Ministério da Saúde reforça orientação para combater o mosquito transmissor da dengue

Diante do aumento do número de casos de dengue no Brasil, o Ministério da Saúde reforça a importância de intensificar os cuidados para eliminar os focos do Aedes aegypti, transmissor da dengue, Zika e Chikungunya. Este cenário crítico da dengue no Brasil levou o Ministério da Saúde reativar o Centro de Operações e Emergência de Arboviroses.
A informação foi dada pela ministra Nísia Trindade na manhã desta quinta-feira, 1º de fevereiro, durante a abertura da 1ª reunião ordinária da Comissão de Intergestores Tripartite, realizada na sede da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), em Brasília.

“Diante de um quadro de preocupação (da dengue) e, para que possamos agir de uma forma mais célere, organizando o sistema de saúde, o Ministério da Saúde decidiu estabelecer um Centro de Operações e Emergência, de maneira a coordenar essas ações e também junto a outros ministérios importantes nesse momento”, disse Nísia Trindade.

“Quero fazer aqui um chamamento público para a união de todo o país neste momento. para proteger nossa população e para prevenir, uma vez que sabemos que a maior parte dos focos [do Aedes aegypti], mais de 75%, se encontra nas casas”, disse a ministra. “Apenas com essa união podemos avançar no sentido de estarmos protegendo nossa população desse quadro de dengue e, possivelmente, de outras arboviroses.”
“A vacina é esperança, é instrumento fundamental, mas não é resposta para um momento de crise”, disse a ministra. “É hora de prevenir e cuidar. A dengue é uma doença para a qual o Sistema Único de Saúde (SUS) pode operar de forma eficiente, evitando mortes. Isso tem que ser uma tônica nossa neste momento”, concluiu Nísia Trindade.

Chuva, água parada e lixo espalhado criam o ambiente perfeito para a proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, doença que se tornou epidemia em nosso país. Segundo o Ministério da Saúde, até ontem, 217.481 mil casos prováveis de dengue foram registrados no país, o que dá uma taxa de incidência de 107,1 casos para cada grupo de 100 mil habitantes. Em comparação com janeiro do ano passado, com 65.366 casos, o aumento é de 232,7%.

O cenário crítico da doença no país coincide com o início do período chuvoso e das altas temperaturas do verão. A Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou um alerta sobre o aumento das arboviroses em razão do desequilíbrio climático provocado pelo fenômeno El Niño com calor excessivo e chuvas intensas.
O Distrito Federal lidera o ranking de proporção de casos de dengue computados apenas em janeiro de 2024 e conta com uma incidência de 1.108,8 a cada 100 mil pessoas, número quase quatro vezes maior do que o segundo colocado na lista, Minas Gerais, que tem 284,9 de incidência. Ao todo, foram computados 31.236 casos da doença no DF e sete mortes.

Os dados da dengue foram divulgados no Painel de Monitoramento de Casos de Arboviroses do Ministério da Saúde — e atualizados às 14h17 desta quarta-feira (31/1). Foram avaliadas as incidências de casos a cada 100 mil habitantes no DF e nas demais unidades da Federação, com a capital federal ficando no topo do ranking.
Combate ao mosquito

A dengue, transmitida pela picada do mosquito Aedes aegypti, é considerada a arbovirose urbana mais prevalente nas Américas, com destaque para a incidência no Brasil. A melhor forma de combater a dengue é impedir a reprodução deste mosquito.
Todos nós temos um papel fundamental para controlar a incidência da doença. Segundo o Ministério da Saúde, é recomendado o uso de repelentes, principalmente para quem mora em bairros ou regiões com alto índice de transmissão da doença. Outras medidas que ajudam são a instalação de telas nas portas e janelas; remoção de recipientes que possam acumular água e se transformar em criadouros de mosquitos; vedação de reservatórios e caixas de água; desobstrução de calhas, lajes e ralos; além da limpeza de terrenos, jardins, quintais e vias públicas para que não haja acúmulo de lixo.

O Ministério da Saúde reforça que a principal medida é a eliminação dos criadouros do mosquito. Daí a importância de receber os Agentes de Combate a Endemias e Agentes Comunitários de Saúde, que vão ajudar a encontrar e eliminar possíveis criadouros.
Fotos: Reprodução













