Passearte: vitrine digital criada por Marcelo Pelúcio chega para registrar, conectar e dar visibilidade aos artistas de Brasília

Brasília é uma obra de arte que ferve a cultura brasileira e ostenta a identidade artística pela cidade. A geometria dos azulejos de Athos Bulcão, a arquitetura modernista, a pluralidade cultural, o céu de um azul inigualável, a amplitude e o branco dos monumentos, são algumas das características singulares da capital federal que servem de inspiração e influenciam as diferentes manifestações artísticas e culturais.

Para que toda esta riqueza seja eternizada e de conhecimento público, o multiartista Marcelo Pelúcio, idealizou uma vitrine digital: a Passearte, para registrar, conectar e dar visibilidade aos artistas de Brasília. A partir de fevereiro de 2026 a produção cultural do Distrito Federal vai contar, com essa nova ferramenta de registro, divulgação e articulação dos profissionais que trabalham com arte e cultura.



A Passearte – Arte cultura e entretenimento, é uma plataforma digital que reúne artistas, técnicos, produtores e coletivos, funcionando como um banco de dados da produção contemporânea de Brasília e das regiões administrativas. A proposta é concentrar informações sobre os artistas e torná-las mais acessíveis à cena cultural do Distrito Federal.
A ideia da plataforma é servir de pesquisa para o público que consome arte, divulgar e difundir a produção cultural contemporânea do DF, e também ser um ponto de encontro e estudo para artistas, produtores culturais, pesquisadores e professores.

Segundo Marcelo Pelúcio, a proposta surgiu da constatação de que grande parte da produção artística do DF se perde com o tempo, sem registro, memória ou continuidade. “A plataforma nasce da necessidade de criar um espaço que registre, conecte e dê visibilidade permanente a artistas e projetos, tratando a arte como trabalho, história e patrimônio vivo”.
O projeto feito por artista, para artistas, amplia o acesso a dados que, em geral, ficam concentrados em produtoras ou em redes informais de contato, prática mais comum em grandes centros culturais do país. Além disso, permite, também, que grupos e coletivos compartilhem memórias de seus trabalhos, contribuindo para a preservação da história das artes vivas do Distrito Federal. Registros de espetáculos, imagens, cartazes, figurinos, cenários e textos ajudam a documentar trajetórias artísticas e a construção da cena cultural local.

Um dos principais recursos da plataforma é a área de cadastro de elenco, onde profissionais podem divulgar currículos e portfólios de forma pública.
A Passearte possui também um espaço dedicado ao audiovisual, organiza filmes, videoclipes e registros de espetáculos produzidos no Distrito Federal em formato de catálogo digital. A ideia é ampliar o acesso a obras que, muitas vezes, permanecem restritas ao circuito de festivais ou a exibições pontuais. Sobretudo, o projeto investe na atualização do mapeamento de artistas do DF e incentiva novos cadastros.


A plataforma está em fase final de implementação e poderá ser acessada a partir de fevereiro pelo site passearte.com.br. A iniciativa conta com recursos do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal e busca fortalecer a valorização dos profissionais da cultura e o acesso do público à produção artística local.
Fotos: Reprodução













