Panetone de chocolate do Brasil é eleito segundo melhor do mundo

Um panetone de chocolate do Brasil foi eleito o segundo melhor do mundo pela Panettone World Championship 2025, competição internacional que revelou os vencedores no sábado, 18 de outubro, em uma feira do setor de alimentação em Milão. Os padeiros e confeiteiros de São Paulo, Ceará e Rio Grande do Norte faturaram com categoria o vice-campeonato mundial de melhor panetone de chocolate do mundo.
Esta foi a segunda edição do Panettone World Championship disputada em times. Ao todo, a competição foi enfrentada por nove equipes: Brasil, Taiwan, Argentina, Austrália, China, Alemanha, Japão, Peru e Espanha.
A premiação acontece desde 2019 e é ligada à Accademia dei Maestri del Lievito Madre e del Panettone Italiano, que defende, promove e divulga a produção artesanal de produtos fermentados com fermento natural.

Cada equipe preparou três variações de panetone: clássico, de chocolate e uma versão inovadora, servida com sorvete. As equipes passaram uma semana se preparando em Verona até se encontrarem em Milão para o veredito final.
As avaliações foram feitas por diferentes especialistas, com júri técnico, jornalistas, confeiteiros famosos, campeões mundiais e por um júri italiano.

No pódio de panetone de chocolate, Taiwan saiu como o grande vencedor, com o Brasil no segundo lugar e Argentina na terceira colocação. O melhor panetone inovador, servido com sorvete, ficou com a Austrália. Argentina e Taiwan apareceram em seguida.
O Prêmio de Melhor Panetone Clássico foi entregue a Taiwan, com Austrália e Argentina em segundo e terceiro lugares.
A delícia brasileira foi criada pelo time Squadra Brasile, liderado pelo padeiro cearense Brunno Malheiros, por trás da confeitaria Cheiro do Pão, e composto ainda por Joze Nilson Diniz (SP), Matheus Andrade (RN) e Déborah Zanzini (SP).
Foi a primeira vez do Brasil neste campeonato e nós conseguimos trazer o segundo lugar do melhor panetone de chocolate do mundo, com muito orgulho”, disse a paulistana Débora Zanzini, formada em gastronomia e panificação pela tradicional escola de gastronomia francesa Le Cordon Bleu.
Débora conheceu os colegas no ano passado, em Milão, na Coppa Del Mondo Del Panettone. Neste ano, todos se juntaram para participar da competição por intermédio de uma patrocinadora da competição. “Para formar a equipe técnica, precisávamos ter um team manager para a equipe. Nilson lembrou da Débora e da força que ela deu na Coppa do ano passado. Foi quando a convidamos”, lembrou o capitão, Brunno Malheiros.



O panetone premiado tem lascas de chocolate na massa e cobertura crocante de farinha de amêndoas e avelã. “O nosso panetone de chocolate foi um tributo à elegância da tradição italiana em diálogo com a ousadia da confeitaria contemporânea”, declarou Brunno.
“Após o preparo e findada a cocção a 150 °C, os panetones são imediatamente invertidos e permanecem em descanso por pelos menos 12 horas, garantindo alveolatura estável, maciez e preservação do aroma”, explica o padeiro. Como a criação foi em grupo, o panetone de massa escura poderá ser produzido e vendido no Brasil por todos os membros da equipe.


Além do panetone de chocolate premiado, a equipe brasileira submeteu outras receitas de acordo com a categoria. Na modalidade de panetone inovador, o time utilizou doce de leite, maracujá, tapioca e coco ralado natural na receita.
Para o panetone tradicional de frutas, ícone natalino e item emblemático da confeitaria italiana, foram utilizadas uvas-passas com cidra e laranjas cristalizadas.
Na categoria especial de panetone decorado, o time brasileiro usou o panetone tradicional como base, com apresentação em formato baixo e cobertura de flores feitas em açúcar, com destaque para uma flor branca em homenagem ao estilista italiano Giorgio Armani.
A equipe nacional também apresentou uma monoporção circular com ganache de panetone e interior embebido em licor de laranja. A sobremesa foi finalizada com feuilletine de baunilha e pulverizada com manteiga de cacau e chocolate branco.
Fotos: Foto: Acervo pessoal e Divulgação













