Morre Raul Jungmann: homem público cuja trajetória foi marcada pela defesa da democracia e o desenvolvimento sustentável

Bernadete Alves
Morre Raul Jungmann: homem público cuja trajetória foi marcada pela defesa da democracia e o desenvolvimento sustentável

O ex-ministro e ex-deputado federal, Raul Jungmann, faleceu na noite de 18 de janeiro, em Brasília aos 73 anos. Ele estava internado no DF Star onde tratava de um câncer de pâncreas. O ex-ministro deixa os filhos Júlia e Bruno e uma neta. O velório e cremação serão realizados em cerimônia restrita a parentes e amigos em Brasília, na tarde desta segunda-feira.

O pernambucano dedicou mais de cinco décadas à vida pública brasileira, atuando com integridade, espírito republicano, diálogo, compromisso inabalável com a democracia e o desenvolvimento sustentável. Sua inteligência e grandeza de espírito deixam um legado de profundo respeito.

Jungmann parte deixando sua marca por onde atuou. Era um político que debatia ideias sem ódio, com valores e princípios e respeito institucional. Sua partida deixa uma grande lacuna na vida pública. O Brasil perde um grande cidadão que soube servir o país. Que descanse em paz, e que Deus conforte sua família e amigos.

A notícia de seu falecimento foi sentida por todos aqueles que conviveram com o político e homem de Estado inteligente, competente, dedicado, respeitoso, compreensivo, amigo e sensível às grandes causas públicas. Uma pessoa comprometida com o Brasil.

Bernadete Alves
Ex-ministro Raul Jungmann e ex-deputado federal por Pernambuco, morre aos 73 anos

Ao longo de sua trajetória, Raul Jungmann, ocupou funções de grande relevância nacional, entre elas a presidência do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), três mandatos como deputado federal, quatro ministérios e em 2012, conquistou novo mandato eletivo, desta vez como vereador do Recife.

Durante o governo Fernando Henrique Cardoso, esteve à frente do Ministério do Desenvolvimento Agrário e de Políticas Fundiárias. Na gestão de Michel Temer, comandou o Ministério da Defesa. Em 2018, tornou-se o primeiro ministro da Segurança Pública do Brasil.

Ainda no governo Temer, Jungmann também foi responsável por coordenar operações baseadas em decretos de Garantia da Lei e da Ordem (GLO), que autorizaram o emprego das Forças Armadas em estados afetados por crises na segurança pública.

Em 2022, assumiu a presidência do IBRAM, liderando uma importante agenda de transformação do setor mineral, pautada pelos princípios ESG (Ambiental, Social e Governança) e pela defesa de uma mineração mais responsável e alinhada aos desafios do século XXI.

Na juventude, militou no antigo Partido Comunista Brasileiro (PCB). Ao longo da trajetória partidária, foi filiado ao MDB entre 1972 e 1994, integrou o PPS até 2001, migrou para o PMDB e retornou ao PPS em 2003, no qual permaneceu até 2018.

Fotos: Divulgação Ministério da Defesa e Dida Sampaio/Estadão