemplo desta mudança foi a troca da influenciadora Gabriela Pugliesi, que faturava milhões, pela professora de Direito, Gabriela Prioli, que ganhou destaque na CNN Brasil e no seu canal no YouTube, onde faz análises da política brasileira e aborda temas do universo jurídico. Prioli é um exemplo do movimento que vem ganhando força.

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Ana Paula Passarelli, fundadora da agência Brunch, voltada para o marketing de influência, explica que  empresas preferem associar suas imagens a influenciadores capazes de criar conteúdo relevante, ligados a uma causa, e não simplesmente vender produtos. “Influenciadores que focam em vender produtos tiveram demanda reduzida na pandemia. Aqueles que são mais de causa, que têm senso crítico e emitem opinião ganharam espaço e visibilidade que não tinham antes”.

Em um passado não tão distante, o sucesso das vendas se dava, especialmente, por meio de artistas e celebridades em sua maior expressão na televisão. Com o avanço da internet, o poder que estava restrito, passou para a mão de muitos youtubers, blogueiros e instagrammers. O público passou a ser  fisgado pela sensação de vida real que alguns nomes começaram a transmitir pela web.

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O poder de capilaridade de cada postagem foi revelando  a cultura da internet. As novas gerações, por exemplo, querem postagens em tempo real, com assuntos sinceros, autênticos e que eles sintam que foi criado especialmente para eles. Tudo indicava que eles dominariam a cena da comunicação.

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Ai veio a crise mundial de saúde pública que impactou tudo. As pessoas tiveram que se reinventar para adquirir maturidade digital e alavancar a autonomia financeira e empreendedora.

A pandemia revelou que o marketing de influência, tem duração incerta. Basta um deslize do influenciador para perder credibilidade. O novo normal vai ser de empatia, de consumo mais consciente e responsável.

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Comprar produtos que não envolva a exploração de seres humanos, animais e não provoque danos ao meio ambiente será a escolha certa.