André Mendonça assume a Justiça e promete ser agente de segurança da nação

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Solenidade de posse de André Mendonça como Ministro da Justiça

Com a presença do presidente do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, do ministro Gilmar Mendes do STF, do presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), João Otávio de Noronha, da primeira-dama Michelle Bolsonaro, do vice-presidente Hamilton Mourão, do governador Ibaneis Rocha, o presidente Jair Bolsonaro deu posse a André Mendonça  no Ministério da Justiça e Segurança Pública, na tarde desta quarta-feira 29 de abril, no Palácio do Planalto.

André Luiz de Almeida Mendonça assumiu o compromisso de lutar contra a corrupção e o crime organizado e prometeu ao presidente a realização de mais operações da Polícia Federal. “Lutarei com todos os meus esforços no combate ao crime organizado, o que envolve não apenas a corrupção, mas tráfico de drogas, de armas, os crimes contra a vida, o patrimônio, os crimes de abuso sexual, e os crimes cometidos contra as crianças, os adolescentes e contra a mulher. Vamos fazer operações conjuntas. Cobre de nós mais operações da Polícia Federal, presidente da República”.

“Esse compromisso, dentro dessa expectativa de valores, vem reforçado pela ética, pela integridade, por efetivamente ministrar a justiça e ser agente de segurança da nação brasileira. Na prática, com uma atuação técnica, imparcial e sempre disposta a prestar contas. Não só ao chefe da nação, mas ao país como um todo”, afirmou Mendonça.

O novo ministro da Justiça e Segurança Pública, André Mendonça, falou ainda em trabalhar de forma articulada com estados e municípios, fortalecendo o Sistema Único de Segurança Pública (Susp). “É preciso compreender que a criminalidade hoje se constitui em rede. Não é mais um sistema hierarquizado, onde havia um chefe e uma cadeia de comando, mas uma rede de inúmeras pessoas, onde é mais complexo se retirar o agente ou os agentes que coordenam essa rede”.

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André Mendonça assume Ministério da Justiça e promete combater crime organizado e corrupção

André Mendonça disse que o Brasil vive uma crise de saúde e de estado. “Uma crise ampla que envolve não somente a saúde, mas todos os aspectos da vida humana. O emprego, a subsistência, a dignidade, o direito de ir e vir, os sonhos, os projetos”, disse. “Muitos deles [sonhos e projetos] neste momento em xeque”, emendou.

O novo ministro da Justiça e Segurança Pública disse que Bolsonaro foi eleito com a bandeira de combate à violência e que honrará esse compromisso. “Presidente [Jair Bolsonaro], o senhor tem sido há 30 anos um profeta no combate à criminalidade. E, hoje, este ministro da Justiça assume o compromisso de lutar pelos ideais de uma vida, pelos quais o senhor tem combatido”, afirmou.

“A Deus, meu senhor e criador, [peço] que ele não me deixe falhar na missão no dia a dia da minha caminhada”, finalizou, emocionado, André Mendonça.

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Presidente Jair Bolsonaro abraça o novo ministro da Justiça na presença dos ministros do STF Gilmar Mendes e Dias Toffoli

André Luiz de Almeida Mendonça é Advogado da União desde 2000, quando encerrou sua atividade como advogado concursado da Petrobras(1997-2000).

Foi assessor especial do ministro da Controladoria-Geral da União Wagner Rosário, de 2016 a 2018, e advogado-geral da União, de 2019 a 2020. O novo ministro da Justiça, que também é pastor da Igreja Presbiteriana Esperança de Brasília.

Mendonça foi corregedor da AGU na gestão de Fabio Medina Osório, no governo Michel Temer. Ele chegou ao governo Bolsonaro por indicação do ministro da CGU (Controladoria Geral da União), Wagner Rosário, com o apoio da bancada evangélica.

A expectativa agora é de que ele melhore a relação de Bolsonaro com o Poder Judiciário.

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Michelle Bolsonaro prestigia a posse do ministro da Justiça e Segurança Pública André Mendonça

Mendonça conheceu Bolsonaro em 21 de novembro de 2018, no mesmo dia em que foi escolhido para comandar a AGU. A conversa, no gabinete da transição no CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil) de Brasília, durou cerca de 40 minutos. O então presidente eleito nada perguntou. Os questionamentos ficaram a cargo do general Augusto Heleno, que assumiria o GSI (Gabinete de Segurança Institucional), e de Jorge Oliveira, hoje ministro da Secretaria-Geral da Presidência — responsável por analisar o currículo de Mendonça e apresentá-lo ao chefe.

Para comandar a AGU, o presidente Jair Bolsonaro também deu posse, na mesma cerimônia, ao procurador José Levi Mello do Amaral Júnior.