Santo Antônio: exemplo vivo de virtudes e santidade é celebrado em 13 de junho

Hoje sexta-feira, 13 de junho, a Igreja celebra a memória litúrgica de um dos santos mais amados: Santo Antônio de Pádua, que nasceu em 1195 em Lisboa, Portugal, e faleceu na Itália em 13 de junho de 123. Antônio é um dos mais populares santos lembrado por sua generosidade com os pobres, e por um símbolo que atravessa séculos: o pão abençoado.
Incansável pregador e confessor, Santo Antônio conjugou a vida apostólica com períodos de retiro na solidão, com amor a Deus e ao próximo. Geralmente é representado com um lírio na mão e com o Menino Jesus nos braços.
Nos seus sermões mostrava a dimensão da vida cristã. Antônio falava da importância do silêncio, da calma, da solidão e do desapego dos bens materiais para escutar a Deus. Santo Antônio foi um grande mestre da vida espiritual, exemplo vivo de virtudes e santidade, um poderoso intercessor junto de Deus.
O doutor da Igreja e defensor dos pobres foi exemplo de entrega total de Deus. Quando um grupo de hereges se recusou a ouvi-lo, Santo Antônio foi à praia e começou a pregar… para o mar. Milhares de peixes emergiram e, segundo o relato, ficaram ouvindo atentamente a sua pregação.
Uma de suas ações reconhecidas pela Igreja Católica, foi quando ele doou todos os pães do convento onde morava aos pobres da região. Ao ser questionado pelos colegas, Antônio teria feito transbordar os cestos de pães.

Neste dia dedicado a ele rezemos pedindo a sua intercessão. “Deus eterno e todo-poderoso, que destes ao vosso povo Santo Antônio como insigne pregador e intercessor nas necessidades, concedei, por seu auxílio, que, seguindo os mandamentos da vida cristã, sintamos a vossa ajuda em todas as adversidades. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos”.
O “santo dos pobres” e “doutor do Evangelho” foi um verdadeiro apóstolo da caridade e da palavra de Jesus. Viveu como frade franciscano, dedicando-se à evangelização, ao amparo aos necessitados e à prática do bem, com profunda humildade. Vamos celebrar sua luz, seu exemplo e sua doçura, na pureza de sua intenção e no amor que semeava enquanto viveu.
Antônio pregava: “Quem não puder fazer grandes coisas, faça ao menos o que estiver na medida de suas forças”. Que possamos seguir esse conselho com fé e simplicidade, servindo no bem com aquilo que já temos.
Antônio é um dos santos mais venerados pela Igreja Católica no Brasil. De acordo com a Confederação Nacional dos Bispos do Brasil, o País possui 3 arquidioceses e 11 dioceses que tomam Santo Antônio por padroeiro ou titular. Também são 24 as catedrais dedicadas ao santo e 13 municípios brasileiros que o têm como padroeiro.

Diversas comunidades em todo o Brasil celebram este 13 de junho com as tradicionais trezenas de Santo Antônio e com a bênção e distribuição do pãozinho de Santo Antônio.
Em Brasília, o Santuário de Santo Antônio, na 911 Asa Sul, distribui 45 mil pães nesta sexta-feira durante missas que acontecem de hora em hora e celebrações. Ao longo do dia, os frades ficam à disposição para dar bênçãos, realizar confissões e distribuir o famoso “pãozinho abençoado”.
A história atravessou séculos e, ainda hoje, devotos costumam guardar o “pãozinho de Santo Antônio” nas despensas, como sinal de fartura para o ano todo. O pão de Santo Antônio também ganhou um papel especial nas simpatias amorosas.
Há quem o coloque dentro da gaveta, ao lado de uma foto da pessoa amada, ou até mesmo o enterre no quintal, pedindo por um casamento. A fama de ser santo casamenteiro foi atribuída após um milagre, mesmo depois de sua morte.
Santo Antônio faleceu em 13 de junho de 1231, aos 36 anos de idade, na cidade de Pádua, na Itália e foi canonizado pelo Papa Gregório IX, apenas 11 anos após sua morte devido à grande quantidade de milagres atribuídos a ele.
Oração à Santo Antônio
“Lembrai-vos, glorioso Santo Antônio, amigo do Menino Deus e servo fiel de Maria Santíssima, que nunca se ouviu dizer que alguém que a vós tivesse recorrido ou implorado vossa proteção, ficasse desatendido. É isto que me enche de confiança e me anima a recorrer à vossa proteção. Com humildade me dirijo a vós para expor minhas necessidades. Atendei a minha oração, vós que tanto podeis junto ao Coração do Cristo, e obtende-me a graça que, confiadamente, vos peço (fazer o pedido). Concluir com um Pai Nosso, um Ave Maria e um Glória.

Santo Antônio de Pádua ou Santo Antônio de Lisboa
Nascido em Lisboa em 1195, Fernando de Bulhões e Taveira de Azevedo ingressou na Ordem dos Agostinianos quando tinha 15 anos, segundo a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Aos 25 anos, já morando em Coimbra, foi ordenado sacerdote.
Quando o mosteiro em que ele morava recebeu os corpos de três frades menores que haviam sido martirizados no Marrocos, Fernando decidiu ingressar na Ordem dos Frades Menores e pediu para adotar o nome de Antônio. Queria ir para o Marrocos também, mas acabou sendo levado para a Itália.
Ali viveu de maneira simples entre os frades e ficou famoso pelas suas pregações.
Antônio morreu em Pádua, na Itália aos 36 anos de idade. Foi sepultado numa basílica que logo se tornou lugar de peregrinação. Apenas 11 meses após sua morte, ele foi declarado santo pelo papa Gregório IX. Documentos registram 53 milagres atribuídos a ele. A fama de casamenteiro só surgiu depois – nenhum desses milagres iniciais se referiam a casamentos.
A fama de ser casamenteiro

Conforme a história, uma moça de Nápoles, na Itália, queria se casar, mas não tinha o valor do dote, que deveria ser entregue pela família da noiva para a família do noivo. Foi então que recorreu a Santo Antônio.
A divindade teria aparecido e lhe dado um bilhete para que entregasse a determinado comerciante. No bilhete estava escrito que o trabalhador desse à moça moedas de prata equivalentes ao peso do bilhete.
Julgando irrisório o peso do bilhete, o comerciante aceitou, mas, quando colocou o bilhete em um dos pratos da balança, foi preciso que se colocasse no outro 400 escudos de prata – uma verdadeira fortuna à época.

Consagração a Santo Antônio
“Ó grande e bem-amado Santo Antônio de Pádua! Vosso amor a Deus e ao próximo, vosso exemplo de vida cristã, fizeram de Vós um dos maiores Santos da Igreja. Eu vos suplico tomar sob vossa proteção valiosa minhas ocupações, empreendimentos, e toda a minha vida. Estou persuadido de que nenhum mal poderá atingir-me enquanto estiver sob vossa proteção. Protegei-me e defendei-me: sou um pobre pecador.
Recomendai minhas necessidades e apresentai-vos como meu medianeiro a Jesus, a quem tanto amais. Por vosso mérito, Ele aumente minha fé e caridade, console-me nos sofrimentos, livre-me de todo mal e não me deixe sucumbir na tentação. Ó Deus poderoso, livrai-me de todo o perigo do corpo e da alma. Auxiliado continuamente por Vós, possa viver cristãmente e santamente morrer.”
Fotos: Reprodução













