Sarney, ex-presidente da República, celebra 94 anos com protagonismo em alta

O ex-presidente da República José Sarney, celebrou seus bem vividos 94 anos, em sua bela mansão na Península dos Ministros, no Lago Sul, bairro nobre de Brasília, ao lado da esposa, Dona Marly, e dos filhos Roseana, Fernando e Sarney Filho, netos, amigos e incontáveis admiradores.

Sarney, um mestre na arte de dialogar, conquistou rara unanimidade política e no alto de seus 94 anos, o ex-presidente do Congresso Nacional e governador do Maranhão, continua com protagonismo em alta devido o prestígio de personalidades importantes do Brasil.

A festa do mais longevo ex-presidente da República brasileira, contou com a presença da elite política do país, incluindo governo e oposição, ministros de tribunais superiores, governadores, senadores, deputados e outras presenças ilustres.


O renomado aniversariante ficou mais de duas horas em pé para receber cumprimentos dos inúmeros convidados, circulou pelos ambientes da festa e agradeceu cada um pela presença. A disposição do político maranhense foi elogiada.


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi representado pelo vice Geraldo Alckmin, pelo líder de governo no Senado, Jaques Wagner e senador Randolfe Rodrigues, líder do governo no Congresso Nacional.


Também estavam lá o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco; o presidente da Câmara deputado Arthur Lira; ministros do STF Flávio Dino; Cristiano Zanin; Nunes Marques; o governador do DF Ibaneis Rocha e a vice Celina Leão; o governador do Maranhão Carlos Brandão e a esposa Larissa Brandão; o presidente do TCU ministro Bruno Dantas com a esposa Camila Camargo.





Os ministros do governo Lula: Fernando Haddad (Fazenda); José Múcio (Defesa); Alexandre Padilha (Relações Institucionais); Jader Barbalho Filho (Cidades); Waldez Góes (Desenvolvimento Regional); André Fufuca (Esportes); o maranhense Juscelino Filho (Comunicações); e Esther Dweck (Gestão), também foram abraçar o ilustre cidadão brasileiro.





Também compareceram na festa dos 94 de Sarney: os ministros do STJ Humberto Martins e Reynaldo da Fonseca; a presidente do PT, deputada Gleisi Hoffmann; o presidente do MDB, deputado Baleia Rossi, e os deputados federais Lindbergh Farias; Aguinaldo Ribeiro relator da reforma tributária; deputado Aécio Neves; e os três pré-candidatos à Câmara: Marcos Pereira, Antônio Brito e Isnaldo Bulhões.



Sarney, que presidiu o Senado Federal por três ocasiões, foi abraçado pelos ex-presidentes: Mauro Benevides, Eunício Oliveira e Renan Calheiros. E, também, por ex-senadores, por diplomatas, desembargadores e empresários de Brasília.






A festa do maranhense José Sarney, ativo no debate político do país, começou às 19h30 e até a meia noite ainda tinha convidados brindando a existência do brasileiro com trajetória singular. Um encontro com antigos adversários, abraços, afagos e muita articulação política. Afinal, ele é um mestre neste assunto.


Fotógrafos atentos estavam ansiosos pela chegada do ministro do Supremo, Flávio Dino. Sarney e ele foram os maiores rivais na política do Maranhão. Também registram o encontro dos ex-senadores do DF: Luiz Estevão, Paulo Octávio, José Roberto Arruda e Gim Argello. Adversários de legendas, mas unidos em prol do desenvolvimento de Brasília e na defesa da democracia.
Trajetória de José Sarney

José Sarney de Araújo Costa, nascido José Ribamar Ferreira de Araújo Costa; nasceu em 24 de abril de 1930, em Pinheiro, Maranhão. É casado com Marly Sarney desde 1952 e com ela tem três filhos. Formado em direito pela Universidade Federal do Maranhão em 1953 é também jornalista e escritor.

A vida e trajetória do brasileiro singular, se funde à própria trajetória do país, do movimento estudantil — no qual militou em 1945 — contra a ditadura de Getúlio Vargas até os dias atuais. Sarney foi admirado por ninguém menos que Juscelino Kubitschek e continua com com protagonismo em alta.

Foi o compromisso com a democracia que aproximou Sarney do ex-presidente da República Juscelino Kubitschek, no fim da década de 1960. O encontro entre JK e Sarney ocorreu em 12 de dezembro de 1968 – um dia antes do Ato Institucional nº 5, o mais brutal do regime militar.

Em um jantar realizado naquela noite em São Luís, o então governador do Maranhão enalteceu a grandeza política do ex-presidente da República, além de fazer uma forte defesa da democracia. O gesto de Sarney comoveu JK, que confidenciou ao maranhense: enquanto em Minas Gerais o governador Israel Pinheiro, correligionário e figura histórica da construção de Brasília, pedia a ele para entrar despercebido no Palácio da Liberdade, Sarney, seu adversário político, o recebia publicamente, com toda as honrarias.

José Sarney é imortal da Academia Brasileira de Letras, autor de dezenas de livros, incluindo romances e contos. Neste mês de abril se tornou Acadêmico do Instituto Histórico Geográfico do Distrito Federal.

No ano passado, durante o segundo turno das eleições presidenciais, Sarney decidiu apoiar um antigo opositor e declarou voto em Lula. O ex-presidente denunciou o autoritarismo de Bolsonaro e o comparou com líderes da extrema direita e de regimes totalitários. “Esse voto não é para quatro anos de governo: é um voto para o destino do Brasil. O voto em Bolsonaro é voto contra as instituições, que terá como consequência anos de autocracia, um regime de força, construído na mentira sistemática e no abuso do poder.”

Antes da presidência, Sarney foi eleito deputado federal, governador do Maranhão e senador. Durante a abertura política, no pós-ditadura, foi lançado como vice-presidente na chapa encabeçada por Tancredo Neves.


Filiado ao Movimento Democrático Brasileiro, após a vitória na eleição indireta, serviu como o 20.º Vice-presidente do Brasil e assumiu interinamente o poder em 15 de março de 1985, após Tancredo se afastar para tratar uma enfermidade. Com a morte de Tancredo, em 21 de abril daquele ano, foi efetivado no cargo e se tornou o 31.º Presidente do Brasil, deixou a presidência em março de 1990, quando passou a faixa presidencial para Fernando Collor, primeiro presidente eleito por voto popular após a ditadura.




Em sua casa os convidados conferiram uma obra que eterniza a chefia do governo Federal. Com 94 anos, Sarney é o mais longevo ex-presidente da República brasileira. José Sarney é uma rara unanimidade política. Na sua lista de centenas e centenas de admiradores consta o fundador de Brasília, presidente Juscelino Kubitschek.

Fotos: Paulo Lima













