Uso de máscara é obrigatório em Condomínios

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As autoridades de saúde afirmam que o uso de máscaras é necessário para prevenir todos dessa pandemia do novo Coronavírus. Infelizmente algumas pessoas não seguem as normas de segurança e colocam em risco a saúde dos outros.

Com o objetivo de ajudar a conter a proliferação da Covid-19, o governo Ibaneis Rocha, determinou a obrigatoriedade do uso de máscaras em áreas públicas do Distrito Federal, desde o dia 30 de abril, pelo Decreto nº 40.468/2020.

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Vista aérea da Asa Sul, Plano Piloto

Nesta sexta-feira (22), a Casa Civil do Distrito Federal emitiu parecer em que estende a medida, também, para áreas comuns dos condomínios fechados. A orientação vale durante todo o período de pandemia.

“Em que pese as áreas comuns dos condomínios residenciais não serem áreas públicas stricto sensu, o são de forma ampla, lato sensu, uma vez que nelas não circulam somente os moradores dos referidos condomínios, mas, também, empregados destes, prestadores de serviços, entre outros”, destaca o parecer assinado pelo secretário-chefe da Casa Civil, Valdetário Andrade Monteiro.

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Prédios Residenciais, Asa Sul, Brasília

Segundo o texto, o Decreto nº 40.468/2020, que define a obrigação do uso de máscaras em áreas públicas, se aplica totalmente às áreas comuns dos condomínios residenciais, cabendo a fiscalização do cumprimento da norma não somente ao Poder Público. “Mas, também, aos síndicos, nos termos do inciso IV, do art. 1.336, combinado com o art. 1.348, ambos da Lei nº 10.406/2002 – Código Civil”.

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Uso de máscara é obrigatório em Condomínios

O texto destaca ainda o risco de contaminação nesses locais: “Os elevadores fazem parte de tais áreas comuns e, como já apontado por diversos estudos de infectologistas de todo o mundo, são locais de grande risco de contaminação pelo novo coronavírus, uma vez que são recintos em que há aglomeração de pessoas e pouca circulação do ar”. Entre os espaços de risco incluem-se, ainda, os pilotis, parquinhos, ruas, hall de acesso e todas as áreas onde há trânsito de pessoas.

Em caso de descumprimento das regras, a multa prevista é de R$  2 mil . O infrator ainda pode ser autuado pelo crime de infração de medida sanitária preventiva

Além de exigir o uso de máscaras o síndico e moradores devem se preocupar também com a higiene das portarias, interfones, elevadores, corrimãos, caixas de correspondências, corredores , maçanetas, entregas de objetos e com a saúde dos funcionários do condomínio.

Enquanto o fim da pandemia não chega, precisamos nos adaptar às situações que forem se apresentando e redobrar os cuidados com a higiene e segurança.

A máscara impede que a pessoa elimine gotículas no ar e contamine o elevador, corredores e pilotis. Portanto, este é o jeito certo da pessoa se proteger e proteger o outro quando for sair de sua casa.

As recomendações das autoridades de saúde são muitas e fáceis de seguir.

Os síndicos devem evitar aglomerações e as  assembleias de condomínio devem ser feitas por videoconferência. Informações podem ser passadas através de cartazes afixados em áreas de circulação de moradores ou enviadas por aplicativo de mensagem.

O síndico deve providenciar o Equipamento de Proteção Individual (EPI) completo para os trabalhadores, incluindo luvas, botas e máscaras, de acordo com recomendação dos órgãos oficiais.

A equipe que manipula o lixo deve lavar as mãos frequentemente, utilizar luvas e desinfetante para as mãos à base de álcool. Nenhuma evidência sugere que o lixo do edifício necessite de desinfecção adicional.

O síndico deve disponibilizar toalhas de papel e sabão nos banheiros para os funcionários, e álcool em gel, disponíveis o tempo todo. O banheiro de uso comum deve ser higienizado após cada uso.

O funcionário gripado deve ser licenciado temporariamente, com direitos assegurados pelo condomínio.

O síndico também deve evitar aglomerações e as assembleias de condomínio devem ser feitas por videoconferência. Informações podem ser passadas através de cartazes afixados em áreas de circulação de moradores ou enviadas por aplicativo de mensagem.

O gestor do condomínio deve garantir que equipes de limpeza  se esforcem com as práticas diárias de higienização nesse momento em que essas medidas podem frear o avanço da doença e proteger os condôminos.

Qualquer estado gripal por parte do morador, mesmo que inicial, deve ser comunicado ao síndico, com confidencialidade. A gripe comum e a imunidade baixa predispõem à infecção por Covid-19. A pessoa gripada ou com sintomas deve ficar o máximo possível em seu apartamento, em distanciamento social de ao menos dois metros de distância das pessoas.

Resultados positivos para Covid-19 devem ser obrigatoriamente informados ao síndico e demais moradores. A transparência é aliada do combate à disseminação da doença.

O síndico deve imediatamente orientar os funcionários para que a limpeza seja diferenciada e o recolhimento do lixo também. Nesse período de pandemia, que é desafiador para todos, a gestão dos resíduos tem que ser feita de forma adequada, para que não impacte na propagação do vírus.

Para quem está com a Covid-19, confira as orientações do SLU:

  • Utilizar máscaras e luvas quando se aproximar do doente;
  • Utilizar uma lixeira com tampa hermética e exclusiva para o acondicionamento de todo resíduo utilizado pela pessoa contaminada, bem como pelas pessoas que estiverem em contato direto com ela;
  • Sempre que abrir a lixeira, usar um spray com 50 ml (5 colheres de sopa) de água sanitária diluída em um litro de água para borrifar o conteúdo do saco;
  • Ao fechar o saco, borrifar mais uma vez no interior com a solução, lacrar muito bem o saco e borrifar todo o seu exterior com a solução, principalmente na boca do saco plástico;
  • Utilizar dois sacos de lixo, depois lacrar e borrifar o exterior desse segundo saco;
  • Colar um aviso no saco dizendo que é “LIXO CONTAMINANTE E QUE FOI DESINFECTADO COM ÁGUA SANITÁRIA”;
  • Deixar o saco em local ventilado e o mais longe da área de circulação até a hora de entregar para recolhimento.
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Orientação para uso de elevador durante pandemia

Como o novo Coronavírus é comprovadamente transmitido pelo espirro e gotículas de saliva, é imprescindível que todos usem máscaras ao saírem de seus apartamentos. Quando possível utilize as escadas e de preferência sem encostar em corrimãos. Ao tocar em algum objeto passar álcool gel, imediatamente. Evitar aglomerações, cumprimentos e abraços.

Evitar aglomerações, inclusive no elevador. Reduzir a utilização para, no máximo, duas pessoas por vez. Todas as entradas devem ter álcool em gel, inclusive na porta dos elevadores no térreo.

Segundo os infectologistas, os botões do elevador são superfícies tocadas frequentemente. Por isso a necessidade de higienizar as mãos antes e após usar o elevador e tocar nos botões. Se for subir de escada, o cuidado também vale para quem tocou em corrimões e maçanetas.

A distância mínima de visitantes e moradores do porteiro deve ser de dois metros. Em caso de encomendas e entregas de delivery a recomendação é de que entregadores não entrem no prédio e que os condôminos devem receber as entregas na portaria.

Evite obras e só mantenha o trabalho em caso de extrema urgência para evitar circulação de outras pessoas no prédio. Se não puder adiar, os trabalhadores  devem usar  equipamento de proteção pessoal adequado, como máscara, luvas e botas e higienizar com produtos à base de álcool e água sanitária.

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Uso de máscara é obrigatório em Condomínios

Lembrando que o uso de máscaras é recomendado, mas não adianta sem os devidos cuidados. Para higienização de máscaras de tecido, é necessário  deixá-las de molho por 30 minutos em solução de 2 partes de água e uma de água sanitária e depois  lavá-las com água e sabão e colocar para secar.

A principal medida de contenção do vírus é o isolamento social. Se for necessário sair de casa, deve usar a máscara que é um equipamento de proteção. Máscaras descartáveis e luvas devem ser colocadas em saco plástico fechado e com identificação do conteúdo. É importante que todos façam sua parte para juntos venceram este inimigo comum.

Todos temos responsabilidade. Quem está dentro dos condomínios pode se infectar e trazer o vírus para fora, da mesma forma que ao contrário também pode acontecer. Então a regra é uma só.

A transmissão costuma ocorrer a partir do contato com secreções que contenham o vírus. Ou seja, tocar objetos ou superfícies contaminadas e, em seguida, levar a mão à boca, ao nariz ou aos olhos pode deixar alguém doente. Assim, corrimãos e botões de elevadores são vilões dessa e de outras infecções.

O novo coronavírus mudou a estrutura das relações sociais e em função disso os especialistas recomendam que fiquemos em casa pelo maior tempo possível e evitemos aglomerações para que a pandemia não progrida.

Vamos colaborar com a saúde de todos e mostrar que por detrás de uma máscara há uma pessoa bacana que se preocupa com o bem-estar coletivo.

Esse é um tempo de reflexão sobre o modelo de vida que levamos e o que queremos para o momento posterior a esta pandemia. Dias mais sustentáveis só dependem de nós.