Mãe: dom da vida e pacto eterno de amor entre dois seres

Celebramos neste segundo domingo de maio o Dia das Mães. Uma data especial para reconhecer, agradecer e homenagear quem gera a vida. Uma oportunidade para demonstrar todo amor, carinho e gratidão que sentimos por nossas amadas mães. Benditas sejam todas elas.
Muitos aplausos, afeto e orações a todas as mulheres que sentem o coração bater fora do peito e que no fim do dia conseguem ouvir os aplausos da sua própria consciência.
Que o amor de Nossa Senhora, Mãe da Humanidade, proteja e ampare todas as mães. “Quem é aquela que vem como a aurora, bela como a lua, brilhante como o sol e terrível como um exército em ordem da batalha?” Cânticos 6,9.

Antes de sermos mães somos filhas e há tantos ensinamentos da nossa Rainha. Um deles é sobre amor e criação. A força do ventre que nos gerou e do colo que nos acolheu nos faz caminhar pela nossa vida sob o enobrecer deste ventre sagrado.

Quando crescemos, mesmo distante, a mãe é o nosso ponto de chegada, o rumo, o abraço que fortalece, a mão que aponta o caminho, nosso espelho e o porto seguro. Ela é onipresente para nós e em nós. Nossa inspiração e mentora.
Nossa Mãe é aquela que nos dá a mão quando a vida nos tira o chão, que nos cuida e ama verdadeiramente e sem medida. E ela sempre nos diz: Se te faz feliz, invista; Se te deixa triste, desista; Se te faz bem, valorize; Se te faz sofrer, esqueça; e Se te faz sorrir, ame.



O amor de mãe é grandioso e só é superado pelo amor de Deus por nós. Que o Rei do Universo agracie todas as mães, com a benção da sabedoria, a unção da coragem, com o dom da força e do amor, neste momento de muita dificuldade e sofrimento que as mães gaúchas estão passando.
Este domingo é também de agradecimento ao Poderoso Senhor Deus do Universo por ter nos premiado com a graça de gerar uma vida. O nascimento de um filho representa o milagre da transformação, um chamado para viver uma jornada desafiadora, repleta de resiliência e de poder transformador. O filho representa a melhor versão do amor e de nós mesmas.
De todos os tesouros que Deus colocou no meu caminho, ser mãe é uma dádiva que enche meu peito de gratidão e orgulho pois me tornei palco onde a vida acontece. Ser mãe de três representa a missão mais fundamental de minha vida. Que Deus abençoe todas nós, e que a Virgem Maria, a maior de todas as mães, esteja sempre presente em nossas vidas e dos nossos filhos.

Mãe: ama antes de ser amada; atende antes de ser chamada; beija antes de ser beijada; corre para o abraço esquecendo o cansaço; que torce pelo filho em silêncio; que acorda no meio da noite para pedir proteção e está sempre de sentinela. Um amor sem medida que conduz o filho, nosso pilar, melhor obra e razão de viver, com segurança pelas estações da vida.
Mãe não é apenas aquela que gera. É aquela que se doa e acolhe sem nada esperar em troca. Depois que uma mulher decide ser mãe, ela renasce e aprende um novo significado para amar incondicionalmente, iluminar na escuridão, chorar e sorrir, superar obstáculos, cair e levantar e voltar para o campo de batalha mais forte.

A maternidade é muito mais que um laço biológico é uma relação afetiva e amorosa na sua forma mais ampla e para a vida toda. Feliz é a mulher que desempenha com maestria esta missão tão importante e especial que é gerar uma vida.
A missão de ser mãe quase sempre começa com alguns meses de enjoo, azia, seguido de desejos por comidas estranhas, aumento de peso, dores na coluna, emoção à flor da pele e arrumação de travesseiros e almofadas na cama, para acomodar melhor a barriga, palco da vida. É carregar o filho no ventre por nove meses, é sentir seu coração bater em outro corpo, é não mais pensar só em você.

Desde o momento em que veem os bebês pela primeira vez as mães testemunham o milagre do crescimento e da transformação que a cada dia possibilita novas emoções, oportunidades e aprendizado mútuo. Apesar das batalhas que vivenciamos, que são muitas, nossos filhos são um convite para viver nosso chamado. Mesmos muitas vezes sendo árduo e doloroso, sempre existe um propósito maior e precisamos enxergar a beleza disso tudo, para seguirmos transbordando o que há de melhor em nossos filhos.

Podemos dizer que a maternidade é a coroa de toda mulher. De espinhos… mas de flores também! Dói quando o bebê nasce, dói quando filho fica doente e queremos trocar de lugar com ele e não podemos. Dói quando não sabemos o que fazer. Dói sentir quando o filho cresce, desprega-se, solta-se, torna-se independente e vai embora. Como dói!!! Precisamos aprender a ser luz na escuridão e perseverar para preservar a própria essência. Uma jornada desafiadora e de autoconhecimento.

Alguns filhos sabem valorizar o que a mãe representa, as privações que passou e tudo que precisou abrir mão pela felicidade e segurança deles. Triste é quando um filho só enxerga os defeitos de sua mãe, e não vê quantas vezes ela deixou de ser ela mesmo por amor a ele.
Mãe suporta tristezas, saudades, ausências, a maldade do tempo e algumas feridas. Só ela consegue lidar com qualquer coisa. E essa força vem de Nossa Senhora, Mãe do Nosso Salvador Jesus Cristo e Mãe da Humanidade.
Há momentos que a única alternativa é ser forte. Mas são nestes momentos que as mães descobrem o quanto são capazes. Afinal, são movidas pela esperança, se alimentam da fé e se sustentam com a oração.

Por um filho a mãe chora, ri, ama e move o mundo. Porque o filho é o único ser que ela ama mais que a si mesma. De cada dificuldade, um aprendizado; de cada respiração, um agradecimento; a cada novo dia, uma nova oportunidade.
Nesta data simbólica o melhor presente que os filhos podem dar às suas mães é proteção porque o ciclo da vida inverte os papéis. Quem sempre nos cuidou e nos conduziu com segurança pelas estações da vida, agora precisa ser acolhida.
Viva todas as mães que habitam a Mãe Natureza. Donas de um amor que se recicla e nunca é desperdiçado. Que a beleza das flores e o brilho das estrelas, envolvam todas as mães não só hoje, como todos os dias.
Fotos: Reprodução













