Bolsonaro empossa Jorge Oliveira na Secretaria-Geral da Presidência

Jorge Oliveira assume Secretaria-Geral da Presidência  - Bernadete Alves
Posse do ministro Jorge Antonio de Oliveira Francisco na Secretaria-Geral da Presidência

O Salão Nobre do Palácio do Planalto ficou lotado para a cerimônia de posse de Jorge Antonio de Oliveira Francisco, major da reserva da Policia Militar do Distrito Federal, na Secretaria-Geral da República. Na mesma cerimônia,o presidente Bolsonaro também deu posse ao general Floriano Peixoto como novo presidente dos Correios.

Ao lado do presidente Jair Bolsonaro estavam o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), DiasToffoli , a procuradora-geral da República, Raquel Dodge  e o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha.

Jorge Oliveira assume Secretaria-Geral da Presidência  - Bernadete Alves
Jorge Oliveira, ministro da Secretaria-Geral da Presidência

O novo ministro comandava a Subchefia para Assuntos Jurídicos (SAJ) da Casa Civil desde o início do governo. Medida provisória (MP) editada pelo governo,  transferiu a SAJ da Casa Civil  para a Secretaria-Geral, fortalecendo a pasta do advogado Jorge Oliveira.

A proximidade com o presidente Bolsonaro vem há bastante tempo. Seu pai Jorge Francisco chefiou o gabinete do de Jair Bolsonaro na Câmara dos Deputados e ele chefiou o gabinete de Eduardo Bolsonaro, no primeiro mandato na Câmara e  foi assessor jurídico de Bolsonaro quando o presidente era deputado federal.

O presidente Jair Bolsonaro chamou o novo ministro de “prefeito biônico” e de “garoto de ouro” ao empossá-lo para a nova missão.“O Jorginho é excepcional. Realmente, esse garoto aqui é um garoto de ouro”,  declarou Bolsonaro, olhando para a mãe do secretário-geral da Presidência.

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Segundo o presidente, o novo ministro da Secretaria-Geral, a quem se referiu como “Jorginho”, é “excepcional”. O novo presidente dos Correios, Floriano Peixoto, é um “amigo” e “coringa” do Palácio do Planalto.

Ao se dirigir ao presidente do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, e à procuradora-geral da República, Raquel Dodge, Bolsonaro disse que a interlocução e a “simpatia mútua” entre eles fará com que o Brasil seja conduzido ao “destino que merece”.

“Juntos, podemos mudar, sim, o destino do Brasil. Nós mudaremos o destino do Brasil. A nossa interlocução, a nossa simpatia mútua e o nosso interesse de dar algo mais pela pátria conduzirão esse nosso país ao destino que ele merece. Meu muito obrigado a vocês dois e aos parlamentares também”, disse o presidente Bolsonaro.

Jorge Oliveira assume Secretaria-Geral da Presidência -Bernadete Alves

Após a cerimônia, o ministro Jorge Oliveira afirmou que tem uma “responsabilidade dobrada “ por ser  amigo pessoal de Bolsonaro. “ Eu tenho uma responsabilidade dobrada por trabalhar no governo e ser amigo do presidente. A minha lealdade impõe que eu sempre o aconselhe naquilo que eu realmente penso, nas minhas convicções, nas minhas análises jurídicas”, disse Jorge Oliveira.

“A secretaria de Governo passa a ser o braço de articulação do governo. É o olhar do governo para fora. A Casa Civil passa a concentrar toda a coordenação do governo, relação com os ministérios, estabelecimento das prioridades. E a Secretaria-Geral passa a ser um órgão não só de gestão, administração, [mas] de compliance, controle. Por isso a Subchefia de Assuntos Jurídicos se deslocou para a Secretaria-Geral porque ela, em última instância, traz a revisão daquilo que é tratado por todo o corpo técnico do governo, faz a revisão dos atos a serem assinados pelo presidente”, declarou o ministro.

O ministro Jorge Oliveira disse que o principal desafio será a “desburocratização” do governo. Declarou também que o novo desenho do Palácio do Planalto, com a medida provisória editada semana passada, “busca dar um contorno mais técnico”.

Jorge Oliveira assume Secretaria-Geral da Presidência  - Bernadete Alves
Ministro Dias Toffoli, presidente Bolsonaro e o ministro Jorge Oliveira da Secretaria-Geral da Presidência

“O maior desafio é a desburocratização. A burocracia é natural no serviço público, ela se faz necessária em alguma medida, mas às vezes ela acaba por inviabilizar ou por tornar muito lentas as decisões de Estado, dar morosidade aos serviços que o governo tem que encontrar. O maior desafio para este momento é, com, muito transparência, com empregos dos meio tecnológicos, é desburocratizar o governo, para que o cidadão seja melhor atendido”, declarou o ministro.

Fotos: Valter Campanato/Presidência da República