Tempestade solar rara produz deslumbrantes auroras boreais e austrais em todo mundo

A noite de 10 de maio e o amanhecer de 11 foi especial. Uma tempestade solar, também conhecida como tempestade geomagnética, identificada como uma das mais poderosas e extrema dos últimos 20 anos, causou uma série de auroras boreais e austrais por todo o planeta.

A série de explosões solares e ejeções de massa coronal do Sol criaram deslumbrantes em todo o mundo. Registros mostraram as diferentes cores no céu de distintos países. As localidades em que mais ocorreram auroras foram nos continente europeu e na Oceania.

Mesmo que as auroras não pareçam visíveis, as fotos do céu noturno podem capturar cores que as pessoas não conseguem ver a olho nu.

Luzes do norte registradas no céu de São Francisco, na Califórnia, nos Estados Unidos; o céu da Carolina do Norte, nos EUA; na Holanda o céu ficou em um tom de roxo escuro; na Alemanha, uma mescla de roxo e rosa surgiu no céu; em Nova York, nos EUA, o céu teve uma mistura de azul com verde após a tempestade solar; o céu da Espanha ganhou tons de roxo com lilás; no Reino Unido, o céu ficou com diversas cores; aurora austral no Ushuaia, na Argentina, em tons avermelhados; Aurora austral em Los Lagos, no Chile, em tons avermelhados; e por aí vai.

A maior tempestade solar até então registrada é o “evento de Carrington”, de 1859: destruiu a rede telegráfica nos Estados Unidos, provocou descargas elétricas e a aurora boreal foi visível em latitudes inéditas, até a América Central.


De acordo com especialistas, apesar do espetáculo no céu, esse fenômeno pode afetar negativamente algumas tecnologias modernas, incluindo comunicações via satélite e de rádio de alta frequência, e redes elétricas enquanto persistir durante o fim de semana.
O que é uma tempestade solar?

De forma resumida, o fenômeno acontece quando há a liberação de energia do sol que viaja pelo espaço e eventualmente chega a Terra. A partir do momento em que essa radiação atinge a esfera magnética ao redor do planeta, há flutuações da ionosfera, ou seja, uma camada superior da atmosfera.

O primeiro registro de ejeções de massa coronal (CMEs, na sigla em inglês), que são as grandes emissões de plasma e campos magnéticos do Sol, ocorreu pouco depois das 16h, no horário local (11h, no horário de Brasília), de acordo com a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA).



Foi a NOAA quem categorizou a tempestade geomagnética como “extrema”, a primeira registrada desde outubro de 2003, em que várias delas causaram apagões na Suécia e danos na infraestrutura energética na África do Sul. A expectativa é de que mais CMEs atinjam o planeta nos próximos dias.


As autoridades pediram aos operadores de satélites, companhias aéreas e responsáveis pelas redes elétricas que tomassem medidas de precaução contra possíveis perturbações causadas por mudanças no campo magnético da Terra.

A Administração Federal de Aviação (FAA) dos Estados Unidos, no entanto, disse que “não antecipa nenhum impacto significativo no sistema de espaço aéreo do país”.




Fotos: Tayfun Coskun/Anadolu via Getty Images













