GDF inicia Campanha de Multivacinação em crianças e jovens

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Começou, nesta segunda-feira (5), a Campanha Nacional de Multivacinação para crianças e adolescentes menores de 15 anos. A prioridade será a prevenção da poliomelite e do sarampo.

Para evitar o risco de transmissão da Covid-19 e garantir a segurança dos profissionais e da população, o Ministério da Saúde orienta que as ações de vacinação sejam realizadas conforme as recomendações sobre distanciamento social, uso de mascar a e álcool em gel.

As salas de vacina estão preparadas seguindo as normas e protocolos sanitários para que a vacinação ocorra com segurança em tempos de  95% do público-alvo, que são crianças menores de cinco anos de idade, até o dia 30 deste mês. No DF, estima-se que nesta faixa etária haja cerca de 160 mil crianças.

O secretário adjunto de Assistência à Saúde, Petrus Sanchez ,tranquiliza os pais que estão preocupados em levar os filhos nas unidades de saúde devido à pandemia. “Todas as medidas de segurança estão sendo tomadas, como sinalização para o distanciamento social, disponibilização de álcool em gel e orientação quanto ao uso da máscara. São 135 salas de vacina, a partir de hoje, abertas e preparadas para receber nossas crianças e mantê-las protegidas. Não deixe de trazer seu filho ou sua filha até os postos de vacinação”.

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GDF inicia Campanha de Multivacinação em crianças e Jovens

Com o conceito Movimento Vacina Brasil. É mais proteção para todos, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, anunciou a campanha de vacinação para crianças e adolescentes menores de 15 anos, nasexta-feira (02), em Brasília. Segundo Pazuello o Dia “D” de divulgação e mobilização nacional será em 17 de outubro em mais de 40 mil postos de vacinação em todo o país.

O Programa Nacional de Imunizações (PNI) oferece atualmente 18 vacinas para crianças e adolescentes. Estados que necessitarem de reforço em estoques de vacinas poderão solicitar ao Ministério da Saúde.

“Pedimos que a população, principalmente os pais, confiem nas vacinas, confiem que temos especialistas qualificados por trás disso, tomando todas as precauções e cuidados para garantir vacinas seguras e eficaz. Nós temos o maior sistema de imunização do mundo, motivo de muito orgulho e dedicação, e logo estaremos aqui, acrescentando neste rol, a vacina para combater a Covid-19″, disse o ministro da Saúde.

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Ministro Eduardo Pazuello durante a abertura da Campanha de Multivacinação de crianças e jovens

Participaram do lançamento o personagem Zé Gotinha, crianças, o secretário Executivo do Ministério da Saúde Elcio Franco; a representante da OPAS/OMS no Brasil, Socorro Gross; o secretário Executivo do CONASS, Jurandir Frutuoso e a vice-presidente do CONASEMS, Cristiane Pantaleão.

A multivacinação é uma estratégia que tem a finalidade de atualizar a situação vacinal de menores de 15 anos. Serão ofertadas todas as vacinas do calendário nacional de vacinação da criança e do adolescente. Será possível receber dose de mais de uma das vacinas. O desempenho será avaliado com base nas doses aplicadas e registradas no Sistema de Informação durante o período da campanha, para cada vacina disponível.

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Ministro Eduardo Pazuello

“É de extrema importância que os pais tragam suas crianças para vacinar contra a poliomielite para que possamos manter a doença sob controle. O último caso no DF foi registrado em 1987 e queremos manter a doença longe das nossas crianças”, diz Petrus Sanchez, durante a abertura da campanha na Unidade Básica de Saúde 1 do Riacho Fundo I.

No período de janeiro a abril de 2020, nenhuma das vacinas do calendário infantil atingiu as metas preconizadas no Distrito Federal.  O subsecretário de Vigilância à Saúde, Divino Valero Martins, ressalta a importância de os adolescentes menores de 15 anos participarem da Campanha Nacional de Multivacinação. “Convidamos todos os jovens de até 15 anos para colocaram em dias suas vacinas. É seguro, tranquilo, ambiente aberto e pedimos que venham com máscara. Os profissionais farão o atendimento devido com toda a segurança”.

O Brasil não registra casos de poliomielite desde 1989. Mesmo assim a  área técnica de imunização da Secretaria de Saúde alerta sobre a necessidade das crianças receberem as doses da vacina, uma vez que as coberturas vacinais ainda são heterogêneas, podendo levar à formação de bolsões de pessoas não vacinadas, o que possibilita a reintrodução do poliovírus.

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Em 1994, o país recebeu da Organização Pan-americana da Saúde (Opas) a certificação de área livre de circulação do poliovírus selvagem do seu território, juntamente com os demais países das Américas. Desde então, em todo território nacional, são feitas campanhas para atingir a meta dos indicadores preconizados pelo Ministério da Saúde para manutenção do título de país livre da doença.

No DF, a série histórica dos últimos 20 anos da cobertura vacinal da vacina contra a poliomielite em menores de 1 ano mostra uma tendência de queda das coberturas, sendo que em 2015 e de 2017 a 2019 a meta de cobertura não foi atingida (95%). De janeiro a abril de 2020, a cobertura vacinal foi de apenas 67,3%. No mesmo período de 2019, era de 89,2%.

Fotos: Geovana Albuquerque/Agência Saúde