Fuá de Seu Estrelo é declarado Patrimônio Imaterial do Distrito Federal

O Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural do Distrito Federal (Condepac- DF) votou pela aprovação do Fuá de Seu Estrelo como Patrimônio Imaterial do Distrito Federal. A definição faz com que o grupo seja o primeiro Patrimônio Imaterial genuinamente brasiliense.

Patrimônio Imaterial não se refere a lugares ou coisas, e sim aos saberes culturais passados de geração em geração, importantes para a criação de uma identidade cultural na sociedade. Fuá de Seu Estrelo se refere a saberes culturais passados de geração em geração, importantes para criação de identidade cultural na sociedade.

O registro como patrimônio imaterial foi sugerido em 2021 pelos alunos e integrantes do grupo do Centro Tradicional de Invenção Cultural, a escola do Grupo Seu Estrelo, e teve o apoio de artistas locais, mestres e mestras da cultura popular e de estudiosos como o historiador Luiz Antônio Simas, a líder religiosa Mãe Baiana de Oyá e o mestre Manoelzinho Salustiano.
Em 2024, o Fuá de Seu Estrelo completa 20 anos, o que significa 1/3 da idade de Brasília. Para Tico Magalhães, capitão e fundador do grupo, a conquista do título é “revolucionária e ousada”.

Manoelzinho Salustiano, mestre da cultura popular e doutor honoris causa da Universidade de Pernambuco (UPE), referência na construção da brincadeira de Seu Estrelo, acredita que o título vai trazer ainda mais potência ao grupo.
“Samba Pisado é uma cultura pura que só existe em Brasília, não existe em outro lugar do Brasil, nem do mundo, é um patrimônio vivo da cidade. Eu espero que isso seja reconhecido porque é no reconhecimento que a gente se fortalece e mantém viva a cultura de terreiro, a cultura do Samba Pisado”, afirma Manoelzinho Salustiano.
O Fuá de Seu Estrelo

O Fuá de Seu Estrelo, além de ter um samba singular, representa o Cerrado por meio do real e do imaginário em suas apresentações e festejos. A raiz da tradição é o “Mito do Calango Voador” e outras histórias do Cerrado, escrito por Tico Magalhães.
O ponto de encontro do grupo é o Terreiro do Centro Tradicional de Invenção Cultural no Setor de Embaixada, na 813 Sul.
Depois de inventar uma nova forma de fazer teatro, com fantasias lúdicas e um jeito puramente brasiliense, e ao apresentar ao Brasil um novo samba, Tico Magalhães acredita que a cultura popular tem espaço para crescer.
Fotos: Bruno Jungmann













