Sidônio Palmeira toma posse como ministro de Lula, critica Meta e diz que povo não vê ações do governo

O Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, empossou Sidônio Palmeira no cargo de Ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, durante cerimônia prestigiada no Palácio do Planalto, nesta terça-feira, 14 de janeiro.
A cerimônia formaliza o início da gestão de Sidônio, que nas últimas semanas fez a transição com a equipe do deputado Paulo Pimenta que deixa a Secom após dois anos no cargo. Sidônio elogiou os primeiros dois anos do governo Lula – mas disse que o “bom trabalho” não está sendo visto pela população.
O ministro afirmou que, em dois anos, Lula reorganizou o país, alcançou bons indicadores econômicos e retirou brasileiros da miséria – porém, parte da população não estaria identificando essas mudanças.
“O nosso país voltou a ser respeitado pelo mundo. Mas esse trabalho não está sendo percebido por parte da população. A informação dos serviços não chega na ponta, a população não consegue ver o governo em suas virtudes”, disse o ministro Sidônio.

O ministro lamentou as fake news e criticou as mudanças da Meta. “Medidas anunciadas recentemente pela Meta são ruins, porque afrontam os direitos fundamentais e a soberania nacional”, disse o ministro. “Defendemos a liberdade de expressão. Lamentamos que o extremismo esteja distorcendo esse conceito para viabilizar a liberdade de manipulação.”
“A mentira nos ambientes digitais, fomentada pela extrema direita, cria uma cortina de fumaça na vida real, manipula pessoas inocentes e ameaça a humanidade. Esse movimento aprofunda o negacionismo, a xenofobia e as violências raciais e de gênero”, declarou o chefe da Secom.
Sidônio Palmeira é Engenheiro, e tem carreira de sucesso na publicidade e trabalhou como marqueteiro na campanha presidencial de Lula em 2022. Ele terá o desafio de modernizar a comunicação do Executivo e de enfrentar fake news que ganham alcance nas redes sociais.
O novo ministro escolheu Laércio Portela, como secretário de Imprensa do presidente Lula e Mariah Queiroz, que trabalhou com as redes sociais do prefeito do Recife, João Campos, assumirá a Secretaria de Estratégias e Redes.
Além da comunicação do Planalto, Sidônio Palmeira irá coordenar o time de assessores dos ministérios que compõem o governo, a partir de diretrizes em comum para, segundo ele mesmo, “mostrar os feitos”.
Quem é Sidônio Palmeira

Nascido na Bahia, Sidônio é formado em engenharia e começou a carreira na área de comunicação em 1992, ao cuidar da campanha que elegeu a deputada Lídice da Mata (PSB-BA) para a prefeitura de Salvador.
Em 2006, o publicitário se aproximou do PT quando comandou a campanha vitoriosa do líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), para o governo da Bahia. Ele também participou da campanha que elegeu o ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), ao governo estadual, em 2010.
Em 2018, participou da campanha presidencial do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, contra Jair Bolsonaro. Depois, Sidônio se aproximou de Lula, em 2022, quando foi marqueteiro do petista na campanha que derrotou Jair Bolsonaro.

O ministro rebateu notícias falsas sobre as mudanças no Pix e defendeu que é preciso punir os responsáveis pela divulgação das fake news. Comentou ainda que o combate à desinformação será prioridade na sua gestão.
Segundo ele, uma das prioridades da sua gestão será se adiantar à divulgação de notícias falsas. Sidônio avalia que mentiras sobre uma suposta cobrança pelo uso do Pix para pagamentos prejudica principalmente os pequenos empresários.
“Não existe pela Constituição, impostos sobre movimentação financeira. Não existe mudança, não vai se cobrar nada. Isso é uma atitude criminosa, causa sérias consequências para quem tem comércio, negócio, quem já passa dificuldade e fica com receio por causa da fake news”, disse o ministro a jornalistas.
De acordo com Sidônio, a informação falsa está causando sérios problemas, e tem pessoas receosas de usar o método de pagamento por causa da suposta taxação. O ministro frisou, porém, que o combate à desinformação não é papel apenas da Secom, ou do governo, e que é preciso haver ações legais.
“É importante que identifique os responsáveis pela fake news. É importante que punam os culpados por isso. Pelos danos que estão fazendo ao país. E às pessoas. E, principalmente às pessoas mais simples, e isso é inadmissível”, afirmou o ministro Sidônio. O caso está sendo investigado pela Polícia Federal.
O recém-empossado ministro da Secretaria de Comunicação Social (Secom), definiu a desinformação como: “O grande mal da humanidade que está acontecendo, que fez proliferar a extrema-direita no mundo”.
Fotos: Ricardo Stuckert/PR e Marcelo Camargo/Agência Brasil













