Março Azul-Marinho: um alerta sobre o câncer colorretal e a importância da prevenção

Ter uma boa saúde significa ter disposição, energia e capacidade de realizar as atividades diárias sem limitações. Além disso, a saúde está diretamente relacionada com a prevenção de doenças e o aumento da longevidade. Com simples cuidados, é possível evitar a necessidade de desembolsar grandes valores com medicamentos, ter alta produtividade e viver por mais tempo.
Em função disso, durante todo o ano, entidades governamentais e sociedade civil organizam ações voltadas à conscientização sobre diversas doenças.
No calendário da saúde, o mês de março recebeu a cor azul-marinho para alertar a população sobre o câncer colorretal, o terceiro tipo de neoplasia mais frequente e a segunda maior causa de mortes por câncer no mundo. Como o nome sugere, a região afetada compreende o cólon e o reto, situados na parte final do intestino grosso.

Dr. Gustavo Ribas, chefe da Assessoria de Política de Prevenção e Controle do Câncer (Asccan), da Secretária de Saúde (SES-DF), neoplasia é uma proliferação desordenada de células no organismo que formam uma massa anormal de tecido. Os tumores podem ser classificados como benigno ou maligno. O primeiro tipo tem, geralmente, um crescimento lento e ordenado, apresentando limites definidos. Já o segundo, também conhecido como câncer, tem um crescimento mais rápido, com células que não apresentam diferenciação e invadem tecidos vizinhos.
“O câncer colorretal é prevenível. Sabemos, a partir de dados globais, que a prevenção reduz em até 40% o risco de óbito nos pacientes diagnosticados precocemente”, afirma Gustavo Ribas.

Segundo o especialista, entre os principais fatores de risco para o câncer colorretal estão a idade acima de 50 anos, sedentarismo, excesso de gordura corporal (sobrepeso e obesidade), abuso de álcool, tabagismo e maus hábitos alimentares. O baixo consumo de fibras, presentes em verduras, leguminosas e frutas, e uma alta ingestão de carnes processadas, mais conhecidas como embutidos (salsicha, bacon, presunto e peito de peru, entre outros), também aumentam a chance de desenvolver a doença. Comer carne vermelha em excesso – mais de 500 gramas por semana – é outro fator de risco.
Outro fator de risco consiste na exposição ocupacional à radiação ionizante (como raios X e gama). Profissionais da radiologia médica, forense e industrial, por exemplo, devem ter cuidados redobrados ao exercer suas atividades.

A probabilidade também é maior em pacientes com histórico familiar de câncer colorretal ou que já tiveram câncer de intestino, ovário, útero ou mama. São mais suscetíveis, ainda, pessoas com síndromes inflamatórias do intestino (como retocolite ulcerativa crônica e doença de Crohn) há mais de dez anos, ou que tenham certas doenças hereditárias, como a polipose adenomatosa familiar (FAP) e o câncer colorretal hereditário sem polipose (HNPCC).
Praticar atividades físicas e manter uma dieta balanceada são, segundo o especialista, fundamentais para evitar a ocorrência de tumores em geral. “Exercícios físicos estimulam células imunomediadas [autoimunes], como os linfócitos T, que auxiliam o organismo no combate às células cancerígenas”, explica o Dr. Gustavo Ribas.

Lembre: a maior luta está na prevenção, porque algumas lutas podem ser vencidas antes mesmo de serem iniciadas.
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