Dia do Bibliotecário: conhecimento ilumina a mente e estimula a empatia

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“Livros dão alma ao universo, asas para a mente, voo para a imaginação, e vida a tudo”. Com a sabedoria de Platão homenageamos todos os Bibliotecários,  cuja importância vai muito além de apenas manter uma biblioteca em ordem. Ele é fundamental para o enriquecimento da educação.

Quando a gente entra em uma biblioteca sente, de forma misteriosa, a sabedoria contida nos livros mesmo antes de abri-los. A informação leva a gente mais longe e o bibliotecário nos coloca em contato com conhecimento.

O bibliotecário está presente em nossas vidas desde a educação básica. Nos ensinou a cuidar dos livros, nos auxiliou na busca por mais conhecimento e nos ajudou, na prática, a entender como o alfabeto é organizado em volumes nas prateleiras. 

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Dia do Bibliotecário: conhecimento ilumina a mente e estimula empatia

No Brasil, o Dia do Bibliotecário, foi instituído pelo Decreto nº 84.631, de 9 de abril de 1980, a ser comemorado em todo o território nacional a 12 de março, data do nascimento do primeiro bibliotecário concursado no Brasil.

Manuel Tigre foi aprovado em primeiro lugar no concurso para bibliotecário do Museu Nacional do Rio de Janeiro. Trabalhou por dois anos na Biblioteca Nacional, assumindo, em seguida, a direção da Biblioteca Central da Universidade do Brasil. Lá, trabalhou junto ao reitor da instituição, mesmo depois de aposentado. O Engenheiro de formação, nascido em 1882, trocou a ocupação pela biblioteconomia após conhecer o bibliotecário Melvil Dewey, que instituiu o Sistema de Classificação Decimal. Em 1915, aos 33 anos de idade, Manuel Tigre assumiu de vez a nova profissão.

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Dia do Bibliotecário: conhecimento ilumina a mente e estimula empatia

Em tempos de pandemia e de distanciamento social, o livro tem papel fundamental. Quando a gente lê um bom livro não vê a hora passar e nossos problemas diminuem. A leitura abre as janelas do entendimento e desperta o que há de melhor dentro da gente.

Em Brasília, no ano de 2020  foram emprestados quase 5 mil livros. Para facilitar a devolução a Biblioteca Nacional de Brasília (BNB) e a Biblioteca Pública de Brasília (BPB), estão  atendendo o público por sistema de drive-thru. Nessa primeira fase, os pontos culturais da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec) oferecem o serviço de devolução do acervo emprestado antes de 17 de março de 2020 sem a cobrança de qualquer penalidade aos usuários.

A diretora da Biblioteca Nacional de Brasília (BNB), Elisa Raquel Oliveira, diz que tudo está sendo feito de acordo com os protocolos de medidas preventivas para a Covid-19,  e que o mutirão de recolhimento dos livros emprestados será de 30 dias, de segunda a sexta-feira. “Haverá uma tenda em frente à porta principal da Biblioteca Nacional e no portão da entrada de serviço do estacionamento da Biblioteca Pública de Brasília (entrequadras 312/313 Sul)”.

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“Após a devolução, as obras recolhidas passarão por higienização e por um período de isolamento, sendo acomodadas em local arejado em estante isolada dos demais livros do acervo literário. Os usuários que devolverem os livros deverão aguardar o comprovante de devolução após o período de dez dias, prazo mínimo recomendado para a quarentena”, informa a diretora Elisa Raquel.

A gerente da Biblioteca Pública de Brasília, Sheila Gualberto, considera prudente a iniciativa, num momento em que a população necessita de respostas quanto à continuidade de serviços importantes oferecidos pelas bibliotecas públicas. “É de suma importância darmos esse retorno à sociedade, uma vez que esses livros fazem parte do acervo das bibliotecas, onde serão recebidos e acondicionados devidamente, para posteriormente, num segundo momento, estarem novamente disponíveis para empréstimo”.

Fotos: Arquivo/Pessoal e Divulgação