Jubileu de 2025: Um Ano Santo dedicado à Esperança e à reflexão

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2025 é Ano Jubileu: Um Ano Santo dedicado à Esperança e à reflexão

2025 é um ano especial para os católicos. É o Ano do Jubileu, o caminho da “esperança que não desilude.” O Jubileu de 2025, também conhecido como Ano Santo, é um período especial na Igreja Católica que ocorre a cada 25 anos, oferecendo aos fiéis uma oportunidade única de renovação espiritual, peregrinação e obtenção de indulgências plenárias.

O Ano Santo é um tempo no qual se experimenta que a santidade de Deus nos transforma. Por isso 2025 conclama a todos para encontrar caminhos de um tempo novo de fraternidade e de paz.

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Papa Francisco abre a Porta Santa dando início ao Jubileu 2025

A inaugurando do 28º Jubileu da história da Igreja Católica, ocorreu na noite de Natal, 24 de dezembro, quando o Papa Francisco abriu a Porta Santa da Basílica de São Pedro, com o tema “Peregrinos da Esperança”. O Jubileu se estenderá até 6 de janeiro de 2026.

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Papa Francisco abre a Porta Santa dando inicio ao Jubileu 2025: Um Ano Santo especial para os católicos

Ser um peregrino de esperança é assumir um caminho espiritual que envolve não apenas a busca de lugares sagrados, mas também uma atitude de renovação interior e compromisso com a transformação pessoal e social.

A Porta Santa é aberta apenas durante um Ano Santo (de 25 em 25 anos), simbolizando a entrada em um tempo de graça e perdão. Com a abertura da Porta Santa, a porta da esperança foi escancarada para o mundo com a mensagem: “Há esperança para todas as situações de desolação”.

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Jubileu de 2025: Um Ano Santo dedicado à Esperança e à reflexão

Francisco celebrou os 2025 anos da encarnação de Jesus Cristo, lendo o anúncio contido no Evangelho de Lucas: “Hoje, na cidade de David, nasceu-vos um Salvador, que é o Messias Senhor”.  “É esta a nossa esperança. Deus é o Emanuel, é Deus conosco. (…) A esperança não está morta, a esperança está viva e envolve a nossa vida para sempre!”

O Jubileu de 2025, chamado de Jubileu da Esperança, será marcado por um período especial de perdão, reconciliação com Deus e renovação espiritual. Os símbolos, as preces e os ritos jubilares servem como prelúdio para uma rica experiência de graça, de misericórdia e de perdão.

O Jubileu nos lembra que somos todos caminhantes nesta terra, guiados por uma promessa maior. Assim como a figueira mencionada por Jesus no Evangelho de Marcos (13, 24-32), somos chamados a perceber os sinais dos tempos e a nos prepararmos para a chegada do Reino de Deus.

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Primeiros Peregrinos passam pela Porta Santa na abertura do Jubileu de 2025, na Basílica de São Pedro

A celebração do jubileu é uma rica experiência de graça, de misericórdia e de perdão. Vivenciar o jubileu é fazer parte de um tempo de graça.  

Jubileu é um evento marcante para a Igreja Católica, celebrado a cada 25 anos, com raízes no judaísmo. Originalmente, no livro de Levítico (25:10), o Jubileu representava um ano de libertação e justiça social, com escravos sendo libertados e terras retornando aos seus donos originais. É celebrado dentro de um Ano Santo e se fundamenta na Bíblia, tanto no Antigo Testamento, de onde temos a tradição judaica, como no Novo Testamento. O Evangelista São Lucas narra em uma passagem que Jesus vai a uma sinagoga no dia de sábado e proclama um trecho do livro do profeta Isaías: O Espírito do Senhor está sobre mim, por isso ele me ungiu e me mandou anunciar aos pobres uma mensagem, para proclamar aos prisioneiros a libertação e aos cegos a recuperação da vista, para colocar em liberdade os oprimidos e proclamar um ano da graça do Senhor. (Lc 4, 18-20).

O primeiro Jubileu cristão da história foi instituído pelo Papa Bonifácio VIII, em 22 de fevereiro de 1300, chamado de “Ano Santo”, porque é um tempo no qual se experimenta que a santidade de Deus nos transforma. A sua frequência mudou ao longo do tempo: no início era a cada 100 anos; passou para 50 anos em 1343 com Clemente VI e para 25 em 1470 com Paulo II.

Em 2000 aconteceu O Grande Jubileu que celebrou os 2000 anos da Encarnação A proclamação foi feita pelo Papa João Paulo II que colocou nos jardins do Vaticano o Sino do Jubileu 2000. Várias réplicas do sino foram comercializadas por cristãos de várias partes do mundo.

A forma de celebrar estes anos também foi diferente: na sua origem, fazia-se a visita às Basílicas romanas de São Pedro e São Paulo, portanto uma peregrinação, mais tarde foram-se acrescentando outros sinais, como a Porta Santa.

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Jubileu começa com a abertura da Porta Santa pelo Papa Francisco

Também há jubileus “extraordinários”: por exemplo, em 1933 Pio XI quis recordar o aniversário da Redenção. No ano de 2015, o Papa Francisco convocou um Jubileu Extraordinário, o Ano da Misericórdia, para o período de 8 de dezembro de 2015 a 20 de novembro de 2016.

No dia 08 de dezembro de 2015, foi aberta a Porta Santa na Basílica de São Pedro, no Vaticano com a presença de dois Papas na Cerimônia: Francisco e o Papa Emérito Bento XVI, um fato inédito na história da Igreja.

Em 13 de dezembro de 2015 o Papa Francisco abriu a Porta Santa na catedral de Roma, a Basílica de São João de Latrão, e todas as Igrejas Catedrais do Mundo tiveram suas portas abertas. Mas o que é uma porta santa? “É a porta de uma igreja que se abre apenas por ocasião do Ano Santo”.

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Papa Francisco abre a Porta Santa

Fotos: Reprodução e Vatican Media