Brasil faz história na 19ª edição da Olimpíada Ibero-americana de Biologia (OIAB), realizada no Butantan

O Instituto Butantan sediou 19ª edição da Olimpíada Ibero-americana de Biologia (OIAB) e o Brasil conquistou o maior resultado de sua história. Foi uma semana de aprendizados, desafios, conexões e muita paixão pela ciência! O Brasil conquistou o melhor resultado de sua história: 4 medalhas de ouro.
A OIAB foi realizada pela primeira vez no Instituto Butantan, órgão ligado à Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, entre os dias 30 de agosto e 5 de setembro, reuniu estudantes do ensino médio de países da América Latina, Espanha e Portugal. Os estudantes participaram de uma programação de atividades, provas, dinâmicas e momentos de intercâmbio cultural, além de visitas aos museus do Parque da Ciência. E, claro, os olhinhos deles brilhavam, encantados com os aprendizados, as novas amizades e a troca de experiências.
Neste ano, foram 57 jovens classificados, incluindo quatro brasileiros. Os estudantes mais bem classificados receberam medalhas de bronze, prata e ouro.

Os medalhistas da OIAB 2026, foram: Caio Heronville Machado, do Colégio Santo Antônio (MG); Caio Nascimento Gonçalves Marques, do Colégio Etapa (SP); Luca Oliveira Santos do Carmo, do Farias Brito Pré-Vestibular Aldeota (CE); e Theo Daltro Santos Camilo, do Colégio Etapa (SP).
A delegação brasileira teve 100% de aproveitamento com a conquista de quatro medalhas de ouro:
- Caio Heronville Machado (Ouro)
- Caio Nascimento Gonçalves Marques (Ouro)
- Luca Oliveira Santos do Carmo (Ouro)
- Theo Daltro Santos Camilo (Ouro)
Para a coordenadora da OBB e organizadora da 19ª OIAB, Sonia Andrade Chudzinski, o maior desafio da edição realizada no Brasil foi superar a mecanização da ciência. “A gente tinha o desejo de fazer uma Ibero-americana com a força no Instituto Butantan e com o calor humano do Brasil. Nosso ambiente é um grande laboratório: observar uma árvore, os animais, nossa flora. Tudo isso é uma grande riqueza e estimula o raciocínio científico, o que torna as pessoas mais livres”, destaca a pesquisadora.

“É um orgulho muito grande para o Instituto Butantan ter recebido a 19ª Olimpíada Ibero-americana de Biologia. Pessoas vindas de vários países da América Latina, do Caribe e também da Península Ibérica. Estamos muito felizes com a presença de quatro brasileiros representando o país e também por acolher estudantes e professores que vieram de todos esses lugares”, declarou o diretor do Instituto Butantan, Esper Kallás.
O diretor do Butantan disse que muitos sonhos foram construídos durante a Olimpíada Ibero-americana de Biologia. Quem sabe alguns desses jovens não voltam para cá como pesquisadores do Instituto Butantan no futuro.

“Tô vibrando muito, a energia foi maravilhosa e estou muito feliz. A gente estudou muito e se esforçou em todas as provas.”, festejou Theo Daltro Santos Camilo. Para além do título, os alunos celebram ainda a experiência que ficará marcada na história deles. “Ganhar a medalha de ouro é muito importante, mas o mais valioso foi tudo o que vivemos durante essa semana. A troca de experiências é muito valiosa para mim. Foi, realmente, um sonho realizado”, afirma Luca Oliveira Santos do Carmo.
Com idades entre 16 e 18 anos, os estudantes brasileiros foram selecionados após se destacarem na Olimpíada Brasileira de Biologia (OBB) e participarem de uma semana de capacitação no Instituto Butantan.

Durante a olimpíada, os estudantes foram avaliados em duas provas teóricas e três provas experimentais, que abordaram diferentes áreas da biologia. Além das avaliações, a programação incluiu uma gincana científica. Os participantes foram divididos aleatoriamente em grupos para resolver desafios e concorrer a prêmios.
Para os membros da delegação brasileira, essa foi uma etapa fundamental para a conquista do resultado inédito.
Para a pesquisadora científica do Instituto Butantan Sonia de Andrade, que coordena a OBB e coordenou edição brasileira da OIAB, a iniciativa integra a infraestrutura de pesquisa centenária do instituto à sua vocação educacional, transformando as competições acadêmicas em um dos mais eficazes veículos de divulgação e democratização científica e de desenvolvimento de jovens talentos para o país.

“É de suma importância para o Instituto Butantan receber as 16 delegações, pois esse gesto faz parte da nossa missão de implementar a educação científica. Abrir nossas portas e transferir nosso conhecimento é o nosso papel como um centro de pesquisadores”, afirmou Sonia de Andrade. “Quando esses jovens saem daqui com um olhar extremamente positivo sobre o Butantan, com certeza, esse reconhecimento vai passando de estudante para estudante”, ressaltou.
“A capacitação trouxe diversas matérias que estiveram presentes nas provas da OIAB, como bioinformática e bioquímica, e me deu acesso a conhecimentos teóricos que eu ainda não tinha”, apontou o medalhista Caio Heronville Machado.

“Ter uma prática voltada para a prova, como tivemos aqui no Instituto Butantan, e todo o arsenal científico à disposição para nos desenvolvermos foi o que permitiu à nossa delegação conquistar esses ouros”, afirmou Caio Nascimento Gonçalves Marques.
A Olimpíada Ibero-americana de Biologia 2026 (OIAB) destacou o melhor desempenho da competição, honraria recebida pela estudante Kristen López, única representante da Costa Rica
“Estou muito animada e também um pouco nervosa com as provas, mas muito feliz e orgulhosa por estar aqui representando a Costa Rica. Sei que o Instituto Butantan desenvolve vacinas e soros e estou muito curiosa para conhecer melhor o trabalho realizado aqui, além dos museus e dos animais do Instituto. Também espero criar laços com estudantes de outros países. Já conversei com várias pessoas e estou muito feliz por ter a oportunidade de conhecer e trocar experiências com elas”, declarou Kristen López.

Medalhistas de Ouro da OIAB
Costa Rica – Kristen Angélica Solís López (1º lugar)
Brasil – Caio Henroville Machado
Brasil – Caio Nascimento Gonçalves Marques
Brasil – Luca Oliveira Santos do Carmo
Brasil – Theo Daltro Santos Camilo
Espanha – Ángel Alemany Rojas
Perú – Favio Isaías Flores Vílchez

O medalha de ouro Theo Camilo comentou o rigor técnico das provas, que deixou em dúvida mesmo quem é veterano na competição. “Depois das provas nós comparávamos e discutíamos as questões. Nunca dava para ter certeza se tínhamos ido bem. Mas, com o tempo, percebemos que havíamos ido bem sim.”
Viva a ciência brasileira. Esse é o país que me orgulha. O Butantan leva o conhecimento para o mundo inteiro na OIAB 2026 – 19ª Olimpíada Ibero-americana de Biologia.
Fotos: Marilia Ruberti/Comunicação Butantan













