General Pazuello é efetivado ministro da Saúde

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O general Eduardo Pazuello que assumiu interinamente o comando do Ministério da Saúde em 16 de maio, em meio à pandemia do novo coronavírus no Brasil, foi efetivado quatro meses depois como ministro da Saúde pelo presidente Jair Bolsonaro.

A solenidade aconteceu na quarta-feira (16) no Palácio do Planalto com a presença do vice-presidente Hamilton Mourão, da primeira-dama Michelle Bolsonaro, os ministros Braga Netto (Casa Civil), Paulo Guedes (Economia), Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo), Fernando Azevedo e Silva (Defesa), Fábio Faria (Comunicações), Milton Ribeiro (Educação) e Tarcísio Gomes de Freitas (Infraestrutura) e do presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre.

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Presidente Jair Bolsonaro assina Termo de Posse do General Eduardo Pazuello no comando do Ministério da Saúde

O general substituiu Nelson Teich que ficou um mês no cargo de ministro, tendo substituído Luiz Henrique Mandetta. Durante o período de interinidade o general Pazuello defendeu o tratamento precoce de covid-19 e a autonomia de estados e municípios na adoção de políticas de isolamento social. Assuntos abordados em seu primeiro discurso como titular do Ministério da Saúde.

Eduardo Pazuello disse que entrou na pasta “no momento mais crítico da pandemia”.“Literalmente, tivemos que trocar a roda do carro andando. A responsabilidade era enorme e tivemos a liberdade total para implementarmos as medidas que eram necessárias”.

Agradeceu o empenho de todos e disse que o Brasil está “vencendo a guerra”. “O mais forte a salientar foi a união e a solidariedade de todo o povo brasileiro, mostrando o valor de nossa nação, onde empresários, cidadãos e entidades das mais diversas se mobilizaram e continuam mobilizados na certeza de que, juntos, estamos vencendo essa guerra”, declarou o ministro da Saúde.

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Presidente Jair Bolsonaro efetiva o general Eduardo Pazuello como ministro da Saúde

O ministro Pazuello defendeu a importância do tratamento precoce da doença pode salvar vidas. “Em um primeiro momento, acreditavam que a melhor conduta era ficar em casa, aguardando a melhora dos sintomas e somente procurar atendimento médico em caso de falta de ar. Nós vimos que não era o melhor remédio o ‘fica em casa, esperando falta de ar’. O aprendizado nos mostrou que quanto mais cedo atendermos os pacientes melhores são suas chances de recuperação. O tratamento precoce salva vidas”.

O ministro Eduardo Pazuello lamentou por cada vida perdida para a Covid e disse que até a solução final da vacina, será necessário “conviver” com a Covid-19. “Novos hábitos, mais atenção às medidas de profilaxia e higiene, condutas de tratamento médico precoce e, principalmente, naturalidade em conviver com uma doença, assim como todas as outras do nosso cotidiano.”

O ministro Pazuello lembrou que o País possui o maior índice de pacientes recuperados.“Já alcançamos mais de três milhões e seiscentas mil pessoas recuperadas: um dos maiores quantitativos de pessoas recuperadas no mundo”.

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General Eduardo Pazuello é efetivado no cargo de Ministro da Saúde

O presidente Jair Bolsonaro, disse que a escolha do general Eduardo Pazuello foi acertada, uma vez que já demonstrou sua capacidade de gerir o que estivesse sob sua orientação. “Nesse período, à frente da Saúde, ganhou a simpatia e a confiança de prefeitos e governadores. A ninguém que pediu socorro, Pazuello deixou de atender. Tudo o que poderia fazer, fez pelo Ministério da Saúde. Desejo que continue com esse excelente trabalho porque a consequência é salvar vidas, melhorar sofrimentos, e dar esperança ao nosso povo”, destacou Bolsonaro. 

O General do Exército, Eduardo Pazuello, tem 56 anos e nasceu no Rio de Janeiro. É militar da arma de Intendência, formado em 1984 na Academia Militar das Agulhas Negras (RJ), onde também estudou o presidente Jair Bolsonaro.

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Presidente Jair Bolsonaro efetiva o general Eduardo Pazuello como ministro da Saúde

O militar especialista em logística, foi coordenador  das tropas do Exército durante os Jogos Olímpicos e Paralímpicos, em 2016, além de ter coordenado as operações da Operação Acolhida, que presta assistência aos imigrantes venezuelanos que chegam a Roraima fugindo da crise política e econômica no país vizinho.

O Salão Nobre do Palácio do Planalto, onde aconteceu a cerimônia, estava lotado. Os convidados estavam de máscara, item obrigatório em locais públicos no Distrito Federal.

Fotos: Maurilio Rodrigues/Secom