Senado celebra 200 anos de sua criação com entrega da Medalha Comemorativa do Bicentenário

O presidente do Senado Federal Rodrigo Pacheco, abriu as comemorações dos 200 anos do Senado, na terça-feira, 5 de março, com a entrega da Medalha Comemorativa do Bicentenário. O Senado foi criado em 25 de março de 1824, quando foi outorgada a primeira Constituição do Brasil.

A solenidade que abre a programação de eventos alusivos ao bicentenário contou com a presença do primeiro-secretário do Senado Federal e presidente da Comissão Curadora dos 200 anos do Senado Brasileiro, senador Rogério Carvalho; presidente da Casa da Moeda do Brasil, Sérgio Perini Rodrigues; e a representante do ex-presidente da República e ex-presidente do Senado Federal, José Sarney, deputada Roseana Sarney (MDB-MA).

As peças simbólicas foram cunhadas pela Casa da Moeda do Brasil em três diferentes tipos de materiais nobres, confeccionadas em vermeil (prata dourada), com o tema principal As Casas do Senado. A homenagem é uma forma de agradecimento e reconhecimento pelo apoio à atividade legislativa e política.


Receberam as medalhas os senadores e os ex-presidentes vivos do Senado. Entre os ex-presidentes do Senado que receberam a homenagem, estavam os ex-senadores Mauro Benevides (1991 a 1993), Tião Viana (2001), Edison Lobão (2001), Garibaldi Alves Filho (2007 a 2009) e Eunício Oliveira (2017 a 2019).

Também receberam a medalha na condição de ex-presidentes da Casa os atuais senadores Jader Barbalho (MDB-PA), que presidiu o Senado em 2001; Renan Calheiros (MDB-AL), que ocupou a presidência entre 2005 e 2007 e entre 2013 e 2017; e Davi Alcolumbre (União-AP), presidente do Senado entre 2019 e 2021.

A deputada federal Roseana Sarney (MDB-MA) recebeu a medalha em nome do pai, o ex-senador e ex-presidente da República José Sarney, que presidiu o Senado de 1995 a 1997, de 2003 a 2005 e de 2009 a 2013.

O presidente do Senado, senador Rodrigo Pacheco, destacou o simbolismo das medalhas para a preservação da história do país. O presidente afirmou que logo após a criação da Casa, pela primeira vez, brasileiros puderam tomar as decisões em nome de um país independente.

Ao longo dos seus 200 anos de história, lembrou Pacheco, o Congresso Nacional foi dissolvido e fechado, e parlamentares tiveram seus mandatos cassados. Também houve momentos mais recentes de ataque à democracia, como o 8 de janeiro de 2023, quando as sedes dos Três Poderes foram invadidas.

“Muitos, lamentavelmente, ainda veem a democracia como um defeito no nosso país. Discordo completamente dessa ideia. Por mais problemas que tenha o nosso Brasil (e são muitos, a começar pela brutal desigualdade social), defender a democracia significa, antes de mais nada, ter fé e acreditar no potencial de nosso povo. O Brasil e o brasileiro não precisam de tutela nem de tutores. Por isso é tão importante a cerimônia de hoje. É preciso reforçar os nossos símbolos e ter orgulho do que eles significam”, disse Pacheco.

O senador Jader Barbalho, falou em nome de todos os ex-presidentes. Fez uma homenagem a Sarney, que, na sua visão, atuou à frente da Casa em um momento difícil de transição política do país, após a ditadura. Para Jader Barbalho, um país, para ter cidadania, precisa cultivar sua história, e a história do Senado, nestes 200 anos, se confunde com a história do Brasil.

“Esta Casa efetivamente representa a Federação, porque é igualitária na representação dos estados. Que esta festa possa representar a renovação dos cumprimentos do Senado Federal com a democracia brasileira, com a luta pelo combate à desigualdade social e pela manutenção firme das nossas liberdades”, declarou o ex-presidente e atual Senador Jader Barbalho.

O presidente da Casa da Moeda, Sérgio Perini Rodrigues, disse que a comemoração é uma forma de reconhecer e enaltecer a relevância das instituições que moldaram e continuam a moldar o Brasil. Para ele, as medalhas eternizam em metais nobres os momentos marcantes que definiram a história do Senado.

“O Senado é uma pedra angular da democracia brasileira. As decisões do debate que ocorre nestas dependências não apenas influenciam, mas definem a trajetória do nosso país, promovendo a estabilidade política e a justiça social. Neste momento de celebração, ao lançarmos a medalha comemorativa em alusão aos 200 anos do Senado Federal, reafirmamos nosso compromisso com os valores democráticos e com a preservação da história nacional”, afirmou Sérgio Rodrigues.
Medalhas Comemorativas ao Bicentenário do Senado


As medalhas do bicentenário do Senado, com tiragem limitada, têm numeração no bordo e possuem certificado de autenticidade fornecido pela Casa da Moeda do Brasil. Ao todo, foram produzidas 120 medalhas de prata dourada, 120 de prata e 400 de bronze. Cem das medalhas de bronze serão colocadas à venda a preço de custo. A data de início da venda ainda não foi definida.




As Casas do Senado

A série tem como tema “As Casas do Senado”. São três modelos diferentes, cada um deles retratando uma das sedes ocupadas pela instituição ao longo de sua história. A versão em vermeil, recebida pelos senadores e ex-presidentes, retrata a sede atual, o Palácio do Congresso Nacional, em Brasília.

A medalha feita de prata traz a fachada do Palácio Monroe, no Rio de Janeiro, que foi sede do Senado entre 1925 a 1960. E a medalha feita de bronze traz o Palácio Conde dos Arcos, também no Rio de Janeiro, ocupado pelo Senado entre 1826 e 1925.

As fachadas são retratadas no anverso das medalhas. No lado reverso, o desenho traz elementos modernistas, característicos da arquitetura da atual Casa, com a inscrição “200 anos do Senado”. O projeto artístico foi desenvolvido por Glória Dias e a modelagem por Fernanda Costa e Érika Takeyama, da equipe da Casa da Moeda do Brasil (CMB), que cunhou todas as medalhas.


Durante a cerimônia, os cunhos usados para a produção das medalhas foram descaracterizados, como ato simbólico para assegurar a limitação da tiragem.



Fotos: Jefferson Rudy/Agência Senado e Marcos Oliveira/Agência Senado













