Dia Mundial do Meio Ambiente: importância de restaurar e preservar os ecossistemas

Celebramos neste 5 de junho, assim como todos os outros dias, a importância de cuidarmos do mundo em que vivemos. O Dia Mundial do Meio Ambiente tem o objetivo de chamar atenção para problemas ambientais e a preservação dos recursos naturais.

É um dia de luta pela soberania nacional, pela proteção dos nossos recursos naturais, pela preservação ambiental e por um modelo de desenvolvimento justo, sustentável e inclusivo. É hora de recuperar a natureza e tudo que foi destruído por nós.

Todos os ecossistemas mundiais, como os oceanos, as florestas, as áreas costeiras, as geleiras, as savanas, o Pantanal, o Cerrado, a Caatinga e tantos outros, estão em processo acelerado de degradação permanente e trazem sérios riscos para o equilíbrio do clima e irão desencadear graves problemas para a sociedade.

A Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) declarou que o período de 2021-2030 será a “Década da Restauração de Ecossistemas”. Nesse período, o principal objetivo é aumentar os esforços para restaurar ecossistemas degradados, criando medidas eficientes para combater a crise climática, alimentar, hídrica e a perda de biodiversidade.

É preciso agir agora. Vamos repensar, reciclar, reutilizar e preservar os recursos e repensar nossas atitudes. É agindo no presente que vamos preservar o futuro. Vamos incentivar as crianças a ter amor pela natureza não só pelo cuidado como também pela benefício.

Estudos comprovam que o contato com a natureza proporciona infância mais saudável. Como a maioria cresce distante dos ecossistemas é importante incentivar o contato dos pequenos com a terra, árvores, plantas, água e bichos.



A luta pela preservação dos ecossistemas e principalmente por uma Amazônia justa, solidária e sustentável é compromisso de todos nós para que os outros esforços não sejam em vão.

Aqui no Distrito Federal, a preocupação maior é com o Cerrado que é fundamental para o equilíbrio do ecossistema. Preservar o Cerrado é garantir recursos a nós mesmos.

A região conhecida como ‘savana brasileira’, é o segundo maior do Brasil e concentra espécies únicas da flora e da fauna e enfrenta desafios na preservação por causa das queimadas que acontecem neste período de seca. As labaredas provocadas pelo homem, além de devastar a fauna e a flora, afetam a saúde da população.


A vegetação de troncos tortuosos e casca grossa abriga a fauna e a flora consideradas essenciais para o equilíbrio ambiental brasileiro. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o Cerrado está presente no Distrito Federal e em 12 estados brasileiros: Minas Gerais, Goiás,Tocantins, Bahia, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Piauí, São Paulo, Paraná, e Rondônia.


É o segundo maior bioma brasileiro, ocupando 24% do território nacional, e é considerado a savana mais biodiversa do mundo, concentrando 5% de toda a biodiversidade do planeta. Nele, vivem cerca de 25 milhões de pessoas, distribuídas em 1.330 municípios.

De acordo com o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), ecossistemas como o Cerrado brasileiro estão entrando em colapso e são essenciais para a manutenção da sociedade.

Segundo a Organização Pequi Pesquisa e Conservação do Cerrado, o ecossistema abriga oito das 12 regiões hidrográficas brasileiras e abastece seis das oito grandes bacias hidrográficas do Brasil: Amazônica, Araguaia/Tocantins, Atlântico Norte/Nordeste, São Francisco, Atlântico Leste e Paraná/Paraguai.

É preciso preservar este complexo de diversidade

É no Cerrado onde estão localizados três dos principais aquíferos do país: Bambuí, Urucuia e Guarani. O aquífero Guarani é o maior reservatório de água doce do planeta.
A contribuição hídrica do ecossistema para a vazão da bacia do Paraná chega a 50%; à bacia do Tocantins chega a 62%; e na bacia do São Francisco, a 94%. O bioma Pantanal é totalmente dependente da água do Cerrado e grande parte da energia consumida no Brasil é gerada com as águas desse bioma.
O Cerrado abriga pelo menos 11 formações vegetais diferentes, chamadas tecnicamente de fitofisionomias, desde aquelas florestais até as formações naturais campestres, que tem apenas gramíneas e herbáceas rasteiras.
A cobertura vegetal do Cerrado exerce fundamental e competente função de proteção do solo, evita erosões superficiais e perda de nutrientes.
A sazonalidade climática é uma característica marcante que dá ao Cerrado a capacidade de resistir às secas. A diversidade de solos e topografias proporciona a ocorrência de uma enorme diversidade de ecossistemas.
Estudos apontam que existem cerca de 10 mil espécies de plantas no Cerrado, das quais 44% são exclusivas.
As plantas do Cerrado são potenciais inseticidas naturais contra Aedes aegypt, segundo pesquisa do Instituto de Patologia Tropical e Saúde Pública, da UFG.
Possui uma fauna riquíssima com 856 espécies de aves, 800 espécies de peixes, 262 espécies de répteis, 250 espécies de mamíferos e 204 espécies de anfíbios.
Interliga todos os outros biomas brasileiros em extensos corredores genéticos. Possibilitando o equilíbrio de vetores.














