Dia Nacional do Abraço 2020 muda a forma de se cumprimentar

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Abraço islâmico

Em meio a pandemia do novo Coronavírus, saudações culturais que não exigem contato físico podem ser alternativas seguras aos apertos de mão e abraços, neste Dia Nacional do Abraço.

Somos um povo caloroso que gostamos de abraçar, apertar as mãos e cumprimentar com um beijo no rosto. Com a Covid-19 temos que mudar nosso comportamento e seguir as orientações das autoridades de saúde.

Em tempos de isolamento social o desejo de abraçar nossos familiares e amigos fica mais intenso. Mesmo assim precisamos entender que o maior gesto de carinho e respeito é ficarmos distantes. Não vamos pular etapas. Vamos seguir o fluxo da Vida.

Vamos compensar a falta do abraço pela comunicação digital, pela presença online. Embora separados, estamos juntos no amor.

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O afeto, o amor, mesmo que distante, vive bem próximo do coração de quem sente. Não podemos abraçar agora para poder abraçar muito depois. As vezes o que emana dos nossos olhos são os sentimentos fortes que plantamos dentro de nós.

Em culturas árabes de lugares como a Jordânia e em comunidades muçulmanas do sudeste da Ásia, estão colocando a mão direita no coração ao cumprimentar. Um exemplo a ser seguido. Afinal o coração é um símbolo sagrado. É o lar da alma.

O abraço, o aperto de mão que já selou uniões e acordos de paz, está momentaneamente em desuso. A ordem agora é cumprimentar com os cotovelos ou com os pés. Ou adotar o namastê, sem contato físico serve como proteção espiritual – e pode ajudar a conter a propagação da Covid-19.

Uma pessoa curva a cabeça discretamente ao fazer namastê para outra pessoa com o significado de que ‘o Divino dentro de mim se curva ao mesmo Divino dentro de você’. É considerado um sinal de respeito e gratidão.” Há humildade e reverência nessa saudação e acredita-se que o mudra também proteja aqueles que a executam com veneração.

Segundo os especialistas em budismo “Ao unir as mãos, a energia fica protegida e contida, em vez de absorver a energia da outra pessoa”.

O cumprimento convencional em toda a Tailândia, o wai, também envolve uma leve inclinação da cabeça com as mãos unidas na frente —uma mostra da influência do hinduísmo e do budismo na cultura tailandesa no passado e no presente.

O wai tailandês tem muitos significados além de um educado ‘olá’. Geralmente é utilizado em apresentações de dança e para pedir desculpas. E como o wai não precisa de contato físico, virou uma saudação mais segura durante a pandemia do coronavírus. Até Sylvie Briand, diretora do departamento de doenças epidêmicas e pandêmicas da OMS (Organização Mundial da Saúde), recomendou o wai tailandês como uma alternativa aceitável ao aperto de mão.

Uma saudação que surgiu para distinguir classes ou gesto de deferência, iniciada como um costume exclusivo da nobreza há mais de mil anos, é hoje a saudação não verbal mais amplamente conhecida do Japão.

“O ato de curvar-se foi introduzido no Japão pela China no século 7”, afirma Yuko Kaifu, presidente da Japan House Los Angeles, iniciativa cultural do Ministério das Relações Exteriores do Japão. Como ex-oficial de serviços estrangeiros, eram atribuições de Kaifu entender e executar adequadamente a etiqueta japonesa em seu trabalho como intérprete para pessoas como a imperatriz japonesa Michiko e dignitários estrangeiros como o presidente Ronald Reagan e a princesa Diana.