André Kubitschek: bisneto de JK e herdeiro do brilho, liderança e gestos nobres de Dona Sarah

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André Kubitschek, vice-presidente do Memorial JK, com os pais Anna Christina e Paulo Octávio

Falar em Brasília, cidade que JK nos presenteou, é reverenciar Dona Sarah Kubitschek, uma pessoa de gestos nobres que foi o braço direito de Juscelino e desempenhou importante papel na construção de Brasília. Ela foi idealizadora do Memorial JK, inaugurado em 12 de setembro de 1981, o guardião de relíquias que contam a história por trás da epopeia da cidade, da vida e obra do presidente que ousou erguer Brasília no meio do Cerrado.

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Presidente Juscelino Kubitschek e a primeira-dama Sarah Kubitschek

Em pleno regime militar, a ex-primeira-dama foi procurar o general João Figueiredo no Palácio do Planalto para reivindicar um espaço para homenagear seu marido, JK, cassado pela Revolução, em junho 1964. Se não fosse seu jeito suave, determinado e forte de Dona Sarah Kubitschek não existiria hoje o Memorial JK, em Brasília.

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Sarah Kubitschek com o Presidente Figueiredo na inauguração do Memorial JK -12 de setembro de 1981

Dona Sarah mudou-se do Rio de Janeiro para Brasília, em companhia das filhas Márcia e Maria Estela e acompanhava as obras praticamente todos os dias. Na conclusão da casa em homenagem ao marido Dona Sarah, distribuiu simpatia e foi aplaudida por populares.

Sarah Kubitschek era uma mulher carismática, corajosa, determinada, acessível, elegante em todas as suas ações, que preferia oferecer gestos com amor do que recebê-los. Filha de politico e esposa do maior estadista brasileiro manifestava o poder, não o que exercia politicamente, mas o poder da nobreza e simplicidade em expressar o cuidado com cada ser humano que se aproximava.

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Sarah Kubitschek: personagem política brasileira

Dona Sarah dedicou seu tempo e talento a projetos sociais que mudaram a vida de milhares de pessoas carentes.  Ela mostrava a força que tais atitudes promovem. Era a prova que o que vale de verdade é o que fazemos, independente do cargo, da circunstância, dos dias; mas sempre buscando a ser melhor pra si e para com os outros sem esperar nada em troca.

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Presidente Juscelino Kubitschek e Dona Sarah com Dilermando Reis, Francisco Assis Barbosa e Antonio Houaiss

Dona Sarah estava sempre disposta a ajudar, a apoiar vidas em perigo e semear esperança no coração das pessoas. Ela criou a Associação das Pioneiras Sociais que tem como legado o Centro de Reabilitação Sarah Kubitschek, criado em 1960 e referência no atendimento de reabilitação no país.

Era maravilhoso ver o quanto ela se doava e contribuía de alguma forma a fazer algo melhor seja por quem for; em palavras, que são gestos também, representando sempre disposição para aconselhar, e ouvir cada coração contrito. Sua simpatia era contagiante. Mesmo com tantas atribuições, não se negava a auxiliar, a semear esperança e empatia por onde passava.

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Sarah Kubitschek: idealizadora da Igrejinha N.S. de Fátima em Brasília, ao lado de JK na primeira missa celebrada por Dom Armando Lombardi

Bondosa e devota da Virgem Santíssima, mãe de Jesus, pediu que Juscelino construísse a Igrejinha de Nossa Senhora de Fátima. O primeiro templo religioso de Brasília foi projetado por Oscar Niemeyer e revestido com azulejos de Athos Bulcão. Uma obra de arte e recanto de fé e contemplação.

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Igrejinha N. S. de Fátima, primeiro templo religioso inaugurado em Brasília por iniciativa de Dona Sarah

Nossa Senhora de Fátima é reverenciada em Brasília na Igrejinha da 307/308 Sul e no Santuário de Nossa de Fátima, 906 Sul, Plano Piloto em Brasília.

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Presidente Jk e Dona Sarah em Diamantina

Essa era Dona Sarah Luiza Lemos Kubitschek de Oliveira, a inigualável e eterna primeira-dama do país, primeira-dama de Minas Gerais e primeira-dama de Belo Horizonte. O braço direito e esteio do presidente Juscelino Kubitschek. Uma mulher que não só brilhava como iluminava caminhos e mentes.

Dona Sarah deixou Brasília de luto em fevereiro de 1996, mas continua viva e inspirado os corações que tiveram o privilégio de conviver e partilhar de seus conhecimentos e virtudes. Eu tive o privilégio de conhecê-la em 1986 e fiquei encantada com ela.

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Dona Sarah Kubitschek conhecendo o seu bisneto, filho de Anna Christina e Paulo Octávio

Anos depois tenho a grata surpresa de observar o brilho, o carisma, a empatia e gestos nobres de Dona Sarah em seu bisneto André Octávio Kubitschek Barbará Alves Pereira, filho de Anna Christina e Paulo Octávio. Anna preside desde 2000 o Memorial fundado por sua avó, é a dedicada e competente guardiã da história do Brasil.

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Anna Christina Kubitschek Pereira: a guardiã do Memorial Jk desde o ano 2000

Dona Sarah doava o melhor de si, transformava a realidade para que outros tivessem uma vida melhor. E André Kubitschek herdou da bisavó o olhar compreensivo, atitude nobre e admirável de aprimorar os melhores sentimentos, as maiores atitudes de dedicação para fazer o bem. Sem falar na sua beleza, inteligência, simpatia e atenção com todos.

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André Kubitschek: herdeiro do brilho, carisma, empatia e gestos nobres de Dona Sarah, sua bisavó

Como mãe imagino como o coração de Anna Christina Kubitschek transborda de alegria em ver seu filho sendo admirado e comparado pelos melhores predicados de sua avó e com um futuro espetacular pela frente para honrar o legado da família.

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André Kubitschek: bisneto de JK, no Centro de Educação da Primeira Infância (Cepi) Sarah Kubitschek, em Sol Nascente
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André Kubitschek: bisneto de JK e herdeiro do brilho, liderança e gestos nobres de Dona Sarah
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André Kubitschek: bisneto de JK, é herdeiro dos gestos nobres de Dona Sarah
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André Kubitschek: bisneto de JK e herdeiro da generosidade de Dona Sarah

Fotos: Arquivo Pessoal, Orlando Brito e Reprodução