Dia Internacional de Combate à Violência Contra a Mulher

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O 25 de novembro, Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra a Mulher,  conclama  a união de todos para exigir políticas em todos os países para a erradicação da violência contra a mulher e uma “resposta urgente” dos governantes.

A Organização Mundial de Saúde define a violência contra a mulher como todo ato de violência baseado no gênero que tem como resultado o dano físico, sexual, emocional, incluindo ameaças, coerção e privação arbitrária da liberdade, seja na vida pública ou privada.

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Toda mulher, independente da raça ou condição social, goza de todos os direitos fundamentais inerentes à pessoa humana, sendo-lhe asseguradas as oportunidades e facilidades para viver sem violência, com saúde física, aperfeiçoamento moral e intelectual.

Segundo a ONU, as restrições mundiais impostas pela pandemia do novo coronavírus, fez com que a violência se agravasse.  As mulheres e as crianças ficaram isoladas em lares inseguros. A degradação da situação socioeconômica levam a reações violentas.

Em julho, a ONU advertiu que seis meses de restrições sanitárias poderiam comportar 31 milhões de casos adicionais de violência sexista no mundo, sete milhões de gravidezes não desejadas, além de colocar em risco a luta contra a mutilação genital feminina e os casamentos forçados. Segundo a ONU, a longo prazo, as consequências do coronavírus nos direitos das mulheres podem ser muito graves.

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O Brasil registrou 648 feminicídios no primeiro semestre de 2020, 1,9% a mais que no mesmo período de 2019, de acordo com Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP). O governo criou uma campanha para estimular as mulheres agredidas a denunciar a violência, mas, segundo o FBSP, as medidas para acompanhar as vítimas continuam sendo “insuficientes”.

Neste ano, devido às restrições sanitárias em vigor, a mobilização de 25 de novembro, está sendo feito pelas redes sociais, onde todas as mulheres podem fazer com que suas vozes sejam ouvidas e propagadas virtualmente.

Basta de violência contra a mulher. Vamos diz NÃO as expectativas sociais impostas. A mulher não pertence ao homem e nem ele é o “senhor” do lar. Nenhuma cultura é maior que a vontade da mulher.

Vamos erguer a nossa voz para conscientizar a população a cerca das assustadoras agressões, bem como buscar novas políticas que ajudem a acabar com este mal que ceifa vidas.

Todos juntos contra a violência. Denuncie. 180 é a chave para libertar-se do sofrimento. Respeito não pode acabar nunca.