Paróquia Nossa Senhora de Guadalupe celebra o Sagrado Coração de Jesus com bênçãos e rosas

Celebramos neste 12 de junho, a Solenidade do Sagrado Coração de Jesus, fonte inesgotável de amor, misericórdia e compaixão. No Coração de Cristo encontramos refúgio nas dificuldades, força nas batalhas e paz em meio às tempestades da vida. Que nesse dia possamos confiar mais em seu amor e entregar à Ele tudo aquilo que carregamos no coração.

O amor de Deus foi manifestado a nós pelo envio de seu Filho único, e para que através dele tenhamos vida. Esta é a prova de que Ele nos amou por primeiro e desde sempre. Jesus chama todos os que estão cansados, para os aliviar. Refeitos pelo seu encontro com esse amor infinito, sejamos dele testemunhas em nossa missão.

A Solenidade do Sagrado Coração de Jesus, é uma das festas que aponta para algo muito mais profundo: o Coração de carne do Filho de Deus, que bateu por nós, que foi atravessado por uma lança e que, mesmo aberto, continuou a derramar vida.

O convite da liturgia desta celebração propõe aos fiéis a reflexão sobre o amor misericordioso de Deus por seu povo escolhido, convidando a descansar Nele. Neste dia, a liturgia nos oferece grandes janelas para contemplar esse mistério com olhos novos.

A primeira leitura nos leva ao Deuteronômio – Dt 7,6-11 –, Moisés falou ao povo, dizendo: “Tu és um povo consagrado ao Senhor teu Deus. O Senhor teu Deus te escolheu dentre todos os povos da terra, para seres o seu povo preferido”.
Moisés diz ao povo: “O Senhor se afeiçoou a vós e vos escolheu, não por serdes mais numerosos que os outros povos — na verdade sois o menor de todos — mas, sim, porque o Senhor vos amou” (Dt 7,7-8).
Esta liturgia nos faz refletir que Deus não escolheu Israel porque era poderoso. Não o escolheu porque tinha mais recursos, mais território, mais influência. Escolheu porque amou. E esse amor não é uma emoção passageira. É aliança. É fidelidade. É um Deus que “guarda a aliança e a misericórdia até mil gerações” (Dt 7,9).
Deus não nos escolheu porque somos os melhores. Nos escolheu porque nos ama. E esse amor é a base sobre a qual nos levantamos todos os dias. Isso muda a forma como nos olhamos. Muda a forma como olhamos o outro. Aquele vizinho difícil, aquele familiar que nos feriu, aquele colega que nos decepcionou: todos eles também foram escolhidos por esse mesmo amor gratuito.
Quando a Solenidade do Sagrado Coração de Jesus nos convida a celebrar, está nos chamando a viver essa lógica nova, essa lógica do amor que não calcula e não exige mérito.

Na Segunda Leitura da Primeira Carta de São João, o discípulo amado, aquele que repousou sobre o peito de Jesus na última ceia e que ficou de pé diante da cruz quando quase todos fugiram, escreve com a autoridade de quem viu de perto e compartilha: “Nisto consiste o amor: não fomos nós que amamos a Deus, mas foi ele que nos amou e enviou o seu Filho como vítima de reparação pelos nossos pecados” (1Jo 4,10).
Deus chegou primeiro. Essa é a grande notícia. Não precisamos conquistar o amor de Deus. Não precisamos nos tornar perfeitos para sermos aceitos. Não precisamos resolver tudo antes de nos aproximar. Ele já veio ao nosso encontro. Ele já deu o primeiro passo. O Sagrado Coração de Jesus é exatamente isso: o coração de Deus que se move em nossa direção antes de qualquer movimento nosso.
João ainda vai além e nos diz algo que tem força de missão: “Se nos amamos uns aos outros, Deus permanece conosco e seu amor é plenamente realizado entre nós” (1Jo 4,12). O amor de Deus não foi dado para ficar guardado. Ele se completa quando circula. Quando sai de nós em direção ao próximo. Uma família que se perdoa, uma comunidade que acolhe o estranho, uma paróquia que abre as portas para quem está no fundo do poço: ali o amor de Deus está sendo plenamente realizado. Ali o Sagrado Coração de Jesus pulsa de verdade.

A Igreja é esse espaço onde o amor circula e todos que fazem parte dela são instrumentos vivos do grandioso Coração de Jesus se torna presente e age.

O Evangelho de Mateus nos traz Jesus em oração – Mt 11,25-30 –. E é bonito perceber que antes de convidar os cansados, ele louva o Pai. “Eu te louvo, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas coisas aos sábios e entendidos e as revelaste aos pequeninos” (Mt 11,25). Jesus começa pelo louvor. Começa pela gratidão. E esse é um ensinamento que vale para nós também: antes de agir, antes de correr, antes de resolver, parar e bendizer.

Depois fala aos corações que precisam ouvir: “Vinde a mim todos vós que estais cansados e fatigados sob o peso dos vossos fardos, e eu vos darei descanso” (Mt 11,28).
Quantas pessoas que carregam fardos que ninguém vê? O jovem que não encontra emprego. A mãe que cria os filhos sozinha. O idoso que vive no silêncio do abandono. O profissional que perdeu o sentido do que faz. Jesus os chama a todos. Sem exceção. Sem triagem.

Jesus revela o segredo do seu Coração: “sou manso e humilde de coração” (Mt 11,29). Não é um Deus que grita. Não é um Deus que humilha. É um Deus que se abaixa. Que escuta. Que carrega junto. O jugo que ele oferece não é ausência de compromisso, mas é uma forma de caminhar onde o peso é dividido e o caminho tem sentido. “O meu jugo é suave e o meu fardo é leve” (Mt 11,30). Não porque a vida deixa de ter dificuldades, mas porque ela passa a ter companhia.

A Solenidade do Sagrado Coração de Jesus não é apenas uma data no calendário litúrgico. É um convite a uma forma de viver. Muitos de nós vivemos tão ocupados que esquecemos de contemplar e deixar que o amor de Deus nos alcance de verdade.
A Eucaristia, a oração, o silêncio diante do Santíssimo Sacramento: esses são os lugares onde o Coração de Jesus nos toca e nos renova. Quem recebe esse amor tem a responsabilidade de contar. Não com discursos longos, mas com a vida. Com a forma de tratar quem está ao lado. Com a paciência no trânsito, com a generosidade no trabalho, com o perdão dentro de casa.

Receber a hóstia consagrada (o Corpo e Sangue de Cristo) durante a celebração da Eucaristia, é um momento de fortalecimento e renovação da fé nos tornando testemunhas do amor de Cristo. Por isso damos Graças e Louvores ao Santíssimo e Digníssimo Sacramento.



A missão da Igreja nasce do Coração de Cristo e retorna a ele, mas passa obrigatoriamente pelo coração do mundo. A mansidão de Jesus não é passividade. É força que se doa. Somos chamados a ir ao encontro dos cansados, dos pequeninos, dos que ainda não ouviram que foram escolhidos por amor.
Que nesta solenidade, o Sagrado Coração de Jesus acenda em cada um de nós o desejo de amar como fomos amados, de servir como fomos servidos e de anunciar, com alegria e sem medo, que Deus chegou primeiro, que Deus é amor e que esse amor “é de sempre e perdura para sempre”, como canta o Salmo (Sl 102,17).

Rezemos juntos para que o Sagrado Coração de Jesus seja cada vez mais conhecido e amado aqui em Brasília e em todo o Brasil. Sagrado Coração de Jesus nós temos confiança em Vós!
Na Solenidade do Sagrado Coração de Jesus, a Igreja celebra também o Dia Mundial de Oração pela Santificação dos Sacerdotes. Contemplando o amor infinito de Cristo, rezemos para que os nossos sacerdotes tenham um coração configurado ao do Bom Pastor: manso, humilde, misericordioso e totalmente entregue ao serviço do povo de Deus.

Hoje, em especial elevo uma prece para o pároco Éder Monegat e todos os sacerdotes da Paróquia Nossa Senhora de Guadalupe, em Brasília, que todo 12 de cada mês celebra a padroeira com bênção das rosas, das mães e das gestantes.






Fotos: Bernadete Alves e Reprodução













