Palmeiras protagoniza virada épica contra LDU e mostra que futebol brasileiro é arte e entrega

O Palmeiras fez o que a maioria considerava impossível: reverter a derrota do jogo de ida por 3×0 em Quito. Abel não se abalou e confiante em seu elenco e na força do alviverde em casa declarou após a derrota: “90 minutos, no Allianz, é muito tempo”, em cinco oportunidades na entrevista coletiva em Quito., no Equador. Abel prometeu no Allianz Parque uma noite mágica. Promessa considerada exagerada até pelos críticos do futebol.
Como na vida e em futebol tudo é possível, Abel e o Palmeiras acreditaram, desafiaram as previsões negativas e de maneira heroica mostraram que desconhecem o “impossível” e conquistaram uma virada inédita na história da Conmebol Libertadores, ao golear o LDU por 4×0 e voltar para uma final de Libertadores pela sétima vez.

Abel Ferreira mexeu na escalação ao apostar em Ramón Sosa e Bruno Fuchs contra a LDU. O Palmeiras começou pressionando desde os primeiros minutos, foi imponente no gramado do Allianz Parque e iniciou a busca da virada no 1º tempo. Aos 19 minutos, Sosa abriu o placar de cabeça e inflamou o Allianz.
Ramón Sosa e Bruno Fuchs, no primeiro tempo, e Raphael Veiga, duas vezes na etapa final, marcaram os gols do Alviverde. Com isso o Palmeiras superou a desvantagem de 3 a 0 no jogo de ida em Quito, ao golear a LDU por 4 a 0 na noite de quinta-feira, 30 de outubro, e garantir a vaga na final da Copa Libertadores.
No fim da etapa, Bruno Fuchs ampliou e reacendeu de vez a esperança alviverde. O Palmeiras se manteve em pressão constante. O ritmo se manteve em número de tentativas. Tanto que aos 38 o Verdão tinha 14 finalizações contra apenas três da LDU, mas faltava maior precisão no último toque para balançar a rede.

Na volta do intervalo, o domínio brasileiro e a estrela de Abel continuou a brilhar ao dar um nó em Tiago Nunes (LDU) quando colocou, aos 18 minutos, Veiga em campo. Mais defensiva do que nunca, a LDU tentou frear parte do ímpeto brasileiro a partir da compactação. Veiga só precisou de quatro minutos para brilhar: lançou Vitor Roque e, após disparar para a área, recebeu passe do companheiro antes de receber sozinho e superar, já na pequena área, o goleiro Domínguez: e igualar o placar.

Raphael Veiga, o meia que jogava com o coração quente e incentiva os companheiros a seguir honrando o futebol brasileiro, os mandantes fizeram o que parecia impossível: virar o marcador agregado aos 36 minutos. Allan deu show com uma série de dribles na ponta direita, invadiu a área e foi derrubado por Gruezodo LDU. O árbitro Wilmar Roldán cravou a penalidade, convertida pelo camisa 23, herói do Palmeiras na virada épica sobre o rival equatoriano, no palco de uma noite mágica para os quase 40 mil espectadores no Allianz que explodiram de alegria.

A noite de 30 de outubro foi mágica com os gols de Ramón Sosa e Bruno Fuchs, no primeiro tempo, e Raphael Veiga, duas vezes na etapa final, marcaram os 4 gols do Alviverde. O Palmeiras protagonizou uma virada épica contra a LDU mostrando que o futebol brasileiro é arte e entrega.

Após o apito final, Abel Ferreira, o comandante do Palmeiras, se ajoelhou e chorou muito dentro de campo. E não era para menos, a partida teve um alto custo mental para o treinador. Abel teve uma semana extremamente pesada, já que vinha se sentindo sobrecarregado desde a derrota por 3 a 0 para os equatorianos no jogo de ida da semi, em Quito.


Em atuação memorável, o Palmeiras mostrou por que é um dos principais times do continente e segue na corrida pelo tetracampeonato da Libertadores.

O principal destaque da partida foi o atacante Allan. O jovem, de apenas 21 anos, fruto das categorias de base do clube alviverde dominou as ações dentro de campo. Além de uma assistência, o camisa 40 foi responsável por fazer a jogada que originou o pênalti do gol da classificação do Palmeiras.

A disputa da final entre os brasileiros Flamengo e Palmeiras garante o 7º título seguido do Brasil na Libertadores. O River Plate, em 2018, foi o último campeão de fora do país. O futebol pentacampeão, no dia 29 de novembro, em final única no Estádio Monumental de Lima, no Peru, vai igualar o número de troféus dos argentinos na história da Libertadores: 25 a 25.

Leila Pereira, presidente do Palmeiras, declarou que Abel ‘é o maior técnico da história do clube’. “Eu sempre apoiei nos momentos positivos e nos difíceis. Abel, a gratidão que eu tenho por tudo que você proporciona aos nossos jogadores, torcedores, Isso não tem preço. Você tinha razão, foi uma noite mágica”.

Fotos: Cesar Greco/Palmeiras, Marcos Ribolli, Marcello Zambrana/AGIF e REUTERS













