Hino Nacional Brasileiro: sua força e sutilezas melódicas

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Maestro Claudio Cohen, da Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Claudio Santoro

O maestro Claudio Cohen e músicos da Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Claudio Santoro (OSTNCS), mostram as sutilezas melódicas e a força do Hino Nacional Brasileiro, de Joaquim Osório Duque-Estrada e Francisco Manuel da Silva, composto em 1831, em gravação especial.

O brilhante resultado será exibido na programação especial de feriado de 7 de Setembro, na TV Brasil. O trabalho também pode ser conferido  no canal da OSTNCS, no  You Tube.

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Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Cláudio Santoro durante gravação do Hino Nacional Brasileiro

O maestro Claudio Cohen diz que o Hino Brasileiro está entre os mais belos e tem caráter marcial e heroico.  “Tem uma introdução ornamentada, o que é de extrema dificuldade na execução para os músicos”.

Segundo o maestro, a marcha que serve de símbolo nacional é comparável ao hino da França, La Marseillaise, de 1792, de Claude Joseph Rouget de Lisle. “ A Marselhesa foi muito tocada no século 19 como hino de independência em solenidades; houve até a sugestão de adotá-lo oficialmente”, relata Cohen.

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Trompetista Gedeão Lopes Oliveira durante gravação do Hino Nacional Brasileiro para o 7 de Setembro de 2020

A gravação ocorreu de forma remota, com cada instrumentista em sua residência, sob o comando do maestro Claudio Cohen. Trompetista da OSTNC desde 1985, Gedeão Lopes Oliveira revela o papel de seu instrumento no desempenho do Hino: “O trompete é, por sua natureza marcial e de grande projeção sonora, o instrumento musical que conclama para o campo de batalha e anuncia grandes eventos”. Essa solenidade também tem ecos religiosos, remetendo aos toques de anjos em passagens bíblicas.

Wellington Vidal, percussionista da orquestra desde  1986, foi o responsável pela  percussão indispensável ao andamento do Hino. Ele tocou a caixa clara, instrumento que remonta à Idade Média. “Tem a função de dar ao corpo sinfônico a marcação rítmica e também texturas e coloração orquestrais, juntamente com o bombo e os pratos”, disse o professor aposentado da Escola de Música de Brasília.

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Flautista Mechthild Bier durante gravação do Hino Nacional Brasileiro

A primeira flautista da Sinfônica, Mechthild Bier, explica que seu instrumento é o que toca a melodia principal, papel geralmente desempenhado pela flauta em orquestras e bandas. Bacharel e mestre pela Escola Superior de Música Franz Liszt, de Weimar, na Alemanha, com pós-graduação no Conservatório Nacional de Strasbourg, na França, Mechthild é membro da OSTNCS desde 2018.

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Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Claudio Santoro, em apresentação em 2019

Setembro em concerto

Este mês, a OSTNCS segue com concertos todas as terças-feiras em seu no canal do YouTube, https://www.youtube.com/watch?v=o7eRdf8bfvs

Dia 8/9
Heitor Villa-Lobos – Bachianas Brasileiras n.° 1
Ralph Vaughan Williams – Fantasia sobre um Tema de Thomas Tallis

Dia 15/9
Jacques Ibert – Concerto para Flauta e Orquestra
Solista: Mechthild Bier
Carl Nielsen – Sinfonia n.° 1

Dia 22/9
Lançamento do Selo da ECT comemorativo aos 250 anos do nascimento de Beethoven
Ludwig van Beethoven – Sinfonia n.° 7 em Lá Maior Op. 92

Dia 29/9
Maurice Ravel – Ma Mère l’Oye Suite
Richard Strauss – Don Juan

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Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Cláudio Santoro durante apresentação na Dom Bosco antes da pandemia