Sexta-Feira da Paixão: silêncio de respeito, amor e gratidão pela entrega do Senhor por nós

A Igreja recorda nesta Sexta-feira Santa a Paixão e Morte de Jesus. Neste dia, a Igreja vive um grande silêncio, não é um silêncio de luto, pois sabemos que Jesus está vivo, mas um silêncio de respeito e gratidão pela entrega do Senhor por nós. A Igreja adora a Cruz de Jesus que morreu para nos salvar.
Independente da religião, a Sexta-Feira da Paixão é um chamamento à reflexão a cerca de nossos atos. Jesus Cristo foi elevado na Cruz para que por Vossas Santas Chagas, sejam curadas as de nossa alma.
Senhor, que cada gota do Teu Sangue Precioso caia sobre as enfermidades e proporcione a todos cura física e conversão. Tu és Fortaleza e refúgio, o Senhor da nossa vida que tudo podes. Jesus Cristo, tende misericórdia de todos nós e perdoa o mundo.
Nesta Sexta-Feira Santa celebramos a Paixão e Morte de Jesus. Um dia de profundo respeito e meditação diante da dolorosa morte do Senhor. A oração, o respeito e o jejum devem marcar este momento tão sagrado.

“Compadecei-vos de nós, Santa Cruz de Jesus Cristo. Afastai de nós toda arma cortante, Santa Cruz de Jesus Cristo. Livrai-nos dos acidentes corporais, Santa Cruz de Jesus Cristo. Toca na nossa situação presente, nas nossas feridas e reitera a nossa saúde física e espiritual, Santa Cruz de Jesus Cristo. Santa Cruz de Jesus Cristo, fazei com que o espírito malígno se afaste de todos nós por toda nossa vida e por toda eternidade. Conduzi-nos Jesus à vida eterna. Amém”.
Ó Jesus, pelos méritos de Vossa Paixão, Morte e Ressureição, dai-nos a graça de viver os frutos da nossa redenção. Amém.
Ao celebrar a Paixão do Senhor e contemplá-lo na cruz não podemos esquecer a humanidade crucificada hoje, sobretudo os mais pobres. Dentre muitas situações, lembramos o Sudão, o conflito entre Palestina e Israel, a guerra na Ucrânia e tantos outros conflitos pelo mundo.
Nesta Paixão de Jesus também olhamos para a humanidade sofrida, que sofre a sua paixão. Contemplamos o sofrimento das vítimas.

“Ó Mãe de Jesus e nossa Mãe, Senhora das Dores, nós vos contemplamos pela fé, aos pés da Cruz, tendo nos braços o corpo sem vida do Vosso Filho. Vós sois a Mãe das Dores, companheira, peregrina e solidária. Recolhei em vossas mãos os anseios e as angústias do povo sofrido, sem paz, sem pão, sem teto, sem direito de viver dignamente. E com Vossas Graças fortalecei aqueles que lutam por transformações em nossa sociedade. Dai-nos o Vosso auxilio para que possamos converter as lutas diárias em vitórias e as dores em alegria. Rogai por nós, ó Mãe, porque não sois apenas a Mãe das Dores, mas também a Senhora de todas as graças. Amém. Que todos os pensamentos de cura se tornem realidade. Assim Seja. Amém.!!!”
A Sexta-Feira Santa nos convida a refletir sobre a Paixão e Morte do Senhor, a meditar sobre a palavra de Deus e adorar a Santa Cruz, porque o maior “Eu Te Amo” da história foi dito em silêncio em uma Cruz, para provar que o amor verdadeiro é vivido, e não falado.

Neste dia devemos Adorar a Cruz: projeto de morte de todos os males do mundo. Na celebração desse dia somos convidados a prestar a nossa Adoração da Cruz. Estamos diante da pessoa de Jesus, do Cristo crucificado e do mistério significado por esta morte por nós.
O Ungido por Deus voluntariamente carregou os nossos pecados e de toda a humanidade sobre Seus ombros, sofreu a dor e a agonia da terrível coroa de espinhos, das lanças que transpassaram suas mãos e seus pés e cortaram os seus ossos, para nos livrar da ignorância que origina a Dor.
Ao morrer inocente por amor a humanidade Jesus ressurgiu entre os mortos para conforto e esclarecimento dos corações terrenos. “Quem de mim se alimenta, por mim viverá”. -Jo 6,52-59-
Da Cruz, “cátedra de Deus”, o Senhor ensina-nos que a verdadeira glória, aquela que nunca tem fim e que nos torna felizes, é feita de dom e perdão. Dom e perdão são a essência da glória de Deus. E são para nós o caminho da vida.
Vamos agradecer e relembrar os sacrifícios de Nosso Senhor Jesus Cristo em prol da humanidade, que antecede seu retorno, no Domingo de Páscoa. Morte e Vida. Dor e Esperança. Cristo nos ensina, em seus últimos dias, seguido por sua ressureição, a prevalência da caridade e da compaixão como guias de uma existência temente a Deus.
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