São João Maria Vianney: o Santo Cura d’Ars, padroeiro dos sacerdotes

A Igreja Católica celebra, neste 4 de agosto, a memória litúrgica de São João Maria Vianney, patrono de todos os sacerdotes: diáconos, padres e bispos. Que todos sejam perseverantes no chamado que Deus lhes fez. E que São João Maria Vianney interceda por todos os padres para que perseverem em sua vocação e sirvam com alegria e entusiasmo o povo de Deus.
O sacerdote é o amor do coração de Jesus, o pai espiritual da comunidade que, ao longo de todo o ano, proporciona o maior presente, que é Jesus vivo na Eucaristia. Sem padres não há Eucaristia, e sem Eucaristia não há Igreja.
A vocação do sacerdote é um dom, sua missão é amor em forma de oração, palavra e entrega. Toda vocação é um chamado de Deus, seja a vocação ao matrimônio, à vida religiosa ou consagrada, ou ao serviço de catequista, mas todas elas só serão sustentadas pela oração.

São São João Maria Vianney é um exemplo de sacerdote. Viveu num tempo onde existiam muitas dificuldades. No início da sua vocação desconfiavam de sua capacidade, e a própria comunidade não queria escutá-lo. Mas, com o passar do tempo, ele conquistou a comunidade por meio de seu trabalho e, pela graça de Deus, converteu muitos corações.
João Maria Vianney foi considerado o Santo Cura d’Ars porque foi enviado a um vilarejo marcado pelo pecado, com bares, casas noturnas, prostituição, dentre outros problemas. Como nenhum padre que passou por lá deu certo, o Padre João Maria Vianney, com coragem, iniciou a sua missão: ia atrás das pessoas nos bordéis, em casa e nas ruas, e pela persistência e resiliência conseguiu converteu o vilarejo inteiro.
Ela ficava quase doze horas no confessionário e passava o dia à base de batata e água. Em poucos meses, mudou o rosto da cidade, e muitos se converteram. Aqueles que duvidavam dele no início mudaram a visão e com isso o Padre João Maria se tornou um pároco zeloso e admirado.
Neste Dia dedicado aos padres rezamos por eles para que Deus os abençoe no ministério e os ajude a seguir em frente, mesmo diante das tribulações. Rezemos também pelos seminaristas que se preparam para o sacerdócio, para que perseverem na caminhada e tenham Jesus, Bom Pastor, como companheiro e, ainda, a Virgem Maria e São José. Que, desde agora, possam nutrir um amor pela Eucaristia e pelo povo de Deus. Que muitos jovens sejam chamados a abraçar a vocação sacerdotal.
Vida e Obra de São João Maria Vianney

São João Maria Vianney nasceu no ano de 1786, em Dardilly, na França. Seus pais chamavam-se Mateus e Maria. João Maria teve seis irmãos; ele era o quarto. Desde a infância, nutria no coração o desejo de ser padre. Ele nasceu num período difícil, em meio à Revolução Napoleônica. Conta a história que sua primeira comunhão foi recebida dentro de um celeiro, durante uma missa clandestina, já que não se podia celebrar publicamente.
Ele enfrentou a resistência do pai para seguir a vida religiosa, mas, com a ajuda do pároco, aos vinte anos ingressou no seminário, em Écully. Vianney tinha muitas dificuldades, pois começou a estudar muito tarde. Somente aos dezessete anos foi alfabetizado e aprendeu a ler e a falar francês. Os professores e os superiores o consideravam um rude camponês que não conseguia acompanhar os estudos, principalmente de Filosofia e Teologia.
Em 1815, João Maria foi ordenado sacerdote, porém com um impeditivo: não poderia atender confissões, pois não foi considerado capaz de guiar consciências. Três anos depois, conseguiu a liberação para exercer plenamente o ministério. Padre João Maria Vianney foi designado como pároco na pequena aldeia “pagã” de Ars, conhecida pela fama de seus habitantes frequentarem cabarés, bailes, cheios de vícios e bebedeiras. Na verdade, ele foi enviado para lá por ser considerado limitado e incapaz de estar à frente de uma grande paróquia, em um vilarejo melhor. Fizeram isso também com o intuito de ver se ele aguentaria seguir no ministério em uma cidade com essa fama.
No entanto, ele conseguiu reverter aquela triste realidade. Com o passar do tempo, a igreja começou a ficar lotada e formavam-se filas no confessionário. Alguns relatos contam que o padre chegava a ficar 16 horas dentro do confessionário e passava longos dias alimentando-se apenas de batatas e ovo cozido. Essa era mesmo a sua grande missão: levar o perdão e a misericórdia divina para os fiéis. A fama de santidade de Padre João Maria Vianney percorreu toda a Europa. Muitas pessoas iam até a paróquia de Ars para ver o padre e para se confessar com ele.


Vianney vivia aquilo que pregava, punha em prática os seus próprios ensinamentos. Por isso, a exemplo de Jesus, pregava como quem tem autoridade. Ele próprio jejuava e orava com o intuito de favorecer o perdão dos pecados de seus fiéis. “Vou dizer-lhe qual é a minha receita: dou aos pecadores uma pequena penitência e o resto faço eu no lugar deles” (São João Maria Vianney).
Padre Vianney ficou conhecido como o Santo Cura d’Ars e, com sua missão, pela graça de Deus, curou aquela cidade de seu pecado. A sua vida sacerdotal durou quarenta anos. Ele morreu em 1859, aos setenta e três anos. Foi canonizado pelo Papa Pio XI, em 1925, mas já era venerado como santo. Foi proclamado padroeiro dos sacerdotes. Além disso, no dia de sua festa passou a ser celebrado o Dia do Padre.
Fotos: Santuário Cura d’Ars, Ars, França e da Basílica de Luján (Argentina) por Conrad Fernandes













