Pinguim: pássaro marinho de habilidade única é celebrado em 25 de abril

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Pinguins imperadores no gelado Mar de Ross, na Antártida

Hoje, dia 25 de abril, é comemorado no mundo todo o Dia do Pinguim. A data tem o objetivo de conscientizar a importância dessas aves e os desafios que elas têm enfrentado ao longo dos anos em seus habitat naturais.

A data especial para o pinguim foi criada por cientistas da estação McMurdo, centro de pesquisa norte-americano na Ilha Ross, na Antártida. É um chamado para lembrarmos sobre as ameaças que essas aves marinhas enfrentam e para pedir apoio para a conservação das espécies de pinguins.

Os pesquisadores notaram que muitos da espécie pinguins-de-adélia retornavam todos os anos, justamente no dia 25 de abril, ao mesmo local de onde partiram e então iniciavam seus rituais de acasalamento. Por isso, decidiram definir este como o “Dia Mundial dos Pinguins”.

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Pinguins de Adélia: inspiradores da homenagem e rituais de acasalamento

Os pinguins são animais muito conhecidos e adorados por sua aparência e habilidades únicas. São pássaros marinhos, encontradas principalmente no Hemisfério Sul, Por conta de suas asas curtas, não podem voar e passam quase toda sua vida dentro d’água.

Esses pequenos animais tem enfrentado diversos problemas, como as mudanças climáticas, poluição, derramamento de óleo, pesca excessiva e a perturbação humana.

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Dia do Pinguim: aves que partilham o cuidado das crias em sistema de revezamento

O aquecimento global, por exemplo, afeta diretamente suas vidas, pois dependem do gelo para se alimentar e se reproduzir. O derretimento do gelo marinho está causando uma diminuição da população de pinguins e no futuro pode levar até mesmo à extinção da espécie.

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Filhotes de pinguins-de-adélia na Antártica correm risco de morrer de fome

Os pinguins das Ilhas Galápagos e os pinguins de olho amarelo são as raças de pinguins que se encontram mais perto da extinção. 

Os pinguins são aves marinhas não-voadoras, que vivem quase exclusivamente abaixo do equador. Podemos encontrar alguns destes ilhéus em climas mais quentes, mas a maioria – incluindo o imperador, adélie, chinstrap, e pinguins-gentoo – vive na Antárctida gelada e nos arredores. Uma camada espessa de gordura de baleias e plumas oleosas e bem embaladas protegem-nos de temperaturas mais frias.

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Incrível nascimento de um pinguim

As fêmeas vêm a terra pôr os seus ovos e criar os pintos. A maioria delas fica com o seu companheiro por muito tempo e põe apenas um ou dois ovos de cada vez. Os pais revezam-se na tarefa de manter os ovos quentes, e quando estes eclodem, alimentam e protegem os nados.

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Fêmea de pinguim transfere ovo para o macho cuidar

Durante algumas semanas por ano, milhares de aves bebés esperam em grupo enquanto os progenitores procuram alimento para as suas crias. Quando a mãe e o pai regressam, os pintos ouvem a frequência sonora única da sua chamada, permitindo-lhes reunir-se numa multidão grande e barulhenta.

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Pinguins são monogâmicos e reconhecem-se pelo grasnido

Ao contrário de algumas aves cujas penas vão caindo aos poucos, os pinguins perdem-nas todas de uma só vez durante um processo chamado de “muda catastrófica”. Uma curiosidade: os pinguins não podem caçar sem as suas penas à prova de água.

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Curiosidades sobre pinguins: aves marinhas de aparência e habilidades únicas

Os pinguins são monogâmicos e reconhecem-se pelo grasnido.

São aves marinhas que não voam e que podem passar 75% das suas vidas na água, onde são exímios nadadores e se alimentam a cerca de 18 metros de profundidade. 

Existem 17 espécies de pinguins no mundo e 4 delas ocorrem no Brasil. O pinguim-de-magalhães é a espécie mais comum, pois o sul do Brasil é uma importante área de alimentação para eles e podem ser vistos na beira da praia nos meses de inverno.

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Pinguim-de-magalhães: aves comuns no sul do Brasil devido fartura de alimentos

Das 17 espécies, mais da metade delas está ameaçada ou quase ameaçada de extinção, segundo a UICN. As principais causas para esse problema são mudanças climáticas, interações com pesca e poluição por óleo.

Algumas espécies só saem da água para a mudança ou para reprodução, que acontece uma vez por ano.

As crias lutam entre si enquanto se mantêm quentes sobre as patas dos progenitores. Quando regressam ao local de acasalamento, as fêmeas partilham o cuidado das crias com os seus parceiros, revezando-se para que ambos possam alimentar-se de peixe. Os progenitores que ficam para trás costumam manter-se juntos, permitindo interações entre as crias.

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Pinguim: características, reprodução e alimentação dessas aves encantadoras

Antes de partir para o mar, uma fêmea ajuda o parceiro a transferir o ovo para as suas patas. A operação delicada tem de ser rápida para o ovo não congelar. Embora ela se ausente durante dois meses, os laços do casal permanecem fortes e eles voltarão a juntar-se em Agosto.

Em finais de Julho, garras minúsculas, um olho e um tufo de penas húmidas tornam-se visíveis quando a cria começa a quebrar a casca do ovo – um processo que pode demorar várias horas. Entretanto, o progenitor vai espreitando para o interior da bolsa, acompanhando os progressos.

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Pinguim: pássaro marinho de habilidade única é celebrado em 25 de abril

As penas densas de um pinguim-imperador selam-se, impedindo a água de entrar e retendo o ar numa camada inferior penugenta. Quando libertado, o ar reveste a ave sob a forma de bolhas lubrificantes.

Depois de caçarem alimento para as suas crias, pinguins adultos nadam à superfície, enchendo a plumagem de ar. Depois, mergulham bem fundo, ganham velocidade e nadam na direção do buraco de saída.

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Pinguim-rei amarelo: espécie rara

São animais sociais que vivem em grupos e que podem chegar aos milhares.

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Colônia de Pinguins-rei: Ilhas Príncipe Eduardo – África do Sul

Fotos: Paul Nicklen e Thomas P. Peschak/ National Geographic