Dia de São José: o Pai, Esposo, Protetor, Provedor e Guardião do Redentor

Celebramos neste 19 de março o Dia de São José: o Pai, Esposo, Protetor, Provedor e Guardião do Redentor. Neste dia, a Igreja, espalhada pelo mundo todo, recorda solenemente a santidade de vida do seu patrono. 

A grande característica de José foi sua obediência a Deus e o seu silêncio, sua capacidade de superar as dificuldades e de se lançar como instrumento nas mãos de Deus para que Jesus pudesse crescer em graça e sabedoria.

O Papa Pio XII o apresentou como “Padroeiro dos Operários” e São João Paulo II como “Guardião do Redentor”. Com tantos títulos, São José não perde a marca que o eternizou para os cristãos: o pai humilde e Pai celeste na terra.

Por ocasião do 150º aniversário da declaração de São José como padroeiro Universal da Igreja Católica, Papa Francisco o  identificou o santo como o homem que amou Jesus com o coração de pai. “Pai amado, Pai na ternura, Pai na obediência, Pai no acolhimento, Pai com coragem criativa, Pai trabalhador”.

A imagem do José como santo foi construída pela sua história de vida. Após longa viagem para o recenseamento, de Nazaré a Belém, José estava ao lado de Maria quando Jesus nasce em um estábulo: José, pai e companheiro. Recebe e admira os presentes recebidos pelos reis magos: José, pai e acolhedor. Em sonhos é avisado das intenções de morte do rei Herodes e foge com a família para o Egito: José, pai atento e protetor.

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São José: o José Pai, Protetor, Provedor e Guardião do Redentor

Nos Evangelhos José é apresentado como o homem para quem Maria estava prometida. Tanto no Evangelho de Mateus como no Evangelho de Lucas, destaca-se que José é descendente do Rei Davi, para que se cumpra a profecia em que o Salvador nasceria da Casa de Davi.

Em Mateus, logo encontramos o ‘homem justo’. Aquele que pensava em abandonar Maria em silêncio para não a prejudicar. Mas imediatamente já se apresenta “aquele que ouve”. José, em sonho, é inspirado por Deus, para receber Maria como esposa, pois o filho em seu ventre “é obra do Espírito Santo” (Mt 1,20)”.

São José é muito admirado pelos católicos. É padroeiro de Dioceses, de Igrejas, de seminários. Alguns estados brasileiros têm São José como Padroeiro, como o Amapá e o Ceará. E as cidades de São José dos Pinhais, no Paraná; São José, em Santa Catarina; São José das Missões, no Rio Grande do Sul e São José dos Campos, em São Paulo.

O santo também empresta seu nome para batizar ruas, bairros e casas de comércio, o que demonstra que o povo tem um grande carinho pelo santo. Sua devoção se estende ao mundo do trabalho, ao inspirar vocações, e passa pela família, por seu exemplo como protetor da Sagrada Família e em muitas outras situações.

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Sagrada Família: Jesus, Maria e José

“Ó glorioso São José, a quem foi dado o poder de tornar possíveis as coisas humanamente impossíveis, vinde em nosso auxílio nas dificuldades em que nos achamos. Tomai sob a vossa proteção a causa que vos confiamos, para que tenha uma solução favorável. (Fazer o pedido)

Ó São José muito amado, em vós depositamos toda nossa confiança. Já que tudo podeis junto a Jesus e Maria, mostrai-nos que a vossa bondade é igual ao vosso poder.

São José, a quem Deus confiou o cuidado da Sagrada Família, protegei, amparai e providenciai esta causa que peço agora.

Saúde física e psíquica… São José, Providenciai.

Emprego…São José, Providenciai.

Cura das feridas da alma…São José, Providenciai.

Harmonia na vida familiar…São José, Providenciai.

Restauração do Matrimônio…São José, Providenciai.

Solução na justiça…São José, Providenciai.

Amparo na velhice…São José, Providenciai.

O pão nosso de cada dia…São José, Providenciai.

Estabilidade na vida financeira…São José, Providenciai.

São José, alcançai-nos a graça de vivermos e morrermos no amor de Jesus e Maria.

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Conheça a história de São José: o pai terreno de Jesus e protetor dos trabalhadores

A menção mais antiga sobre o culto a São José, no Ocidente, deu-se por volta do ano 800, no norte da França. No dia 19 de março, lê-se: “Ioseph sponsus Mariae”. A referência a José, esposo de Maria, tornou-se cada vez mais frequente entre os séculos IX e XIV. No século XII, os Cruzados construíram uma igreja em sua honra, em Nazaré. No entanto, no século XV, o culto a São José começou a se difundir graças a São Bernardino de Sena e, sobretudo, a João Gerson (+1420), chanceler da basílica de “Notre Dame” de Paris: ele manteve o desejo de dedicar, de modo oficial, uma festa a São José.

A partir de 1480, com a aprovação do Papa Sisto IV, começou-se a celebrar a sua festa em 19 de março, que, depois, passou a ser obrigatória, em 1621, com o Papa Gregório XV. O Papa Pio IX, em 1870, declarou São José padroeiro da Igreja Católica. Por sua vez, João XXIII, em 1962, inseriu seu nome no Cânon Romano da Santa Missa.

O Papa Francisco aprovou sete novas invocações na Ladainha de São José: Guardião do Redentor, Servo de Cristo, Ministro da salvação, Amparo nas dificuldades, Patrono dos exilados, Patrono dos aflitos, Patrono dos pobres.

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São José: protetor e provedor do Menino Jesus, é celebrado em 19 de março

José pôs-se a serviço do plano de salvação, cuidando da Sagrada Família, que Deus lhe confiou: foi um servo atencioso no momento da Anunciação; um servo prudente ao cuidar de Maria e do Menino, que carregava no seu seio; defensor da Família no momento de perigo. Estes são apenas alguns aspectos da figura de São José, que explicam por que o povo santo o venera com particular devoção.

José ensinou Jesus a andar, segurando-o pela mão. Jesus viu a ternura de Deus em José, homem justo. Em José, Jesus viu um homem de fé, que sabia encarar a vida com esperança, porque, em meio às tempestades, Deus permanece firme no leme do barco da vida.

O desígnio de Deus foi revelado a José em sonhos e a sua resposta sempre foi pronta: no momento da Anunciação do Senhor; quando Herodes queria matar o Menino; após a morte de Herodes. José era guiado por Deus e obedecia. Jesus respirou esta “submissão” filial a Deus e aprendeu a obedecer a seus pais.

A figura de José é apresentada como um homem respeitoso, delicado, capaz de colocar a dignidade e a vida de Maria acima de tudo, até mesmo da sua reputação. José aceita tudo, ciente de que é guiado pela providência de Deus; entende que a vida se revela na medida em que acolhe o plano de Deus e se reconcilia com seus desígnios. Eis o realismo cristão: acolher em Deus a própria história, para acolher o próximo.

Diante das dificuldades, José sempre encontrou recursos mais inesperados. Ele é o homem através do qual Deus desenvolve os primórdios da história da salvação; os obstáculos não impedem a audácia e a obstinação deste homem, justo e sábio. Deus confia neste homem, como confiou em Maria. Por isso, ele foi o Custódio da Sagrada Família: a de Nazaré e a de hoje, que é a Igreja.

O trabalho, entendido como participação na obra de Deus, foi desempenhado por José na sua vida e o ensinou ao seu filho Jesus: a importância do trabalho é a origem de uma nova “normalidade”, da qual ninguém está excluído. A obra de São José recorda que o próprio Deus, feito o homem, não deixou de trabalhar, pois o trabalho é a garantia da dignidade humana.

Ser pai significa preparar o Filho às experiências da vida, à realidade, sem o prender, deter, tomar posse dele, mas fazer com que ele seja capaz de fazer suas escolhas, ser livre e poder partir. A lógica do amor é sempre a lógica da liberdade: a alegria de José é doar-se. Ele se tornou inútil e viveu na sombra, para que seu Filho pudesse emergir.

Fotos: Reprodução