Maior Superlua de 2021 poderá ser apreciada ao entardecer deste 25 de maio

A Superlua ocorre quando a Lua está cheia e em seu perigeu, o ponto de órbita mais perto da Terra. Por isso, a perspectiva do satélite natural parece maior quando observada do nosso planeta. A maior Superlua de 2021 ocorre nesta terça-feira, 25 de maio e amanhã dia 26.
O professor de física e de astronomia da Universidade de Brasília (UnB), Paulo Brito, diz que o melhor horário para observação da Superlua no momento em que é no momento em que ela nasce.
Nesta terça-feira dia 25, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia, o Sol vai se pôr às 17h48. Após esse horário, os moradores da capital já podem começar a olhar para o céu e acompanhar o nascimento da Superlua.

Aqui no Distrito Federal o fenômeno pode ser visto a olho nu a partir das 17h49. Além disso, a poluição luminosa da cidade não atrapalha a observação. No início da noite o fenômeno estará mais nítido. “Toda lua cheia fica bonita quando observada do horizonte. Para quem vai acompanhar com telescópio, o melhor horário é até antes da meia-noite”, diz Paulo Brito.

A maior Superlua do ano coincidirá com um eclipse lunar total, onde a Lua aparecerá vermelha por aproximadamente 15 minutos. Porém, esse fenômeno, segundo o professor Paulo Brito, não poderá ser observado em Brasília. No Brasil, o eclipse lunar ocorrerá voltado para o oceano Pacífico e que só poderá ser visto, de forma parcial, do Acre.
O eclipse está previsto para ocorrer às 6h17, no horário de Brasília. A “Lua de Sangue” é chamada dessa forma devido ao tom avermelhado que ela toma devido à iluminação.Esse fenômeno, que dá à Lua um tom avermelhado, é provocado pelos mesmos fatores que fazem o céu ser azul.

No eclipse, Sol, Terra e Lua ficarão alinhados, e nosso planeta bloqueará a passagem dos raios solares até o satélite. A forma como as cores são “desviadas” ao passar pela atmosfera e a posição dos astros criarão o tom vermelho. Para entender a “Lua de Sangue” é importante saber como os raios solares se comportam na atmosfera.

Thiago Signorini Gonçalves, da Sociedade Astronômica Brasileira, explica que a luz solar é a soma de todas as cores. Quando essa luz chega na camada de ar da Terra, cada cor se espalha de uma forma. Vale lembrar da sequência de cores do arco-íris: violeta,anil,azul,verde,amarelo,laranja e vermelho.
Thiago Signorini diz que cores da luz do Sol são afetadas de maneira diferente. A luz mais azul é muito mais afetada, mais espalhada à medida que vai passando. “Quando estamos na Terra e olhamos para cima o céu é azul. A cor azul se ‘espalhou’ por toda a atmosfera. A percepção dos nossos olhos também influencia. Temos mais facilidade para perceber o azul e o verde. Por isso, o céu é azul para nós. Nesse caso, tem a ver com a nossa fisiologia também”.

Como seria um eclipse “terráqueo” total da perspectiva da Lua? A agência espacial americana divulgou uma ilustração. Ver a Terra da perspectiva da Lua em dia de eclipse é ver um grande anel vermelho onde tem a atmosfera.
Fotos e gráficos: Nasa, Vyacheslav Oseledko/AFP, Mike Blake/Reuters, Hana Gartstein e TV Globo/Reprodução













