Pacheco se despede da presidência do Senado e cita defesa da democracia como legado

O presidente do Senado e do Congresso Nacional, Rodrigo Pacheco, encerra seu segundo mandato à frente do Legislativo e conversou com jornalistas na manhã deste sábado, 1º de fevereiro, antes de abrir a sessão de plenário que escolherá o novo presidente do Senado.
O parlamentar mineiro assumiu a presidência do Senado pela primeira vez em 2021, durante a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro, e foi reconduzido ao cargo em 2023. Ambos os mandatos foram impulsionados pelo aliado Davi Alcolumbre, favorito para lhe suceder no mesmo cargo.
“Eu considero que o que deve mais nos orgulhar nesses quatro anos, a todos nós do Senado, é a defesa que o Senado fez da democracia no Brasil. A defesa da democracia foi uma tônica que fez com que o Senado se unisse em um momento de negacionismo, de ataques antidemocráticos, de negação à obviedade de que a democracia deve ser garantida no Brasil”, disse Rodrigo Pacheco.
“Esse é um legado de todos os senadores. O Senado de fato não se furtou de poder garantir que nós tivéssemos respeito às instituições, busca de harmonia e separação harmônica entre os poderes”, assegurou o presidente que deixa o comando do Senado.
“Mais do que nunca, em momentos de certo obscurantismo, de muito negacionismo, momentos até estranhos que estamos vivendo no mundo, é muito importante que a política e a sociedade se unam nesse enfrentamento à antidemocracia”, disse o Senador mineiro.

Pacheco também agradeceu, “apesar das divergências”, ao presidente da Câmara, Arthur Lira. “Quero fazer um agradecimento à nossa Casa irmã, a Câmara dos Deputados, na pessoa do seu presidente Arthur Lira. A despeito das divergências, que são absolutamente normais na democracia, o trato foi sempre muito respeitoso e cordial. E conseguimos entregar em conjunto diversos marcos legislativos de interesse do país”, declarou.
Pacheco agradeceu aos poderes Executivo e Judiciário e aos servidores do próprio Congresso, além de elogiar o trabalho dos colegas de parlamento.
O senador também agradeceu o trabalho da imprensa profissional no período em que presidiu o Senado Federal. “De minha parte, um reconhecimento muito verdadeiro sobre a importância do papel da imprensa no Brasil, sobretudo em momentos em que se exige a boa informação e a apuração da verdade sobre fatos. Em tempos de fake news, de descompromisso de veiculação de informação pelas redes sociais, nunca foi tão importante uma imprensa livre, profissional, cujo trabalho deve também ser reconhecido por todas as instituições”.
Pacheco chegou ao Senado em 2018 e ocupará o cargo até o fim de 2026. Antes, exerceu um mandato como deputado federal e foi presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara.
Fotos: Reprodução e Jonas Pereira/Agência Senado













