Memorial Internacional da Água é apresentado pela Adasa aos representantes internacionais

A Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do Distrito Federal, apresentou o projeto do Memorial Internacional da Água – MINA, durante o evento Conexão Brasília Museu Aberto, no dia 12, na Embaixada de Portugal. O Complexo arquitetônico colocará Brasília na vanguarda das discussões globais sobre os recursos hídricos e promoverá a união de conscientização ambiental, cultura e educação.
O Memorial Internacional da Água (MINA), que será construído às margens do Lago Paranoá, além de assumir um papel estratégico e disseminador de informações e discussões sobre a necessidade da adoção de práticas responsáveis de uso da água, o projeto se juntará ao legado do mestre da arquitetura modernista brasileira, Oscar Niemeyer, pois faz parte da estrutura do MINA um museu desenhado pelo artista. É nesse espaço que serão promovidos cursos, reflexões e exposições.
Participaram do evento representantes diplomáticos da Espanha, Luxemburgo, Índia, Angola, Guiné Bissau, Espanha, África do Sul, Países Baixos, Cabo Verde, Uruguai, Bélgica, Colômbia e República Ganesa.
Do Governo do Distrito Federal participaram o Secretaria de Cultura e Economia Criativa, estiveram os secretários de Relações Internacionais, Paco Britto; de Turismo, Cristiano Araújo, de Obras, Luciano Oliveira, de Cultura e Economia Criativa Cláudio Abrantes e o diretor-presidente da Novacap, Fernando Leite.

Os detalhes do complexo arquitetônico foram expostos pelo diretor-presidente da Adasa, Raimundo Ribeiro, e pelo coordenador do projeto e diretor da agência, Rogério Rosso.
O diretor-presidente da Adasa, Raimundo Ribeiro, disse que o lançamento do MINA não poderia ser realizado em outro lugar. “A embaixada de Portugal é nossa pátria mãe”. “Hoje tivemos a oportunidade de ver como Brasília – da utopia à capital – chega em todos os lugares do mundo. Nosso objetivo é disseminar mundialmente a discussão sobre a água por se tratar de um bem vital para a humanidade. O Brasil, por deter 12% da água doce disponível no planeta, não poderia deixar de oferecer uma alternativa, que é um palco internacional para todos aqueles que querem propor discussões e estudos sobre o tema”.
O embaixador de Portugal Luís Faro Ramos, anfitrião da solenidade, falou sobre a importância da iniciativa da Adasa. “Vai ser mais do que uma joia arquitetônica para o Brasil. Vai se constituir um centro internacional de pesquisa sobre a água, que é um dos temas mais importantes da nossa época.”

Rogério Rosso, coordenador do Memorial, agradeceu o apoio da comunidade internacional e falou da importância do MINA: “Tivemos a felicidade de resgatar um projeto do Niemeyer feito há décadas que vem consolidar o papel do Brasil na questão hídrica, mas também envolver a comunidade internacional. A premissa é que os nossos parceiros, aqueles que entendem a importância do MINA para o mundo, serão na verdade os grandes fundadores no ponto de vista da sua criação e participação no dia a dia do memorial”.

A maquete do MINA foi apresentada pelo maquetista Gilberto Antunes, que trabalhou durante 50 anos com Oscar Niemeyer. Confeccionadas com papel cartão e acrílico pintados, as miniaturas mostram os quatro núcleos principais: o Museu da Água, o Centro de Estudos da Água, o Anfiteatro e os prédios administrativos .
“Foi gratificante criar esta maquete, um projeto grandioso que conhecia desde a época do Oscar”, lembrou Gilberto Antunes. “São mais de 400 maquetes e meio século ao lado dele, cujo ritmo de trabalho era excepcional. A maquete do museu é impressionante, mistura traços tradicionais e inovadores do Niemeyer.”

O diretor da Adasa Félix Palazzo, disse que a maquete mostra o que está por vir: “É um projeto fantástico que a Adasa assume com essa grande responsabilidade e com o sentimento de dever para entregar não só para a cidade de Brasília, mas para o mundo. Será um espaço privilegiado para o debate das questões dos recursos hídricos, de como preservar a água para as gerações futuras”.
O professor emérito da UnB José Carlos Coitinho também saudou a novidade: “É uma bela iniciativa respaldada por um projeto magnífico que traz a forma inconfundível de Niemeyer. Vivemos num momento em que o globo está enfrentando uma crise hidrográfica e energética, e nos tranquiliza saber que há pessoas pensando nesses debates”.

O secretário de Cultura e Economia Criativa, Cláudio Abrantes, elogiou a obra e acredita que o MINA dá seguimento ao legado encontrado em Brasília. “A cidade é famosa por seus monumentos imponentes e icônicos, e agora busca atrair visitantes para discutir questões hídricas e admirar a arquitetura de Niemeyer, simbolizando a importância da água para a vida. O MINA dá continuidade a esse DNA de Brasília”.

Também participaram da solenidade autoridades, acadêmicos, especialistas, jornalistas e artistas plásticos. Entre os presentes, Vinícius Benevides, diretor da Adasa, o escritor e jornalista Pedro Rogério Moreira, Willian França da TV Câmara, o ouvidor da Adasa, Robinson Cardoso, os assessores do gabinete da Agência, Reginaldo Miguel e Maria Alitta Guimarães e os superintendentes Élen dos Santos, Hudson Oliveira e Rafael Machado.


Fotos: Divulgação Adasa













